
No dia em que só se fala nos números do desemprego, o governo anunciou, de um modo semi-encapotado, que não vai haver aumento do salário mínimo. Isto porque, dizem eles, há o risco de ninguém querer empregar pessoas a receber salários baixos, se estes aumentarem um pouco. Um salário de 500 euros equivale a receber cerca de 3 euros por hora de trabalho. O governo acha que é muito.
A política PSD/CDS é uma aposta forte na redução do custo da mão-de-obra. Querem Portugal a competir com a China, Taiwan, Vietname e outros que tais. Querem que o país volte ao tempo das crianças a trabalharem nas fábricas, um regresso à cultura laboral da escravidão e da miséria. Enquanto isso, a maior parte da comunicação social, qual rádio Relvas, faz eco de tudo o que o governo diz, sem questionar ou confrontar os decisores com o que é a realidade:
Pesquisando na web encontrei dois artigos que dizem o oposto. Não poderiam os senhores jornalistas confrontar o governo com outros estudos, alternativas políticas, e questões pertinentes, em vez de se limitarem a copiar e colar os press-releases que recebem?
Ficam aqui excertos dos abstracts:
This paper shows that, in an overlapping generations, model with endogenous growth, minimum wage legislation does not necessarily has negative consequences on economic performance. Such legislation can have positive effects on growth by inducing more human capital accumulation. More precisely, a low demand for unskilled labor, induced by a minimum wage, may create an incentive for workers to accumulate human capital. Moreover, it is possible that a decrease in the minimum wage lowers the welfare of each agent in the economy.
Our computational exercises suggest that redundancy transfers and administrative dismissal restrictions have negligible unemployment effects when wages are flexible or when the minimum wage is low, but a dramatic positive impact on unemployment when there is a high minimum wage.

O Banco de Portugal confirma que o ajustamento promovido pela “troika” deixou marcas na economia no ano passado. O relatório do banco central considera que o processo de ajustamento está a ser bem sucedido, mas com um preço alto, especialmente quanto ao desemprego.
No entanto, esta correcção chegou com um preço: o desemprego atingiu um pico, perto dos 13%, e ainda não parou de subir, mais de metade é considerado desemprego de longa duração e quase um terço atinge os jovens.
O ano passado terminou nos 13%... entretanto já vamos nos 15 e ainda não chegámos a meio do ano:
"A taxa de desemprego subiu para 15 por cento em fevereiro, e deverá aumentar mais ainda este ano", preveem ainda os técnicos de Bruxelas.
Ou seja, o governo de direita do PSD CDS, conseguiu aumentar este ano o desemprego em 2%. Andam-se a esforçar, os rapazes.
Obrigado ao João Vale pela correcção.
A alarvidade do dia, é grave. Não podemos continuar a rir das idiotices que o Passos diz e faz, pois estamos a rir-nos de nós próprios, da nossa democracia.
Obviamente que temos a noção que ele é incapaz de governar um país, é uma marionete na mão do Relvas e do Gaspar. Mas isso não pode servir de desculpa para as palermices que ele diz. Não são só palermices, têm consequências graves e têm peso ideológico.
As declarações de hoje são insultuosas, é mais uma clara prova que não existe qualquer respeito pela lei neste país.
Mas, como é Portugal, segue tudo dentro da anormalidade do costume.
O primeiro-ministro defendeu hoje que estar desempregado tem de "representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade"
Tem, por outro lado, de representar uma oportunidade para “mudar de vida”. Isto porque “nós não temos emprego para a vida inteira, como não temos empresas para a eternidade”
Como lembra, e bem, o professor Maltez, as declarações do primeiro-ministro acima referidas, violam a constituição da república portuguesa:
1. Todos têm direito ao trabalho.
2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:
a) A execução de políticas de pleno emprego;
b) A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;
c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.
Se não estamos perante um Processo Reaccionário em Curso, estamos sem dúvida no caminho certo rumo a um regime autoritário. A constituição tem sido ignorada em nome da crise, vamos estar em estado de excepção pelo menos até 2015... há que parar este governo antes que concluam o retrocesso civilizacional de 40 anos que estão a implementar alegremente.
Temo que em 2015 já seja tarde demais.

“Sobretudo à mocidade alemã, é que nos dirigimos.” ¹
Vítor Gaspar, ao melhor estilo dos regimes autoritários, vai apresentar um livro encomendado certamente por si para explicar a crise às crianças.
Há uns anos tempos fiz um artigo sobre a juventude Hitleriana, comparada aos novos escuteiros americanos, após ter lido esta notícia surreal:
Scouts Train to Fight Terrorists, and More. Para além de encontrar demasiadas similaridades, concluí que todos os regimes autoritários tendem a doutrinar as suas crianças, de modo a perpetuarem-se no poder, através da propagação de um pensamento absolutamente monista. Hitler fez isso, Mao, Salazar, Mussolini... é prática corrente em regimes destes e tem sido aplicada com relativo sucesso.
Gaspar é bom no que faz e assume-se como o ideólogo deste governo, ou melhor, o enviado europeu para espalhar a ideologia tecnocrática que baseia o valor de cada homem e de cada sociedade na sua produtividade. Nada contra, pelo contrário, é bom quando um político se assume.
Escondendo-se no papel de contabilista, vem agora explicar às crianças que independentemente de esquerda ou direita há só uma linha de pensamento: a sua. Sobre o livro diz-se o seguinte:
A peculiaridade reside no facto de a explicação ser dada de acordo com a ideologia favorita de cada leitor: se prefere as justificações defendidas pela esquerda começa a ler o livro por um lado, se prefere as justificações defendidas pela direita começa a ler o livro por outro
Ou seja, no manual do Gaspar para a mocidade portuguesa cabem todas as respostas, anulando assim qualquer crítica do livro estar inquinado de ideologia. Como bem sabemos, a não ideologia também é ideologia, e há uma "ideia por detrás da ideia" de apresentar um livro assim: mostrar às crianças que acima das opções políticas de esquerda ou de direita, o que interessa é a visão do contabilista, do tecnocrata.
A tecnocracia tem aberto o seu caminho para o poder através de diversos métodos, sendo este o mais eficaz: a tentativa de demonstrar que as opções políticas não o são, mas sim, as únicas escolhas possíveis.
Não é por ser de direita que este governo está a desmantelar o Estado Social... não, eles até gostam dele. É porque não há alternativa. Não é por ser de direita que o governo está a reflectir a crise no empobrecimento dos trabalhadores em vez de a reflectir nos lucros cada vez maiores dos patrões... eles bem queriam, mas não há outra hipótese.
Agora esta semente do pensamento único vai ser plantada nas nossas crianças, vai ser uma iniciativa louvada por todos os comentadores habituais da praça. Outra vez, não é por os comentadores serem de direita... é porque os miúdos precisam de saber o que é a crise, e se for pela boca do Gaspar, melhor ainda. Como diria o Sr. Ford: "os miúdos podem escolher a ideologia que quiserem, desde que esta seja a do Gaspar".
As ditaduras chegam devagarinho, sem se dar por elas. Um dia, quando repararmos e quisermos colocar um travão a isto será provavelmente tarde demais. Por isso, não posso deixar de escrever agora, antes que seja tarde.
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¹ HITLER, Adolf, A Minha Luta - Mein Kampf, Afrodite, Lisboa, 1976
Vítor Gaspar disse hoje que a hipótese de repor 25% dos subsídios em 2015 é uma mera "perspectiva técnica" e não "um compromisso"
Eu diria mais, é uma miragem, uma utopia ou uma alucinação.
“Democracy means a form of government in wich, in contradistinction to monarchies and aristocracies, the people rule.” ¹
Na Grécia, é chegado o momento do Syriza tentar constituir governo. Quem não andou distraído sabe com que programa se candidataram, sabem também que foi esse programa que lhes garantiu o lugar de segundo partido mais votado.
Por cá, e um pouco por toda esta europa do pensamento único, não falta quem grite "aqui del rei" que vem aí a esquerda radical. Aquela esquerda que defende que as pessoas não são escravos dos números, que quer uma vida digna para os seus cidadãos.
Para muitos "democratas", a escolha política só é válida enquanto se vota nos partidos do costume. Quando os cidadãos se atrevem a votar fora do sistema é porque estão a condenar-se à miséria e por aí fora. Estes mesmos democratas, são aqueles que não se incomodam por Portugal ter um partido de extrema direita no governo. Desde que seja para servir de muleta do PS ou do PSD, dão vivas ao CDS.
O Syriza tem reunido com partidos, eleitos e não eleitos, sindicatos, e diversos outros representantes sociais. Ao contrário dos nossos governantes, recusam-se a rasgar o programa eleitoral com o qual foram eleitos em troca de governar. Recusam trair a confiança do eleitorado grego que viu nas suas ideias uma alternativa. Provavelmente, é a seriedade com que encaram esta tarefa difícil, numa conjuntura para lá de desfavorável, que faz confusão a estes nossos "democratas" de pacotilha. Não estão habituados a pessoas sérias na política, com ideias claras e com consciência do que é um contrato eleitoral. Espero, sinceramente que consigam formar governo. Um governo radical, radicalmente contra a escravatura da dívida, radicalmente contra a vergonha que tem sido a política na Grécia, radicalmente contra venderem os seus ideais e princípios.
Se não resultar, temos sempre a hipótese de voltar a dar a voz ao povo, que numa democracia verdadeira, é quem tem a palavra.
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¹ HELD, David, Models of Democracy, Stanford University Press, California, 2006
A Europa já passou por várias idades históricas e chegou à idade austera. É uma espécie de idade média, tanto no fechamento às ideias e à cultura, como nas relações laborais. Neste contexto tivemos duas eleições recentes em França e na Grécia, cujos resultados estão a ser escalpelizados e dissecados por tudo o que é adivinho político. Vamos então por partes:
Na Grécia, o governo era de um certo modo autoritário com alguns raros laivos democráticos, havendo a esperança que o povo legitimasse a vontade exterior nestas eleições, para que não se tenha de continuar a impor pela força, as directivas da política de austeridade.
O parlamento continua a ser o local de decisão política por excelência, embora cada vez mais o poder pareça resvalar para as ruas.
A Grécia, é hoje um estado no qual os cidadãos perderam quase toda a confiança no sistema político, porque este não consegue dar resposta aos problemas das pessoas.
Em França, o poder continuou a ser democrático, apesar de Sarkozy não esconder a sua veia autoritária em termos de política externa. O poder não está em risco de cair nas ruas, nem há uma desconfiança nas instituições sequer parecida com a que existe na Grécia.
As pressões de Merkel, a meu ver, beneficiaram o candidato vencedor. Num país onde a extrema direita tem tanto peso político, a conivência com interferências externas é penalizador, logo Sarkozy só tinha a perder com a proximidade a Merkel.
O que muda com estas eleições?
Na Grécia, a não constituição de um governo e a possibilidade de novas eleições, arrasará a pouca confiança no sistema político que ainda resta aos cidadãos. Provavelmente, haverá condições para discutir uma alteração radical da forma do poder e será com certeza a rua a ter a última palavra. Quem conseguir mobilizar os gregos irá definir o que se passará posteriormente.
Em França, pouco mudará no essencial. Provavelmente, teremos uma austeridade de rosto humano, mais carinhosa para com os PIGS, mas no fundo continuará a existir uma "cooperação estratégica" entre Paris e Berlim. É uma aposta na dupla bem sucedida do "polícia bom e do polícia mau", cabendo a Hollande o papel de bonzinho. Deixará de se ouvir "ou é assim ou são corridos do Euro", haverá antes uma versão mais soft do estilo "claro que irão cumprir, visto ser a única alternativa para se manterem no euro."
Em termos de política interna francesa, dizem que este senhor acredita no estado social... pois, o Cavaco também diz que acredita. Aliás, acreditar nunca fez mal a ninguém, mas não é por eu acreditar no pai natal que ele passa a existir. É preciso que haja políticas no sentido de garantir o estado social, portanto será um ver para crer. Para mim, parece que se confirma a velha frase: "é sempre preciso mudar alguma coisa, para que tudo fique na mesma".
Em Portugal, o PS vê o Hollande como o Messias da esquerda, ou seja, reconhece que de Seguro pouco esperam. Esqueceram-se também de dar um apoio aos seus camaradas do PASOK, o que provavelmente explicará o desaire deste último nas eleições gregas. Ficou-lhes mal.
O PSD, no seu lambe-botismo provinciano do costume, apressou-se a adular o novo senhor do poder e as políticas que ele promete não vá isto dar para o torto. Passos é um bom capataz ao serviço do eixo Paris-Berlim e está disposto a esforçar-se ao máximo para o provar.
A Oeste nada de novo.
O artigo58, nasceu e cresceu na Rua Arbat, mas foi há um ano no Estoril que tudo começou.

"Young people in search for politicall freedom and economic opportunity, weary of waking up to the same tedium day after day, rose up against their sclerotic masters." ¹
Lendo e relendo diversos artigos sobre a Primavera Árabe, vem-me à ideia aquela velha e sábia teoria que em política não há espaços vazios.
Nos países da primavera, a queda das ditaduras que foram ao longo de muitos anos pedras basilares da "pax americana", criaram um vazio.
Os jovens não tinham liberdade, dignidade, emprego, nem perspectivas de um futuro melhor. Apenas eram donos de um imenso vazio que eram os seus dias. Foram preenchendo esse espaço das suas vidas com pensamento, com querer, com ambição. Nos dias acelerados que vivemos, raramente temos tempo para ler toda a informação que está disponível e reflectir sobre ela. Daí muitas vezes se dizer que o povo é sereno, manso ou outros adjectivos parecidos. No entanto, com a taxa de desemprego a bater recordes todos os dias, os jovens começam a ter mais tempo para parar e pensar o tipo de sociedade em que vivem e o modelo desigual em que esta se baseia.
Não estou a fazer um elogio do "quanto pior melhor", longe disso. Constato apenas factos que esta devastação económico-social tem produzido. A alienação é sempre mais fácil quando há uma cenoura para o burro ir seguindo. Estes governantes, inebriados pelo poder e pela sua prepotência pensam que apenas o pau lhes bastará para continuar a conduzir a sociedade rumo ao precipício. Não basta! Há vários e variados exemplos que o aparelho repressivo do estado nao chega para manter a ordem, quando se vivem dias de desespero, de tédio e de inacção.
É contrário à natureza dos jovens a inércia, é preciso mantê-los ocupados para que não abram os olhos para a condenação a uma condição de vida miserável.
Sim, temos medo dos bastões da polícia, das suas armas e dos seus cães. Mas temos muito mais medo de não ter futuro e de viver com medo a vida inteira.
Governantes esclerosados, tenham noção que o vosso dia chegará.
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¹ AJAMI, Fouad, The Arab Spring at Once, A year of Living Dangerously, Foreign Affairs, volume 91, number 2, March/April 2012
Hoje, passei pela Alameda, como outros milhares de pessoas, tendo como certeza que a comunicação social apenas iria dar notoriedade a outro evento.
Tanto me dá, honestamente, farto de ir a manifestações que não têm o mínimo de eco nos media estou eu.
Aproveitei para dar e receber uns abraços, beber um copo e comer umas bifanas com um amigo de direita que quis ir ver as vistas e pensar um bocado sobre o significado deste dia, ou melhor, o significado que este dia tem para mim.
1º de Maio para mim é "A Mãe" do Gorki, é subir a Almirante Reis a caminho da Alameda e também é encontrar o pessoal com o qual partilhei lutas, e beber um copo com eles, celebrando um reencontro alegre. Normalmente quando estamos juntos é em greves, em plenários, a "fazer política", situações de tensão, crispação... Neste dia paramos todos um bocado, celebramos mais um ano em que estivemos do lado dos nossos, da nossa classe.
Sempre preferi o 1º de Maio ao 25 de Abril, desde miúdo. O 25 de Abril era aquela cerimónia respeitosa para com todos os que tombaram pela nossa liberdade, já o dia do trabalhador era isso mesmo: um dia de festa, um dia em que os trabalhadores se aburguesam e sentam-se na relva a comer bifanas, sardinhas, chouriços e azeitonas. Tudo regado a tinto, daquele das festas populares que todos dizemos mal, mas do qual temos saudades assim que saímos por uns dias do país. É dia de festa, de celebrar os dias que passaram e os dias que aí vêm e não vão ser fáceis, mas é o nosso dia.
Nós, que nos assumimos como proletários, aqueles cuja única posse é a sua prole, temos um dia que é de festa.
Os outros 364 são de luta, de exploração, de cortes os salários, de roubo nos subsídios e salário indirecto, de injustiça e de prepotência.
Fica-me sempre algo na cabeça neste dia: os desempregados, aqueles que não têm um único dia para celebrar.
São cada vez mais e não há políticas de criação de emprego, o governo a única resposta que tem é "habituem-se".
Não dá, não é possível habituarmo-nos a isto.

A política deste governo tal como ela é:
As resoluções da Assembleia da República, publicadas esta sexta-feira em Diário da República e assinadas pela presidente Assunção Esteves, recomendam ao Governo que «pondere a criação de instrumentos que garantam o acesso ao pequeno-almoço aos alunos mais carenciados do ensino obrigatório» e «garantam o acesso a uma refeição matinal aos alunos cuja situação de carência lhes impede o acesso em casa»
A política, tal como devia ser:
As resoluções da Assembleia da República, publicadas esta sexta-feira em Diário da República e assinadas pela presidente Assunção Esteves, recomendam ao Governo que pondere a criação de instrumentos que garantam uma vida digna aos portugueses, em especial o acesso a uma remuneração decente aos pais cuja situação de carência lhes impede de satisfazer as necessidades básicas da sua família.
Ao mesmo tempo, são revogados todos os processos que os parasitas do PSD CDS e PS têm usado ao longo de 35 anos, para roubar os recursos do Estado para a acção social e demais serviços públicos.
"Os custos do trabalho estão a ser reduzidos para melhorar a competitividade", disse Vítor Gaspar
"Que ninguém pense que as empresas portuguesas conseguirão afirmar, de forma sustentada, a sua competitividade no mercado internacional à custa de salários baixos. Existem sempre outros países que terão salários mais baixos do que Portugal", disse o Presidente da República.
No tempo do Sócrates, amanhã, em todos os jornais aparecia em gordas "Fim da cooperação estratégia entre Belém e São Bento".
Num país a sério, ou o presidente dissolvia o governo já que afirma categoricamente que o ministro das finanças não é ninguém, ou o Gaspar demitia-se por manifesta falta de confiança na sua competência pelo "presidente de todos os portugueses".
Entretanto, como gosto de dizer, segue tudo dentro da anormalidade do costume.
"Better to do nothing than to engage im localised acts the ultimate function of which is to make the system run more smoothly (acts such as providing space for the multitude of new subjectivities).
The threat today is not passivity, but pseudo-activity, the urge to "be active", to "participate", to mask the nothingness of what goes on. People intervene all the time "do something"; academics participate in meaningless debates and so on. The truly difficult thing is to step back, to withdraw.
Those in power often prefer even a "critical" participation, a dialogue, to silence - just to engage us in "dialogue", to make sure our omnious passivity is broken. The voters´ abstention is thus a true politicall act: it forcefully confronts us with the vacuity of today´s democracies.
If one means by violence a radical upheaval of the basic social relations, then, crazy and tasteless as it may sound, the problem with historical monsters ho slaughtered millions was that they were not violent enough.
Sometimes doing nothing is the most violent thing to do." ¹
Eu tenho uma posição muito própria sobre o dia de amanhã. Ainda mais própria no que toca à manifestação que vai descer a avenida da Liberdade e espero ferir algumas susceptibilidades porque a altura do politicamente correcto já lá foi.
Amanhã, seria dia de celebrar o golpe militar que teve o intuito de devolver Portugal aos portugueses, tirá-lo das garras de umas poucas famílias que nos escravizavam e nos tratavam como o seu gado, para o devolver a quem de direito: aos cidadãos.
38 anos depois, Portugal é um protectorado cuja elite continua a ser a mesma de há 38 anos, apenas com a diferença que presta vassalagem a um diferente senhor.
Há exactamente 38 anos, o golpe de estado levado a cabo pelos militares teve como um dos objectivos acabar com a censura. Hoje, temos um governo que cala jornalistas a mando do ditador angolano José Eduardo dos Santos. O golpe foi também feito para acabar com as condições de vida miseráveis a que os portugueses estavam condenados: a guerra e a fome que forçavam a emigração. Hoje, a emigração é recomendada pelos nossos governantes com um ordinário "quem está mal mude-se".
Os exemplos são mais que muitos... por isso, amanhã não consigo, pela primeira vez em muitos anos continuar a enganar-me e a fingir que está tudo bem. Não vou descer a avenida cujo nome não poderia ser mais irónico: da Liberdade.
Participar amanhã na manifestação é legitimar o que estes animais que nos governam estão a fazer. Desfilar amanhã a celebrar o 25 de Abril, quando temos um governo que está a ajustar contas com as conquistas que foram feitas e a arrasar a constituição que resultou de Abril, é imoral, indecente e colaboracionista, a meu ver. É ajudar a branquear um governo autoritário que actua contra o seu povo com uma violência sem precedentes na história do nosso Portugal "democrático".
Fazer alguma coisa amanhã, alguma coisa que realmente marcasse, seria ficar em casa e deixar as ruas vazias. Se esta ideia se espalhasse teríamos todos os meios de comunicação internacionais a noticiar "Portugal atravessa um período tão grave que os seus cidadãos recusaram-se a celebrar o 25 de Abril, feriado que assinala o dia em que a ditadura acabou."
Mas não, amanhã temos mais um dia em que as pessoas vão para a rua, enganadas, a servir o propósito do governo: sentirem que já fizeram algo contra esta ditadura dos mercados e da austeridade. Entram em diálogo social com o poder dizendo: "Podem-nos tirar tudo o que Abril nos deu, desde que nos deixem continuar a fingir que vivemos livres".
Não é este o meu sentimento, não é esta a minha vontade. Não entro em diálogo com fundamentalistas que espalham o terror da pobreza, do desemprego e da miséria pela sociedade. Esta gente tem de ser combatida, de novo, como há 38 anos alguns bravos o fizeram. Na altura houve quem lhes chamasse loucos, mas eles não ligaram e continuaram o seu caminho. Sejamos também nós loucos, passados 38 anos, e amanhã honremos a sua memória não sendo coniventes com a mentira de que as portas que Abril abriu não foram emparedadas.
Em cada esquina um desempregado, em cada rosto a desigualdade, Grândola Vila Morena, que é feito de ti oh cidade?
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¹ ZIZEK, Slavoj, Violence, Picador, New York, 2008, pp. 216-217

Surgiu uma ideia, que aliás não é nova, de dar as sobras de comida aos mais necessitados. A ideia não é nova porque já foi experimentada e com pouco sucesso: um restaurante que tenha imensas sobras é um restaurante falido a curto prazo. Pelo que esta ideia é uma mistificação. Em Oeiras alguns restaurantes aderiram a esta ideia, ressalvando que poderiam oferecer um número X de refeições mas preparadas propositadamente para o efeito. Os proprietários referiram na altura, que não tinham sobras porque isso é gerir mal um restaurante.
Para além deste pequeno pormenor que os propagandistas do regime esquecem sempre de referir, temos a ideologia da caridadezinha sempre presente.
Os mesmos que exploram as pessoas e são responsáveis por salários de miséria e redução dos rendimentos das famílias, são aqueles que ao fim-de-semana recolhem as sobras das suas fortunas e decidem distribuir umas migalhinhas pelos pobres.
Nunca distribuem o suficiente para estes deixarem de ser pobres atenção, isso daria cabo do seu desporto de fim de semana e acabaria com a necessidade dos mais pobres aceitarem trabalhar a qualquer custo e sob quaisquer condições nas suas empresas.
A caridade é uma indústria nos dias de hoje. Não faltam incentivos ao consumo de produtos que contribuem com 1 cêntimo para uma causa qualquer, num país distante de nós. Sentimos que ao comprar estamos a fazer o bem... a contribuir para algo mais que o bolso de quem produz o que compramos.
Zizek chama-lhe o Capitalismo Cultural e explica-o bem aqui.
Eu estou contra esta ideia de dar os restos aos mais necessitados. Como explicamos que na sociedade em que vivemos há anúncios de comida para cão onde é dito que "restos não são uma alimentação saudável" e ao mesmo tempo vem meio mundo defender que para os pobres já serve?
Nem do ponto de vista da Igreja é defensável: as escrituras dizem claramente para dar o que temos, tudo o que temos e não só o que nos sobra e não nos faz falta.
Sou a favor que hajam salários dignos, condições de vida dignas e criação das condições socias para acabar com a miséria. Sou totalmente contra estas soluções nojentas de propaganda mesquinha que pretendem menorizar as pessoas e forçá-las a uma vida de joelhos, de subserviência e de sujeição.
Isto é ideologia, formatação social para a criação de um modelo que remonta à altura em que o rei vinha passear de carruagem e atirarava comida aos pobres.
O governo está a atirar milhares de pessoas para a pobreza com a anuência da oposição violenta, não é darem umas migalhas às pessoas que vai mudar isso. Não roubem o salário aos portugueses, não lhes roubem os subsídios a que têm direito e para os quais descontaram e ponham a vossa caridadezinha lá onde o sol não brilha.
As pessoas agradecem.
Quando o Nuno Miguel Guedes lançou o desafio de escrever um texto para um jornal chamado "Lisboa Capital República Popular"¹ não podia recusar. O tema é "Ser solidário é ser humano?" e o jornal está a ser distríbuido pela zona do Cais Sodré onde decorrerá este evento que pretende celebrar Abril de uma maneira mais voltada para a cultura.
Amanhã às 18:00 vou debater este tema com o Pedro Marques Lopes no Povo, ali ao lado do MusicBox.
Estão todos convidados a aparecer e beber solidáriamente um copo antes, durante ou depois do debate. 
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¹O festival Lisboa Capital República Popular recupera o nome dos quatro jornais vespertinos já desaparecidos — Diário de Lisboa, A Capital, República e Diário Popular —, que eram apregoados pelos ardinas nas ruas de Lisboa, por esta ordem, sobretudo durante os anos de ditadura, num desafio às autoridades e aos agentes da PIDE, a polícia política, em particular.

Só não te mando à merda Joana porque és uma senhora.
Os 10 Bloggers a quem envio esta corrente são:
Isabel Cruz, Ana Matos Pires, José Maria Barcia, Ana Firmo Ferreira, Tiago Mota Saraiva, Ana Santiago, José Simões, Paulo Coimbra, Francisca Almeida e Nuno Gouveia.
A ver quais serão as respostas!
"Um dos documentos importantes para o analista, sobretudo da conjuntura, é o silêncio do Poder. Aquilo de que os agentes do Poder sistematicamente não falam, ou impedem que se fale, é frequentemente o mais importante dos factos a tomar em consideração."¹
A intenção concretiza-se, agora, após um processo que correu sem conhecimento público.
Diploma foi publicado esta tarde em Diário da República, depois de ter sido promulgado hoje mesmo por Cavaco Silva, concluindo um processo que decorreu no maior sigilo.
O processo de congelamento das reformas antecipadas decorreu em quatro dias úteis e em total sigilo.
Aqui o "analista" deu por si a questionar o porquê desta medida. Ao ler várias e variadas notícias sobre a questão do fim das reformas antecipadas houve algo que me chamou a atenção, um denominador comum em todas elas: o secretismo da medida.
Ora como diz e bem o autor acima citado, o facto político mais importante sobre este assunto será a questão de ter sido apresentada em total secretismo.
A explicação mais fácil a que a maior parte dos analistas e jornalistas (que já não se limitam a dar notícias mas também a interpretá-las nos dias que correm) procuraram foi a de "evitar uma corrida às baixas".
Faz algum sentido, claro. Mas é demasiado fácil, é a tal resposta posta ali à espera de ser descoberta.
O que este governo tem preparado no maior secretismo é uma revogação da anterior constituição. Tem-no feito em quase todos os domínios da governação recorrendo a medidas anticonstitucionais validadas pelo carácter temporário das mesmas, pelo menos tem sido essa a razão invocada pelo TC para as permitir.
Sem recorrer a um processo claro e transparente de revisão constitucional, tem aniquilado as conquistas que inscrevemos na lei suprema da nossa Nação. Têm banalizado a sua violação e desconsiderado o seu papel e a sua importância na definição do que é um Estado, neste caso o Português.
Quando a um país que não tem soberania, como é actualmente o nosso caso em que estamos sob um regime de protectorado, se junta o fim do papel da lei geral que institucional e formalmente é o que mais nos distingue dos demais países, podemos dizer que acabou.
Portugal como o país que todos tivemos o prazer de conhecer acabou. Vai ser uma província da alemanha, vai ser colónia americana, capital do V império... quem sabe? O que sabemos é que a constituição está a ser tratada como aquele parente velho e demente que o governo vai aturando lá em casa apenas para lhe ficar com a reforma.
Não sou constitucionalista, não é a minha àrea, aliás com o andar dos dias parece-me cada vez mais uma especialidade em vias de extinção, portanto deixo-vos com a opinião de quem mais estuda estes assuntos:
A suspensão imediata das reformas antecipadas, publicada quinta-feira em Diário da República (DR), pode levantar dúvidas de constitucionalidade, sobretudo na frustração de expectativas, consideram os juristas ouvidos pela Lusa.
Tanto os constitucionalistas Paulo Otero como Bacelar Gouveia consideraram, em declarações à Lusa, que a medida pode levantar dúvidas sobre a frustração das expectativas criadas nos cidadãos.
Como ultrapassar, então, esta cortina de fumo que diariamente é colocada entre os cidadãos e o seu governo por iniciativa deste?
"A possibilidade, rara, de examinar os projectos de declarações e de os confrontar com os textos finalmente publicados também ajuda consideravelmente a ultrapassar o silêncio e a mentira razoável no sentido de apreender o facto significativo."¹
Que tipo de pessoas e que estão no governo que tomam medidas às escondidas dos cidadãos que são a sua entidade empregadora? Segundo o novo código de trabalho isto não dá direito a despedimento por justa causa?
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¹ MOREIRA, Adriano, Ciência Política, 4ª Ed., Almedina, Coimbra,Novembro 2009, pg. 142
Há textos que ferem o orgulho machista de um gajo, este do Saraiva é um deles:
À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay.
Ao olhar esse jovem que ia à minha frente no elevador, pensei: será que há 20 anos ou 30 anos ele teria a mesma atitude, assumiria tão ostensivamente a sua inclinação? E, indo mais longe, se ele tivesse sido jovem nessa altura seria gay?
Ao observar aquele rapaz tive a percepção clara de que a sua forma de estar, assumindo tão evidentemente a homossexualidade, correspondia a uma atitude de revolta.
Mas olhando para aquele adolescente que ia à minha frente no elevador da FNAC, percebi que era isso que o movia quando fazia uma pose ostensivamente feminina. Ele dizia aos companheiros de elevador: «Eu sou diferente, eu não sou como vocês, eu recuso esta sociedade hipócrita, eu assumo-me».
Um gajo que fica a mirar um puto num elevador e vai para casa escrever um texto destes é um rebarbado, aliás é um velho porco do mesmo tipo daqueles senhores com um ar muito composto que mal deixam os filhos na escola, buzinam e mandam bocas javardas a todas as miúdas que passam dos 8 aos 88 anos. Quase que se consegue sentir o ódio que só a rejeição a um amor não correspondido alimenta. A maneira deliciada e gulosa como o Saraiva descreve o puto e toda a envolvente da "cena gay" que imagina, é totalmente fetichista.
Se fosse o meu puto que estivesses a mirar assim, gay ou não, levavas duas lamparinas para não te pores com ideias.
Por momentos pensei que estava a ler um conto erótico, ou uma espécie de Lolita com uma prosa que nem aos calcanhares da antiga Gina chega. Tive de parar porque a minha alma conservadora não se coaduna com este tipo de paneleirice. São gajos como tu Saraiva que vão levar a que qualquer dia haja uma "Slut Walk" versão gay.
O puto não se vestiu para ti, não colocou os pés no chão, nem cruzou as mãos uma sobre a outra e inclinou ligeiramente a cabeça para ti. O puto provavelmente nem sequer olhou para ti, confessa lá que foi essa rejeição que te fez escrever este texto ressabiado.
Como dizia um professor meu daqueles engenheiros machões a sério:
"Um arquitecto é um gajo que não é o homem o suficiente para ser engenheiro, nem maricas o suficiente para ser decorador de interiores."
Os aquirtectos que não me levem a mal mas o Saraiva encaixa bem nesta definição.

a necessidade de os pobres "fazerem um esforço para se libertarem da pobreza, através do trabalho".
Eu não tenho de levar com isto, nem eu nem ninguém. Não em pleno século XXI caro D. José Ortiga.
Nunca percebi a perseguição vergonhosa que o CDS e o Mota Soares em particular têm feito aos beneficiários do RSI até hoje.
Realmente fartam-se de falar de gente que vive à conta dos impostos de todos, é caso para dizer que o CDS neste dossiê fala com propriedade e com muita experiência própria... e têm medo que o dinheiro do orçamento de estado não chegue para todos.
Há muita gente que beneficia deste complemento. Há uma minoria que comete fraude? É capaz... como em tudo. Agora nem todos os que benificiam têm o pensamento e as práticas de algumas pessoas do CDS. Aliás, creio que nem toda a gente no CDS se revê nas atitudes de Mota Soares e Paulo Portas para nomear dois bons exemplos do que é viver à conta do orçamento.
Se vale a pena acabar com o RSI porque há uma infíma parte que abusa, valerá também a pena acabar com o CDS porque tem alguns políticos que abusam da sua posição? Cuidado com este tipo de argumentação demagoga caro Audi Soares, como diria o poeta: "é uma faca de dois legumes".
...e há também mandriões que foram dar a volta ao mundo à conta de um ministério fantoche.
Obriguem esses gajos a irem trabalhar, chega de boa vida.
Obrigado @omalestafeito por teres esclarecido o fetiche do CDS com o RSI.
Há por aí um grande celeuma que envolve supostamente o PSD com o BPN, Angola e sabe lá Marx o quê mais.
Tanto o Corporações como o Arrastão falam falam falam e acabam por não dizer nada... que envolva o PS.
Ora no meio da empresa Finertec apelidada de tudo e mais alguma coisa por estes tão badalados blogs há um administrador não executivo chamado Marcos Perestrello, líder da distrital de Lisboa do PS.
Será apenas esquecimento?
imagem via MemesGovPt
No dia da greve geral um grupo de cidadãs foi abordado e impedido pela polícia de escrever um cartaz. Sim um cartaz.
Tive de ver o vídeo várias vezes até acreditar.
Nuno Crato promete abrir caminho para que as escolas possam organizar grupos de alunos de acordo com o rendimento escolar e necessidades específicas. A medida terá sempre um carácter “temporário” e servirá para os alunos com dificuldades ou facilidade de aprendizagem não dificultarem o ritmo das aulas.
A ideologia deste governo replica-se agora na na educação: os alunos com mais dificuldades vão ser postos de lado para não incomodar "os outros".
já os portugueses com mais dificuldades também são postos de lado para não incomodar "os outros". Assim é a direita, parte da desigualdade entre os cidadãos para levar avante o seu projecto de um governo em prol daqueles que na linguagem de Crato são os com menos dificuldades.
Para isso, fomenta a desigualdade, cava o fosso entre os ricos e os pobres. Facilmente se percebe porquê quando se olha para os nomes de quem está no poder e seus respectivos CV´s: se fosse uma questão de meritocracia nunca lá teriam chegado.
Crato não se preocupa em perguntar-se porque é que existem alunos com mais dificuldades de aprendizagem que outros, para ele a questão não é essa. Crato pergunta-se como é que se pode tornar o ensino elitista como no tempo de Salazar. Corre com os alunos das faculdades, cria turmas diferenciadas e continua com aquele arzinho de sonso como se fôssemos todos estúpidos como ele, a papaguear que é tudo em nome de um ensino público de qualidade.
Crato tem uma questão a resolver com os mais desfavorecidos: sente que perdeu tempo enquanto andou pela esquerda porque a sua militância nunca lhe rendeu o tão almejado tacho. Está numa revanche pessoal, mesquinha e própria de quem tem um trauma de juventude que não consegue esquecer, mas não têm de ser os estudantes a pagar pelos traumas de Crato.
Como disse e bem a @anamatospires isto não pode acontecer.
Nunca mais.
obrigado @joelysandra.
Actualização: entretanto o vídeo já está no youtube

foto de Hugo Correia -- Reuters via @pereirajoaof
O cobarde na foto acima está a agredir a fotojornalista da AFP Patrícia Melo.
Se nem o direito a exercer a sua profissão reconhecem aos jornalistas quanto mais reconhecer o direito à greve por parte dos trabalhadores.
Esperamos pelos inquéritos do costume, pelo encobrimento do costume e pelo arquivamento do costume.
Esperamos também que este cobarde um dia abra os olhos para perceber que estamos todos no mesmo barco.
Entretanto a democracia está suspensa por problemas de ordem técnica. Pedimos desculpa pelo inconveniente.
Queixam-se porque não havia transportes hoje, mas não se queixam por não haver liberdade. Há coisas fantásticas não há?
Hoje é dia de greve geral e como tal muitos dos habituais transportes, empresas e serviços não estarão a funcionar como nos outros dias. Para muitos será um incómodo, sem dúvida. Faz sentido que assim seja. Todos temos noção que na maior parte das indústrias o stock é suficiente para aguentar um dia sem produção, uma coisa era a greve durante a revolução industrial outra coisa é hoje em dia, o resultado é muito menos palpável do que então.
Também sabemos que em todas as outras àreas não é um dia de greve com serviços mínimos garantidos que irá trazer a queda do capitalismo até porque na maior parte das empresas, as pessoas têm medo de fazer greve. Têm medo porque os sucessivos governos criaram um exército de desempregados cada vez mais pobres dispostos a substituir alguém no seu posto de trabalho por metade do salário e dos direitos laborais. As pessoas sabem que na primeira oportunidade serão eles a receber a temida chamada dos recursos humanos e rumar ao desemprego por tempo indeterminado.
Resumindo, a greve é apenas uma birra de uns meninos mimados que querem ter mais direitos que os outros. Direitos esses que nem os deviam ter, porque isto está tão mau que todos devíamos estar no mesmo barco da miséria.
A isto chama-se manipular os remediados contra os pobres, criar inveja social. É um velho método usado pela elite para conseguir manipular as massas e continuar no topo da pirâmide social.
Porque é que se faz greve, perguntaram-me ontem várias vezes e bem.
Greve faz-se para mim, por uma simples razão: as massas perceberem que são elas que fazem o país funcionar. Quando paramos todos o País pára e essa é a ideia que alimenta a consciência de que na realidade somos nós que escolhemos o nosso caminho.
Não é a Troika, não é o Passos nem o Aníbal, ou o Relvas e o Seguro, somos nós. Se paramos mostramos aos que ainda não acreditam que é imaginária a corrente que nos prende à miséria e a uma vida sem dignidade. Se paramos hoje, amanhã mais vão dizer para consigo: "Mas porra se eu faço a diferença porque é que continuo vergado a isto?".
Fazer a greve é fazer a diferença, é consciencializar, é educar socialmente sem formatar sem outra ideologia que a da liberdade.
Perguntaram-me também se paralelamente ao direito à greve, não existe também o direito a não a fazer.
Mais uma vez, na minha opinião cada qual é livre de aderir ou não. Não acredito em ideias impostas mas em ideias aceites porque foram compreendidas. Nunca fui de rebanhos e carneiradas e não é o meu objectivo substituir ovelhas laranjas por ovelhas vermelhas.
No entanto, espero que cada uma dessas pessoas que não possa ou legitimamente não queira aderir à greve tenha plena consciência que está a ser conivente, cúmplice e capataz de um sistema que mais cedo ou mais tarde acabará por a engolir também.
Se hoje o mercado dá valor ao que fazes, logo logo vai haver alguém algures do outro lado do mundo a fazer o mesmo por 1/10 do custo.
A luta por melhores salários e mais direitos laborais tem de ser global para acabar com a escravidão que resulta da deslocalização da produção para o mercado Asiático. Mas para ser global, tem de primeiro ser local. Hoje um vídeo chega ao outro lado do mundo em menos de nada, pode ser que um dia as lutas também e resultem numa globalização de direitos laborais e salários justos.
Tenham consciência que os que não fazem greve estão a fazer pressão sobre os grevistas, como o exército de desempregados faz sobre os trabalhadores. Ao não fazerem greve estão a entalar os vossos colegas que estão a lutar pelos vossos direitos. Têm toda a legitimidade para o fazerem, mas façam-no conscientemente.
Obrigado ao @ManuelCastro. O tweet dele diz tudo.
O projeto arrancou neste ano letivo e, para já, conta com a adesão de 20 estudantes, que ganham dois euros à hora. Cada um pode trabalhar quatro horas por dia, duas ao almoço e duas ao jantar. Ao mesmo tempo têm direito a 44 refeições gratuitas por mês.
Elsa Justino, administradora dos Serviços de Acção Social da UTAD (SASUTAD), explicou à agência Lusa que estes estudantes ajudam nas cantinas e salas de informática, numa altura em que a universidade não está a contratar pessoal. "Para nós é uma ajuda e eles ganham um complemento para pagarem as suas despesas", salientou.
2 euros à hora ganham os nossos estudantes porque o governo cortou nas bolsas?
Isto não é acção social isto é esmola. Pior isto é empurrar os nossos jovens para a miséria, é ensinar-lhes que quando acabarem os cursos irão trabalhar já não por 2 euros por hora mas apenas pelas refeições.
Estamos a educar na ideologia da miséria, do capitalismo de valores asiáticos. O trabalhador apenas recebe o suficiente para no outro dia aparecer ao trabalho em condições mínimas.
É uma vergonha o que este governo está a fazer aos portugueses, e é uma vergonha maior que os media não relatem estes casos como casos de miséria mas sim como casos em que são criadas oportunidades para os jovens.
Quanto aos jovens que a isso se prestam eu digo-vos sinceramente: repensem a vossa vida. Não têm o direito de estarem a fazer isto a vocês próprios. Merecem muito mais.
Esta senhora Elsa Justino devia demitir-se ontem e as cantinas deviam ser gratuitas para estes jovens pela humilhação que os já fizeram passar.
Aliás, humilhação que nos fazem passar, porque este é um caso que envergonha todos nós.
Temo muito pelo futuro do meu país quando temos estes alarves no governo e este povo que se sujeita a tudo.

via @PauloAbreu4
O contrato foi revisto em 2000, quando era ministro Jorge Coelho, que actualmente lidera a Mota-Engil, mas a exclusividade manteve-se.
Em poucas palavras explica-se o caso Lusoponte, escolha a opção correcta:
a) Ferreira do Amaral e Jorge Coelho
b) PSD e PS
c) Corrupção e Financiamento Partidário
d) Todas as anteriores.
Pedro Passos Coelho acusou António José Seguro de "iniciar um caminho de demagogia fácil" durante o debate quinzenal que está a realizar-se esta quarta-feira na Assembleia da República, ao que o secretário-geral do PS ripostou com o desafio para um "debate público" a realizar numa rádio ou numa televisão.
O líder(?) da oposição(?) considera a rádio ou a televisão o espaço do debate público por excelência... Sugiro melhor: um "último a sair" com os membros do governo e os deputados do PS.
Afinal, o que o Seguro quer é o mesmo que a Carla Matadinho: aparecer na TV e nas revistas não importa o motivo. O que interessa é aparecer.
Marx seja louvado, isto começa a ser demais.
O Câmara Corporativa é um blog muito bem informado, e notíciou aqui a ligação do BPN+Capitais Angolanos+Sporting+Miguel Relvas+FINERTEC.
Já na altura se tinham esquecido de noticiar que o socialista Marcos Perestrello era membro da comissão de honra da candidatura deste grupo à liderança do sporting.
Diz o Miguel Abrantes sobre a empresa FINERTEC o seguinte:
Sabe-se pouco ou nada acerca da Finertec, assim como acerca de José Braz da Silva. A única pista é a que é dada na notícia do Expresso: “A Finertec, que tem como administrador Miguel Relvas (o poderoso braço-direito de Passos Coelho no PSD), é considerada uma plataforma de interesses angolanos em Portugal.”
Ora outra coisa que se sabe, é que a Finertec tem ligações à Fomentinvest do Dr. Ângelo Correia (aqui e aqui).
Não é que há agora também outra coisa que se sabe: o líder da distrital de Lisboa do PS Marcos Perestrello, ex Secretário de Estado da Defesa e actual deputado do PS, vai para passar a ser administrador da empresa Finertec:
Uma empresa com estreitas relações com o poder político de Angola, de cujo Conselho de Administração fizeram parte nomes de relevo do PSD. É o caso de Miguel Relvas, actual ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que foi, até tomar posse no Governo, administrador executivo da empresa. Pelo Conselho de Administração da Finerte passou outro social- democrata conhecido, António Nogueira Leite, agora vice- presidente da Caixa Geral de Depósitos.
O líder da distrital de Lisboa do Partido Socialista vai trabalhar para o Ângelo Correia e ainda há quem diga que a solução para a Esquerda nacional passa por uma maior abertura do Bloco de Esquerda e do PCP a coligações com o Partido Socialista?
Esquecem-se de dizer é que essa abertura não é só com o PS. É também com a Troika, com o Ângelo Correia, com o Miguel Relvas, com Angola...
Bitch please.
"In the definition of Fascism, the first point to grasp is the comprehensive, or as Fascists say, the "totalitarian" scope of its doctrine, wich concerns itself not only with political organization and political tendency, but with the whole will and tought and feeling of the nation."¹
Um vício que tenho é o de analisar o discurso de quem governa em busca da ideologia que este representa porque a meu ver, mais do que a imagem do poder ou a sua forma, a ideologia indica para onde sopram os ventos e para onde se dirige a nau do poder.
A crise económica tem servido para muito: cortar direitos cívicos e laborais, serviços públicos, substituir governos sem recurso a eleições colocando a democracia em pausa... um sem rol de enormidades têm sido cometidas em nome da crise e da única resposta que a direita apresenta -- a austeridade.
Estas medidas receitadas pela maioria dos governos europeus que fazem parte da mesma família política, estão efectivamente a criar recessão económica. Ora esta grave recessão só pode ser ultrapassada dizem eles, com uma vontade geral dos povos em contribuir todos para a salvação da economia.
Todos somos chamados para dar o seu contributo, uma espécie de desígnio nacional.
Este sentimento tem sido incutido aos cidadãos de uma maneira contínua, acompanhada de propaganda diversa: os painéis de comentadores dos media são unanimistas, as reportagens tendenciosas e as vozes que falam em políticas alternativas são silenciadas. Note-se também a quantidade de assessores que o governo colocou que são da área da comunicação, para que nada falhe na hora de moldar a opinião pública nesta grande mobilização contra a crise.
Analisando as notícias que surgem, temos a crise como grande factor de união e de fé cega no governo e nas suas opções. Quantas vezes ouvimos ministros, outros políticos e comentadores repetirem até à exaustão que não há outra saída, o caminho é único e inquestionável, que todos temos de dar o nosso contributo... São palavras como estas que me levam a concluir que por trás destas vocalizações de pensamentos está presente uma ideologia totalitária. Uma espécie de verdade absoluta só atingida pelos eleitos, pelos iluminados como Merkel e Gaspar.
Quer a nível europeu, quer a nível nacional, temos um presidente, um governo e uma maioria que pertencem à mesma família política. Temos também uma gigantesca máquina bem oleada que promove este desígnio de ultrapassar a grande crise de um modo totalitário na teoria e na prática, à revelia dos cidadãos ou até mesmo contra eles.
Temos à partida boas condições, segundo Geovanni Gentile, para que o Fascismo se implante e tome conta da política nacional e europeia.
___________________
¹ GENTILLE, Giovanni. 1928. "The Philosophic Basis of Fascism", Foreign Affairs, volume 91, nº1, January/February 2012, pp. 17-18
Aqui fica a minha participação no Combate de Blogs, onde debati com o Pedro Pestana Bastos do Cachimbo de Magritte a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. 

Faz hoje 25 anos que nos deixaste e ainda não conseguimos encontrar um substituto à altura.
Fica a nossa homenagem.
Oposição violenta seria teres postado um comment no mural do Passos Coelho, assim não deixas de ser um menino.
Parecem putos do básico a mandar indirectas no facebook, o que me deixa descansado é que em breve estão os dois outra vez amigos a brincar aos mordomos da troika.
É o que dá terem oferecido um magalhães a cada criança.
Brutales cargas policiales en Valencia contra niños de instituto y cualquiera que los apoyase
(Reuters) - Hundreds of thousands of people protested across Spain Sunday against reforms to the labor market they fear will destroy workers' rights and spending cuts they say are destroying the welfare state.
Já a Renascença fala em dezenas de milhares... será que não sabem que hundrends é centenas e não dezenas?
Dezenas de milhares de manifestantes ocuparam hoje as ruas de Madrid respondendo a um apelo de sindicatos espanhóis para um protesto contra a reforma laboral que, segundo eles, vai "acelerar a destruição de postos de trabalho".
Mais uma vergonhosa notícia da Renascença, salvo raras excepções o jornalismo em Portugal anda pela hora da morte. Como diria e bem Gerald Celente cada vez há menos Press e mais Presstitutes.
Thanks to David Ferreira.

Em teoria:
Não há censura em Portugal, muito menos na Antena1.
Na prática:
O programa de crónicas incómodas deixou de existir.
"Na prática, a teoria é outra".
Com tantos argumentos (muitos muito certos, outros simplesmente parvos), não há ninguém que diga que aumentar os custos para o consumidor dos suportes das actividades intelectuais é negar o acesso ao conhecimento a quem tem menos recursos?
Que isto não é preciso inventar a roda; é preciso é socialismo. O problema dos autores é o mesmo do dos agricultores: a formação dos preços em que ganham todos menos quem produz. Pôr a malta a pagar uma taxa sobre as canecas, para o Belmiro poder continuar a roubar os produtores de leite, não resolve a vida à gente.
(isto não está nada mal escrito)
[corrigido o link da petição e clarificado o título]

A Ana Firmo Ferreira lançou-me o desafio e decidi aceitar. Sendo assim vou estar na próxima sexta-feira no Frágil e tentar manter a calma e a debater o "modelo de chefia de Estado em Portugal".
Uma tertúlia que promete ser animada: vou defender a República com o Tomás Vasques, João Soares e Carlos Abreu Amorim, estando do outro lado o João Gomes de Almeida, Aline Gallasch-Hall, Luís Coimbra e Miguel Castelo Branco.
É a partir das 22:30 e é grátis, sem descontos em cartão e sem talões.
Estão todos convidados.
Time: Portugal's case study is of some interest to lawmakers in the U.S., confronted now with the violent overflow of escalating drug gang wars in Mexico.
Al-Jazeera: The pragmatism built into Portuguese drug policy eliminated the adoption of solutions and interventions based on unscientific, coercive, menacing drug war lies and hype. An unapologetic harm reduction approach is embedded at every level of the system, from the understanding of the causes of addiction (poverty, social isolation) to the variety of drug treatment options available (mobile methadone vans and non-12-step drug treatment.)
The most revolutionary aspect of Portuguese drug policy is the Comissao Para A Dissuasao Da Toxicodependencia(CDT), (Commission for the Dissuasion of Drug Addiction.)
The Scientific American: "Drug decriminalization did reach its primary goal in Portugal," of reducing the health consequences of drug use, he says, "and did not lead to Lisbon becoming a drug tourist destination."
Rádio Renascença: Hoje, é o último dia da vida do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Parte das competências do instituto transitam para as administrações regionais de Saúde, outra parte para um novo organismo, que ainda não tem dirigentes nomeados. Paira a incerteza. (...) Garantidos parecem estar os problemas de financiamento...
Expliquem-me como se eu fosse muito Passos Coelho que por mais voltas que dê não consigo compreender.

O que nos diz a Wikipédia sobre o 5º de Outubro:
A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Quando Portugal está subjugado aos interesses coloniais Alemães, os gastos dos Boys continuam a ser mais que muitos, a rotatividade entre dois partidos no poder, a ditadura da Troika, e a incapacidade de o País se adaptar aos novos tempos faz sentido comemorar a Implantação da República?
Quando "O Aníbal" é o presidente eleito, faz sentido comemorar a Implantação da República?
Do mesmo modo, vejamos o 1º de Dezembro:
Basta substituir Império Espanhol por Império Franco-Alemão (mais Alemão que Franco diga-se), Filipe IV por Angela Merkel, que ficamos logo sem qualquer razão para continuar a comemorar também esta data.
É uma questão de respeito para com a memória dos homens e mulheres que deixaram estes dois dias na história que não tenhamos o desplante de os comemorar, fingindo que continuamos uma República soberana.
Aqui sou obrigado a concordar com o governo: para quê ofender assim homens e mulheres, que ao contrário de nós não se deixaram subjugar?
Podemos voltar um dia a celebrar estes feriados, mas para isso é preciso que os partidos que fazem de Miguel de Vasconcelos sejam corridos pelos portugueses, de preferência pela porta.
Miguel de Vasconcelos e Brito foi secretário de Estado (primeiro ministro) da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal). Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Foi a primeira vítima da Revolução, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço. Assim como previa a revolução, o povo, que aguardava no Terreiro do Paço, só saberia que a revolução tinha sido bem sucedida quando Miguel Vasconcelos fosse defenestrado.
Cada povo tem os feriados que merece.

O jornalista Pedro Rosa Mendes não duvida que o fim da crónica semanal que mantinha na Antena1 se tenha ficado a dever a um acto de censura. Pedro Rosa Mendes lembra que a crónica, crítica do regime angolano e da situação que se vive em Angola, teve repercussão também em Luanda e classifica o cancelamento do espaço de opinião de «patético».
«A crónica chocou vários media em Luanda, note-se. E Luanda não é propriamente conhecida por ser a capital da liberdade de imprensa.
Hannah Harendt tem uma passagem neste livro que penso que é de reter nos tempos que correm:
"A afirmação de que o metropolitano de Moscovo é o único no Mundo só é falsa enquanto os bolchevistas não destruirem todos os outros."¹
Este governo tem tido mais actividade de propaganda que política o que é preocupante.
Por um lado, a nossa situação de protectorado Alemão não lhes permite ser muito mais do que fiéis caseiros, cumprindo à risca as ordens dos seus senhores enquanto eles estão fora.
Por outro lado, no meio da sua lufa-lufa diária têm aproveitado para cercear a pluralidade de opinião e a instituição do pensamento único, a um nível que começa a ser demasiado preocupante.
Se tivermos em atenção, cada notícia tem logo um painel de comentadores de seguida para explicar e ajudar o espectador a entender melhor o que o rodeia. Em português correcto isto chama-se doutrinar.
O exemplo mais flagrante será o da SICN mas sendo o "chefe" é mais PSD que muito Catroga que por aí anda, nada há a apontar.
Aliás Balsemão é para mim uma das pessoas mais sinceras no reino da comunicação em Portugal: O anúncio que passa na TV "Expresso há x anos a FAZER OPINIÃO" é de uma honestidade de louvar. Informar é diferente de fazer opinião e o Expresso assumir-se como semanário de propaganda só demonstra o fair-play do senhor.
Portanto o problema não é o Balsemão, o problema é haver um qualquer cromo claramente com mais poder do que devia, que decide que a RTP deve ir fazer programas neo-coloniais para Luanda e que a RDP é a sua casa de campo.
Terminar um programa de rádio onde o homem só disse o que mais de meio mundo pensou é grave. Mais grave que o tal programa que foi ofensivo para mim enquanto português e certamente para muitos angolanos. Pior só mesmo este governo prestar-se a branquear o regime angolano da maneira que o faz, tal como certamente fará com o regime chinês.
Já estou a ver o Passos dizer com aquele ar muito solene com que ele fica quando pões os óculos:
"A afirmação de que há ingerências pollíticas na RDP só é verdadeira, enquanto não calarmos os que levantam essa questão."
Entretanto Mário Crespo, sim esse que levou uma t-shirt para o parlamento e armou o maior escândalo porque o queriam calar, responde a um dos seus convidados que a confirmar-se a censura é uma questão da administração da RDP e não da tutela...
Ele que bradava aos céus para que houvessem consequências políticas, agora rebola de barriga para o ar cada vez que o Relvas lhe dá um biscoito.
Crespo exercia a sua actividade num meio de comunicação social privado, imagine-se se fosse na RTP.
Se continuas a sonhar com o teu lugar em Washington seria melhor deixares de ser o melhor porta-voz do governo Mário, conselho de amigo.Assim ficas por cá que estás a fazer um excelente trabalho.
Também acham que é uma questão da administração da RDP, ou trata-se de uma questão política de contornos demasiado sinistros para quem preza a sua liberdade?
¹ARENDT, Hannah, "As origens do totalitarismo", pg.463, D. Quixote, Lisboa, 4ª Edição, Novembro 2010
Dizia eu que "O Aníbal" há muito tempo que não abria a boca, o que prejudica em muito a blogoesfera.
Quando "O Aníbal" decide dar um ar da sua graça, dá para escrever mil e um posts. Aliás, seria um bom estudo ver quantos blogs foram criados nos minutos após as declarações da criatura.
Eu sinceramente não me escandalizo com muita coisa, já vivo há alguns anos em Portugal para saber que aqui tudo é possível.
Fiquei quase chocado quando após anos e anos de Cavaquismo terem destruído este país e fomentado uma verdadeira máfia que se estende da junta de freguesia mais perdida, até ao mais alto cargo da Nação, os meus concidadãos decidiram eleger "O Aníbal" presidente desta agremiação republicana.
Diga-se em abono da verdade que apenas 23% dos cidadãos eleitores votaram na criatura... enfim é a democracia e tem coisas boas e más: "O Aníbal" é das piores diga-se de passagem.
Como a democracia também pode e deve evoluir, porque não establecer um patamar mínimo de votação para que um cargo deste nível tenha algum... nível? Por exemplo, a votação poderia seria vinculativa a partir nem que fosse dos 25%.
Um presidente de "todos os portugueses" não devia ter legitimidade eleitoral inferior a 1/4 dos cidadãos eleitores e 1/4 já é estar a ser bonzinho... Aliás "O Aníbal" se tivesse algum nível não aceitava o cargo mas como isto está mau para todos um extra sempre ajuda a pagar as despesas.
Voltamos então à questão das despesas e às coisas que não me chocam mas espantam: Como é que não houve um único jornalista que perguntasse:
OK "O Aníbal" até dou de barato que a reforma não chegue para as despesas, mas diz lá então que despesas são essas? Vives no palácio de Belém, presumo que não pagues renda. Tens cama mesa e roupa lavada, carro e ajudas de custo para a Maria ir ao Bingo... Tem o IMI da casa da Coelha e do famoso andar com marquise para pagar, mas que mais despesas terás tu "O Aníbal" para que as reformas milionárias não te cheguem? Terás tu comprado um daqueles famosos veículos "papa-reformas" a crédito? É uma questão de preocupação, até porque com notícias como esta eu fico em sobressalto.
Imagino o que seria se "O Aníbal" tivesse uma vida a sério como nós.

Passaram-se dias e continuava sem ter a cabeça fria necessária para conseguir dar a minha opinião sobre o assunto sem correr o risco de receber críticas de um dos sectores mais representativos dos trabalhadores em Portugal: os Trabalhadores Sociais Democratas.
Tendo eu noção que o PSD é o maior empregador do país, o seu sindicato merece todo o meu respeito, até porque assim que o João Proença foi alvo de críticas, os TSD vieram logo ao terreno defender este proeminente trabalhador do PSD, sendo um exemplo de como um sindicato deve funcionar.
Como não sou uma pessoa das literaturas lembrei-me do Jack London, que tem uma descrição que assenta que nem uma luva ao João Proença, intitulada "the scab"(tradução literal - a crosta), que me poupa assim ao aborrecimento de ter os TSD aqui à porta a fazerem uma manif de apoio ao companheiro Proença. Aqui vai:
O Governo garante que 77% das nomeações que fez até agora foram reconduções de pessoas que já estavam nos mesmos cargos
No entanto eu procurei, procurei e procurei... a única coisa que encontrei é que as pessoas que aparecem na página das nomeações do Governo como "transitou do Governo anterior" não foram reconduzidas.
Umas são pessoas que estão a acabar comissões de serviço já este ano, ou no próximo. Outras são pessoas cujas comissões de serviço já acabaram e ainda não foram nomeados os seus substitutos... não encontro uma única recondução feita por este governo no DR.
Provavelmente fui eu que não procurei bem.
Já existe uma lei da cópia privada. Em toda a Europa existe. Considera-se esta uma forma de devolver aos autores uma parte da riqueza que criam e que nunca lhes é paga. Porque existir criação “cultural, artística, académica” alimenta uma séria de indústrias (reprografia, informática, etc.) que não remuneram essa mesma criação. Se é o mais correto? Não. Porque o caminho é um investimento público forte na cultura e na ciência. Infelizmente, o caminho seguido tem sido o oposto. E é num quadro em que tudo está mal que somos chamados a pensar sobre uma má solução. Um exercício complicado, mas vamos a ele.
Antes de mais, e porque muito tem sido dito misturando diversos assuntos, talvez valha a pena explicar que, tendo a legislação sobre cópia privada impactos amplos, esta não passa da discussão sobre como aplicar e distribuir uma taxa. O Bloco de Esquerda tem defendido que a taxação associada à cópia privada só tem sentido como contrapartida à liberdade de partilha (que é, obviamente, diferente da contrafação e outros usos abusivos). Mas não é na legislação da cópia privada que se decidem muitos dos aspetos essenciais sobre forma como se lida hoje com a partilha de conteúdos protegidos por direito de autor ou com a distribuição da remuneração pelos autores. Em Portugal há muitos autores que não conseguem ser ainda representados por nenhuma entidade de gestão coletiva de direitos de autor e que gostariam de o ser. E uma pessoa continua a poder ser presa por partilhar conteúdos via internet. O que não tem sentido nenhum, mas também não tem nada que ver com esta lei. E é nestas matérias que teremos mais iniciativas, aprofundando o debate dos “Direitos contra Direitos” e retirando desse debate propostas concretas.
Voltemos, pois, à cópia privada. Existe uma lei que está desatualizada porque o mundo avança. O que fazer agora? Acabar com ela ou atualizá-la? Acabar com ela é tentador, mas atualizá-la aparece como a única solução sensata neste momento. E por isso, a atualização já tarda. Fica agora a segunda parte da pergunta: atualizá-la como?
O projeto de lei que o PS apresenta é uma atualização feita à medida das entidades de gestão coletiva de direitos de autor. E esta é uma lei com implicações muito para lá da gestão coletiva de direitos de autor; reduzi-la a esse universo é condená-la e acaba por não servir sequer os autores. Destaco problemas de três tipos:
1. Para atualizar a lei da cópia privada é preciso começar por compreender o que não funciona na legislação atual sobre cópia privada. E o que não funciona é que o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos prevê o direito à cópia privada, mas os mecanismos que a lei prevê para garantir esse direito, face aos instrumentos que a indústria tem criado para impedir cópia privada, não funcionam. Veja-se a incapacidade para lidar com o DRM, que não só impede a cópia como chega a obrigar ao uso de um determinado software para se ter acesso ao conteúdo que se comprou. E portanto, para se atualizar a lei da cópia privada é essencial assegurar o direito à cópia privada, com mecanismos como a legalização da circunvenção do DRM e outros (e falar com quem se preocupa com estes problemas é bem importante para os resolver). Não se pode exigir que a cópia privada seja paga ao mesmo tempo impossibilitar a cópia privada.
2. Uma vez que o objetivo é servir os autores, é necessário pensar quem são esses autores e o que querem. Há autores que não querem nunca ser remunerados pelo seu trabalho e estão no seu direito. Para esses esta lei não levanta problemas. Ficam de fora, um pouco como alguém que paga impostos e nunca recorre à Escola Pública ou ao Serviço Nacional de Saúde. É um direito. Mas há autores que, em trabalhos diferentes, tomam opções diferentes. Podem optar por colocar uma obra imediatamente em domínio público, disponibilizar um outra com uma licença Creative Commons, mas, num outro caso, querer ser remunerados pelo seu trabalho. Mas em Portugal não existe ainda uma solução que compatibilize o recente universo dos diferentes tipos de autoria e a gestão coletiva de direitos de autor, pelo que muitos autores são excluídos sem o desejarem. E, como este projeto de lei não aborda esse problema acaba por restringir abusivamente o universo de autores que têm acesso à “distribuição equitativa de valor” que se anuncia.
3. O que está em causa, além da distribuição, é, obviamente, a taxa que se cobra. A lei atual prevê uma taxa de 3% sobre fotocópias, CDs, DVDs e alguns outros equipamentos; o projeto de lei do PS prevê alargar o tipo de equipamentos taxados e que a taxa passe a ter montantes fixos que, nalguns casos, são muito elevados (por exemplo: um disco rígido com 1TB passa a pagar 20? de taxa). O que é proposto representa um aumento de custos de tal forma desproporcionado de uma série de equipamentos que acaba por vedar o acesso de quem tem menos recursos económicos a bens, que hoje são essenciais, como discos duros ou impressoras. E, como não prevê sequer a isenção da taxa para profissionais, só para entidades coletivas, facilmente imaginamos que alguém que cria música, fotografia ou software irá pagar taxas exorbitantes para contribuir para o que deveria ser uma “distribuição equitativa”. O montante das taxas previstas acaba assim por prejudicar tanto os consumidores como os autores.
Dito isto, acrescento duas palavras sobre dois problemas laterais que este projeto de lei aborda e bem:
1. Reforça a impossibilidade de um autor, por contrato, ser obrigado a prescindir dos seus direitos. Ou seja, nenhuma produtora de música ou televisão, nenhuma editora ou empregador, pode forçar um autor a abdicar dos seus direitos. O que é muito importante, porque é uma luta grande e desigual com que muitos autores e intérpretes defrontam todos os dias. E o próprio Partido Socialista, até há pouco tempo e ao arrepio do Código do Direito de Autor e Direitos Conexos, atacava os autores e intérpretes quando, na legislação sobre contratos de trabalho para o setor do espetáculo e audiovisual, incluía uma cláusula que permitia que o intérprete abdicasse da gestão coletiva dos direitos conexos. Ora, a menos que estejamos a imaginar, por exemplo, um ator em casa a contar quantas vezes passa a dobragem que fez e a telefonar à televisão a cobrar os seus direitos, percebemos que esta era uma forma de negar os direitos. E o Bloco de Esquerda lutou (e conseguiu convencer o resto da oposição) para acabar com esta norma. Foi um avanço que é agora reforçado.
2. Inclui uma alteração à legislação relativa às penhoras, fazendo os direitos de autor equivaler a salário. É muito importante, porque os direitos de autor são, na realidade, o salário de muitos autores. E até agora, em caso de penhora, podiam penhorados na totalidade ficando o autor sem capacidade de sobrevivência. É um erro que esta proposta corrige.
Finalmente, uma palavra sobre o percurso deste projeto de lei do Partido Socialista e que começou por ser uma proposta de lei do Governo Socialista que nunca foi apresentada. Foi feita com as associações representadas na secção de direito de autor do Conselho Nacional de Cultura, o que é um bom princípio. Mas não se ouviu mais ninguém, o que é péssimo. Depois esteve dois anos na gaveta e foi finalmente apresentada já em pré-campanha numa sessão na sede da SPA, para chegar agora ao Parlamento, sem mais nenhuma reflexão. Uma desgraça.
A Lei da Cópia Privada é muito mais vasta do que a defesa dos direitos de autor ou dos direitos dos consumidores. É, claramente, muito mais vasta do que os interesses das entidades de gestão coletiva de Direitos de Autor. Pensar que se pode legislar ouvindo só uma pequena parcela do que está em causa, é um erro. O projeto de lei não ter sido votado, e ter baixado à comissão para audições amplas, é uma vitória do bom senso. Falta o resto.
publicado aqui

A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para 13,2%
Alemanha atinge em 2011 nível máximo de emprego desde reunificação
Humm... Mas isto da crise não era uma coisa com empobrecimento inevitável, diminuição do crescimento económico, do emprego etc e tal?
Cada vez percebo menos, sinto-me um verdadeiro Álvaro a olhar para a economia como um boi para um palácio.
Actualização:
Estados Unidos criaram 200.000 empregos em Dezembro.
O PS pela voz da Gabriela Canavilhas lembrou-se que chegou à altura do ano para dar algo ao sector cultural.
Então apresentou um projecto de lei que considero ser uma verdadeira nulidade como projecto político.
Para que não caia na qualidade do "só fala mal" gostava de deixar claro porque acho que é uma verdadeira nulidade como projecto político.
A Gabriela Canavilhas diz que só há produtos culturais enquanto os autores e produtores desses conteúdos forem remunerados e lembra que "não podem ser só os vários intermediários desses produtos culturais a ter lucros". Também diz "Como pessoa da cultura" (coisa a reforçar claro...) "preocupo-me essencialmente com os direitos de autor, mas admito que um deputado da área da economia pense de outra forma. E por isso há disponibilidade para fazer acertos à proposta de lei no debate da especialidade.".
Fora concordar ou não, o problema da deputada são os vários intermediários. Isso torna-se confuso para mim, olhando para a proposta: "O modo concreto de permitir a efectivação de uma compensação equitativa a favor dos titulares de direitos é o de fazer incidir taxas sobre o preço de venda ao público dos equipamentos e suportes que permitem a reprodução de obras protegidas."
A Gabriela Canavilhas devia ter conversado com um estudante de Economia, porque isso bastava. Esse teria explicado algo que presumo já saber. O intermediário inclui essa taxa no preço e paga o consumidor final.
Então, este projecto representará, a ser aprovado, a subida de preços nos artigos que estão nas últimas páginas do projecto de lei, aliás, a notícia da Exame Informática já faz esses cálculos. Ou seja, tudo fica igual ou pior: o problema da Canavilhas com os lucros dos intermediários não é resolvido e os consumidores finais pagam um preço maior.
Para mim esta lei tem um problema de princípio: trata toda gente que compre um dos artigos referenciados como uma pessoa infratora. É um problema já da anterior legislação. Acho que é um castigo colectivo pela incompetência ou falta de interesse de algumas pessoas em pensar novas maneiras de organização e funcionamento do sector cultural (...outra discussão), para adequar-se exactamente ao que está descrito na iniciativa como "evolução tecnológica". Esta proposta mantém e reforça esta discriminação. E não é só Portugal.
A já costumeira "as taxas agora apresentadas não deverão ter impacto na aquisição de equipamentos informáticos pelo consumidor doméstico" não pega porque as contas são francamente simples: um disco externo pode passar de 70€ para 91,48€. Uma diferença de 21€ nestes valores não é propriamente algo residual. E isso é só taxa.
Acho que este projecto de lei morre pela boca de quem o apresenta. Mas para quem faz questão de se apresentar como alguém da Cultura, fica bem dizer "quem não sabe é como quem não vê". Show-off para a "Cultura", preços mais elevados para quem compra um disco externo, por exemplo. Boa.
... Vai daí: nulidade.
edit: outra questão é o efeito nas obras Creative Commons que podem ver aqui
Um novo blog chegou à nossa praça, tem o nome de "O Ouriço" e podem encontrá-lo aqui.
Há que divulgar o mais possível, porque quanto mais pessoas conhecerem as suas ideias, menos votos terá a direita em Portugal.
Resta-me desejar boa sorte ao João Gomes de Almeida em mais um dos seus projectos.
A EDP não podia ser do Estado português porque isso era contrário às leis de mercado... no entanto foi vendida a uma empresa estatal chinesa.
Faz sentido.
via @MrSteed
O Tugaleaks publicou a lista dos Portugueses que ficaram com o seu cartão de crédito “leakado” na Internet devido a um ataque pelos Anonymous internacionais à empresa Stratfor.
Gosto de pensar que sou uma pessoa curiosa, portanto, os resultados não deixam de ser engraçados quando se tenta averiguar de quem são aqueles nomes que foram "leakados". Visto que não há nenhum número de identificação pessoal, aqui ficam umas hipóteses (hipóteses...), com o único propósito de divertir as mentes deambulantes :)
Carlos Manuel Branco..
Poderia ser uma pessoa que tentou ser guarda prisional, mas ficou excluído por ter sido eliminado na 1ª fase do exame psicológico...
Um tal Coronel Carlos Manuel Gervásio Branco (Guarda Nacional Republicana)...
Ou mesmo um Fiscal Municipal de Idanha-a-Nova ou um excelente trabalhador da PT.
Eu achava especial piada o segundo.
António Tânger (Corrêa...?)
É o nome de um Embaixador... Por acaso.
Paulo Ennes
Bem, poderia ser outro embaixador.
Vasco Pessanha
Pode ser um Presidente de Conselho de Administração, para variar?
Rui Barreiro
À falta de membros de governos recentes, poderia ser um recente Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural...
Paulo Inácio
Faltam as autarquias. Proponho um Presidente de Câmara. Vá, de Alcobaça.
José Maria Pedro
O que não faltam são pessoas com este nome. Mas poderia ser um Inspector de Finanças, não?
Tudo boa gente, acredito.
Não há nenhum mal (até ver) por estes nomes terem sido publicados, além de providenciarem a um mestrando cansado da sua tese uma hora de distracção. Obrigado a todas as pessoas. Incluíndo as outras que poderiam ser Coordenadores de Associações de Estudantes, Promotores do "Compromisso Portugal", membros aniversariantes da Comunidade Israelita em Portugal, etc. etc.
A única pessoa que tenho certeza é o Francisco da Silva. Isto porque, entre companheiros de blog, não existe segredo bancário.
Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.
O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.
«As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.
O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.
via @G_L
Ou seja, temos aqui uma lose-lose situation: perde o estado, perdem os cidadãos, perdem as empresas exportadoras e os residentes do interior.
Quem ganha: BES (who else), Mota-Engil do omnipresente Jorge Coelho e a Ferrovial.
Este governo está a vender o recheio de um país que entrou em falência sem os cidadãos repararem, ao exemplo das empresas que retiram as máquinas na calada da noite, deixando os trabalhadores na miséria.
Já com o serviço nacional de saúde tem sido a mesma coisa: contratar um ex quadro dirigente da Médis para descer a qualidade do SNS, subir o preço das taxas mderadoras até ao preço de uma consulta privada integrada num plano de saúde e degradar as condições de trabalho dos médicos para provocar a sua saída para o privado.
Até quando vamos continuar a fingir que não vemos?
Sabes, ao elegermos consecutivamente um senhor de Boliqueime para primeiro-ministro, fomos negligentes para com o país.
Ao apostar em alguém que secou a riqueza do país e aumentou a sua dependência de importações, alguém que fomentou o amiguismo e o nepotismo, fechou os olhos à corrupção e governou este país como se fosse a sua marquise fomos demasiado negligentes.
Também o fomos quando achámos que Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Duarte Lima e afins eram self-made men, fruto da meritocracia, a cenoura do capitalismo. Não conseguimos ver que as suas fortunas eram resultado de milhões e milhões de prejuízos para as contas do Estado.
Fomos ainda negligentes quando voltámos a eleger o mesmo senhor de Boliqueime para presidente da república, por duas vezes seguidas, tal como o havíamos feito para primeiro-ministro. Demos uma nova oportunidade a alguém nada merecia senão o desprezo da história onde um dia repousará em paz.
Compreendo que a sua vida tenha sido fácil, tal como a vida de emigrante do Barroso, ou do outro esforçado emigrante Paulo Rangel que apela ao Estado para erguer uma feitoria e oficializar o seu papel de comerciante de escravos portugueses.
Bastou-lhe ir fazer a rodagem do carro à Figueira da Foz e caíu-lhe tudo no colo. Assim é fácil.
Difícil é ser uma pessoa de trabalho, ter que se levantar cedo depois de mais uma noite sem dormir porque não se sabe se para o ano o emprego vai estar lá no mesmo sítio, e se não estiver que raio de emprego irá arranjar.
Depois de acordar, é difícil olhar para os miúdos e ainda não ter a coragem de lhes dizer que os presentes e as roupas novas pedidas no Natal não vão chegar este ano. Responde-se com um "vamos a ver" e passamos o dia com o peso da mentira.
Ainda é mais difícil para aqueles que deixaram de ter pequeno almoço para os miúdos e inventam a desculpa do "não temos tempo, comes depois o lanche da escola", significando o tempo literalmente dinheiro.
Difícil é aguentar isto e muito mais pela porra do dia fora, quando tu e os teus estão a meia dúzia de quilómetros das nossas casas a gozar literalmente com as nossas vidas, a pedir sacrifícios quando o único que tens de fazer é o de levantar o cu para encher mais um balão de conhaque.
Difícil Aníbal, difícil é não vos ir buscar a todos pelos fundilhos das calças e correr com vocês deste país. São indignos de ocupar qualquer cargo público, são uma nódoa na nossa democracia, um período miserável na nossa história com paralelo apenas na época medieval.
Vives uma vida fácil à custa do nosso sangue e do nosso suor, mas quando a altura chegar não terás as nossas lágrimas.

Entretanto na Coreia do Norte morreu o "Querido Líder" e foi empossado o "Grande Sucessor".
Uma reportagem da France24 realizada há poucas semanas levanta um bocadinho do véu sobre o que é a realidade neste país.
Chegou-me por email o seguinte texto, e não podia deixar de o publicar.
Este governo não está só a ser incompetente, está a tentar detruir tudo o que são direitos dos cidadãos:
Primeiro a escola pública, seguiu-se o sistema nacional de saúde, a segurança social e agora o apoio judiciário.
Obrigado Paulo por teres denunciado esta situação.
"Venho por este meio fazer chegar ao v/ conhecimento do que está acontecer com a Auditoria ao Apoio Judiciário.
Sabe(m), ou sabia(m), que a OA ainda está a verificar os dados que a DGAJ enviou? Aliás só no dia 15 de Dezembro, por volta das 14.30 é que a OA começou a notificar os Advogados para se pronunciarem sobre as pseudo-irregularidades?
Mas foi às 15h, mais coisa menos coisa, de ontem, dia 15 de Dezembro de 20111, que a sra ministra comunicou nos orgãos de comunicação social que a mesma, a auditoria foi enviada para a PGR? Coincidência? Acho que não. Não existindo o devido contraditório?! Isso não existe. A titulo pessoal, sou a favor da auditoria, mas queria que a mesma fosse séria.
Não foi, sabe(m) quem efectou a Auditoria? Os funcionários judiciais dos nossos tribunais...mas não são eles que estão cheios de trabalho? Tiveram tempo para uma auditoria, mas a mesma, para ser séria não devia ter sido externa? Ah, não há dinheiro...respondem no Ministério, usam a prata da casa. No meu caso concreto, veja bem, os "auditores" colocaram-me idas ás prisões sem eu nunca ter solicitado esse pagamento, porque o meu constituinte, arguido, não está preso?! Então quem está a difamar quem?
Então coloca-se assim de ânimo leve? Claro que daqui se começa a depreender que está a existir uma campanha contra o Apoio Judiciário, e no fim quem vai ficar prejudicado será o cidadão. Sempre ele. Porque afinal, as supostas irregularidades afinal não existem, e tudo não passa de meras interpretações e a belo prazer dos funcionários, veja(m) lá, que num caso concreto, uma funcionária Judicial disse-me que (sic)"se tenha dúvidas ligo para o MJ e disseram-lhe respondam como entenderem que depois os advogados se quiserem que se queixem" Concluindo, onde está a seriedade da sra ministra? Claro que da mesma maneira que a sra ministra enviou para a PGR eu também irei enviar, porque estão aí 3 crimes que a MJ, o presidente da DGAJ praticaram, difamação, ofensa ao bom nome e falsificação de declarações."
Paulo Farinha Lopes
O artigo58 foi nomeado pelo júri do Combate de Blogs um dos Blogs revelação deste ano.
Quero agradecer a todos os que lêem, aos que visitam, comentam, fazem likes, partilham e twittam os nossos posts.
Também agradeço aos que não fazem likes, nem comentam ou partilham os posts - vosso será o reino dos céus.
Agradecer ainda à guru @jonasnuts e ao @pedron o grande feiticeiro, à @AldaTelles e ao júri: Filipe Caetano, Nuno Ramos de Almeida, Tomás Vasques, Duarte Lino, Rodrigo Moita de Deus, João Távora, Rui Bebiano, Samuel Paiva Pires, José Manuel Fernandes, André Abrantes Amaral, Miguel Cardina, Ana Matos Pires, Nuno Teles, Pedro Pita Barros, Ricardo Alves, Mariana Mortágua, Pedro Lains, Marta Rebelo, Paulo Coimbra e João Gonçalves.
Por último quero agradecer ao Nuno Moniz e à Catarina Martins, com vocês por perto tornou-se bem mais fácil levar este blog de notas para a frente.
A votação decorrerá, as always, no Combate de Blogs pois claro. 
Hoje os telejornais abriram com a escandalosa notícia de um deputado do PS se atrever a ter opinião, ainda por cima contrária ao pensamento único de subserviência com o qual temos sido bombardeados todos os dias por esses mesmos canais.
Que país é este que se indigna por um deputado do PS ter ideias próprias, não era já tempo de haver um deputado do PS a pensar por si?
Pasmo-me que tenha vindo um qualquer sub-director de informação da sic afirmar que tais declarações poderiam até "provocar um incidente internacional". Mas que raio de pensamento bacoco e provinciano é este? Para além da alienação da nossa soberania e salários, também temos de ser expoliados da liberdade de opinião?
Independentemente de concordar ou não com o Pedro - tal não vem ao caso neste post - não posso deixar de me manifestar contra toda esta vergonha.
De tal modo foi o escândalo que o rapaz já veio dizer que não foi bem assim, um tanto ou quanto envergonhado pela ousadia...
Que eu me recorde, não houve um décimo da indignação em relação ao deputado que roubou os gravadores. Aliás esse senhor teve sempre todo o apoio da bancada para lamentar do PS, tal como o apoio da direcção do partido.
Voltámos à época em que a multidão pede a crucificação daquele que tem ideias diferentes, ao mesmo tempo que grita "solta antes Barrabás".
Abrir os telejornais com notícias destas é bem melhor para quem governa do que os números do desemprego ou os desastrosos indicadores da nossa economia, mas isto começa a ultrapassar os limites do rídiculo.
Enquanto nos entretemos com o circo vai aumentando o preço do pão e o Relvas e os amigos vão brincando aos governos, no entanto nada disso interessa, importante é condenar esse facínora do PS por delito de opinião.
Fico indignado com as mentiras de Passos, com as férias de Portas, com a corrupção herdada do Cavaquismo, com o desastre da governação socrática, com o corte nos subsídios e com a imposição do pensamento único tecnocrata.
Sempre defenderei que o Pedro possa dizer o que pensa, até quando ele não pensa bem naquilo que diz.
Entre 2001 e 2004 foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).
O aumento de 2,25 para cinco euros e de 9,60 para 20 euros do custo de uma consulta no centro de saúde e de uma ida à urgência do hospital é "injusto" e "desmesurado" e "há o risco de fazer com que algumas pessoas da classe média se sintam seduzidas pelos seguros de saúde e se transfiram para os privados".
Os portugueses têm um hábito há muito diagnosticado e conhecido: recorrerem às urgências hospitalares sempre que precisam de uma consulta de especialidade no menor curto espaço de tempo possível.
Obviamente que este hábito necessita de ser mudado, não podemos continuar a ter as urgências entupidas com consultas que são tudo menos uma urgência.
As taxas moderadoras servem para isso, desencorajar o recurso indevido e despesita aos cuidados de saúde estatais.
No entanto o entendimento deste governo é outro: as taxas moderadoras vão financiar o tão demonizado monstro do SNS.
Ora o SNS é supostamente financiado através dos impostos, ou seja, representa salário indirecto dos cidadãos que é retríbuido em serviços pelo Estado.
Se é sub-financiado? Sim, há muito tempo. Se há lobbys que impedem a formação de uma central de compras nacional para a saúde? Sim, diversos lobbys operam nesta àrea de modo muito eficaz.
Mas não é isso que se discute aqui. O que eu questiono é como uma "consulta" (porque é assim que o recurso às urgências é erradamente visto pela maioria dos cidadãos) no SNS pode ser mais cara que no privado?
Se o objectivo fosse o de "moderar" o recurso desnecessário às urgências pela parte dos utentes, ainda poderia ser discutível. Agora a ideia é tornar o acesso às consultas particulares inseridas em planos de seguros, mais acessíveis que as do SNS.
Se os cidadãos cada vez mais impostos como pode o Estado querer cortar mais os serviços públicos, literalmente roubando no salário indirecto, naquilo que é (ou era) o contrato entre governo e cidadãos?
A ideia que me fica é que mais do que um bando de incompetentes, este governo está empenhado firme e fanaticamente em mostrar aos olhos dos cidadãos que não há necesidade da existência do Estado.
Esvaziando-o do seu papel, construindo uma imagem de parasita do cidadão, vai empurrando as pessoas para os seguros privados, as escolas privadas, as faculdades privadas...
Mais uns anos e não somos portugueses, chineses ou venezuelanos, mas sim propriedade da empresa que detém o nosso trabalho.
"Nós confiamos totalmente na apreciação que sobre isso fizer o senhor Presidente da República, seja num sentido seja noutro, nós estamos completamente de acordo", afirmou Carlos Zorrinho aos jornalistas.
Como é que o PS chegou até aqui?
Paulo de Sacadura Cabral Portas nascido a 12 de Setembro de 1962, Ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP encontra-se desaparecido.
A última vez que foi visto em público fazia parte da escolta do Aníbal na visita oficial deste último ao cão de água português mais famoso do Mundo.
Vestia fato azul escuro e usava uma gravata feia à brava.
Caso tenha alguma informação é favor entrar em contacto:
Largo Adelino Amaro da Costa, Nr. 5, 1149-063 LISBOA
Tel : 218 814 700 * Fax : 218 860 454 * cds-pp@cds.pt
via @Schoffenhausen
Vídeo mostra PSP à paisana a agredir homem no dia da greve geral
O comentário do deputado Duarte Marques, líder da Juventude Social Democrata é este:
Ridículo és tu Duarte.
O deputado do CDS Raul Almeida não convive bem com a diferença de opinião aliás diferença e liberdade são palavras que não fazem parte do dicionário da extrema-direita.
No caso do Raul nem dicionário tem, ou então só o usa para conseguir ficar mais alto quando se senta na sua cadeira no parlamento.
Num post em que fala sobre exigência na educação consegue escrever "maioritáriamente" em vez de maioritariamente, "exiga" em vez de exija e "ilíteracia" em vez de iliteracia.
No entanto não se coíbe de mimar o Ricardo Sá Ferreira com adjectivos como "imbecil" e "palermoide" (não consigo encontrar esta última no dicionário, mas penso que se deve escrever "palermóide").
Falamos do mesmo deputado que aqui se refere ao líder parlamentar do PCP Bernardino Soares como "palhaço, carunchento, balofo e piroso".
Claro que poderia aqui aproveitar a embalagem e insultar gratuitamente este deputado da extrema-direita, mas como diz e bem o seu colega de partido Pedro Mota Soares "O insulto e a ofensa são menores na política (..) o insulto pessoal não é a nossa postura".
Segundo a proposta de Orçamento de Estado para 2012, quanto contribuirá por dia uma pessoa que pague 3000€ de impostos (mais ou menos o que pagará uma pessoa que ganhe um salário médio, à volta de 750€) ?
0,02€ de Transferências para as Regiões Autónomas
0,01€ para a Cultura
0,15€ para Pensões e Reformas
0,06€ de Contribuições para a União Europeia
4,49€ para os Encargos da Dívida Pública
0,29€ para os Juros da Dívida
0,01€ para os Negócios Estrangeiros
0,07€ para as Forças Armadas
0,06€ para as Forças de Segurança
0,01€ para a Protecção Civil e Luta contra Incêndios
0,02€ para o Sistema Judiciário
0,01€ para o Sistema Prisional, de Reinserção Social e de Menores
0,01€ para o Turismo
0,01€ para a Habitação
0,01€ para a Protecção do Meio Ambiente e Conservação da Natureza
0,04€ para a Agricultura e Pecuária
0,28€ para o Serviço Nacional de Saúde
0,23€ para o Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar
0,12€ para a Ciência e Ensino Superior
0,02€ para a Educação Pré-Escolar
0,25€ para a Segurança e Acção Social
Mudavam alguma coisa?
Nota: Cálculos feitos com base na informação divulgada na Direcção Geral do Orçamento

via Adelino Domingues.
«Em termos relativos, o salário mínimo não é realmente baixo em Portugal»
Pedro Silva Martins - Secretário de Estado do Emprego
Este animal referiu que 485€ por mês, cerca de 2.8€/hora para uma pessoa que trabalhe 8+0,5 horas por dia, é um salário mediano.
Aplaudo, não poderia ser de outra forma porque desde cedo na política me habituei a respeitar a sinceridade, algo que rareia neste meio.
Pedro de seu nome, calhau de intelecto, quem sabe iluminado pelas trovoadas recentes, reconhece que perante as políticas do seu governo um português que não esteja desempregado é um euromilionário.
Esta classe de privilegiados para além de ter um emprego arroga-se receber 2.8€ por hora de trabalho, mais 1.25€ por hora que um parquímetro da zona vermelha de Lisboa como referi aqui há uns posts atrás.
É preciso ser-se muito filho da puta e não ter o mínimo de vergonha.
Falo de quem recebe o salário mínimo claro, visto as estatísticas da UE referirem que este na Bulgária é de 123€, cerca de 0.7€ por hora, logo o salário mínimo em Portugal é mediano, sejamos honestos.
Essa gente da esquerda caviar que veja o salário (?) na China, Zimbabwe ou Sudão e deixem-se de demagogias.
O Pedro e os seus companheiros vão fazer a revolução industrial arrancar e nessa altura quero ver a cara dos comunas quando a China falir devido à deslocalização da suas fábricas para Portugal.
Pedro: do latim pedra, calhau. Quem te pôs o nome não se enganou.
Outro dos animais é o Álvaro, mas sobre esse a Shyznogud já disse tudo aqui.
O João Almeida diz que quando andava na garotice pelo facebook o debate com o Ministro ainda não tinha começado.
Ora o facebook diz-nos que o João Almeida postou a sua análise futebolística às 15:21 e a foto abaixo mostra que o ministro Gaspar já falava desde as 15:18.
O que interessa neste "caso" ridículo não é se o João deveria utilizar melhor o tempo em que está (ou deveria estar) a representar os cidadãos que o elegeram.
A questão principal é outra:
Ao João bastava-lhe ter assumido o erro (se o considerasse como tal) e passar à frente.
Em vez disso declarou ao Diário Económico que "houve um atraso nos trabalhos" e que "o plenário ainda não tinha começado".
Se numa questão tão rídicula como esta o João procede deste modo, como responderá a outras muito mais importantes como a situação do País, evolução económica, etc.
Recordando o caso de Bill Clinton, o processo relativo às suas declarações sobre o caso Mónica Lewinski não foi por ele ter tido ou não relações mais ou menos intímas com a sua estagiária.
O processo foi por Bill Clinton ter mentido, como tal deixou de merecer a confiança dos americanos.
Mas em Portugal, nem os jornalistas a quem as declarações foram feitas levam a mal.
Passam por mentirosos e nem se ralam.
Assim vai o país... até quando?
Voilá:

"Assim que chegou ao debate, que teve início às 15 horas de hoje, Vítor Gaspar tinha avisado os deputados de que não poderia estar presente até ao final."
As duas notícias são do mesmo orgão de comunicação: Diàrio Económico.
Para tirar a limpo é muito simples, basta recorrer ao timecode do vídeo do debate.
De qualquer forma penso que mais vale os deputados do grupo parlamentar do CDS estarem quietinhos e entretidos nestas garotices do que andarem com aquela conversa da falta de produtividade, ou dos mandriões do RSI.
... Até assusta. Mas permite algumas piadas.
Diz quem viu (e ouviu) que o Miguel Relvas teve ontem um momento inspirador sobre o conceito de autonomia, nomeadamente sobre a dos Açores, quando estava a falar sobre o serviço público de televisão regional, a RTP Açores.
Além de pérolas como "a decisão já está tomada" e "isso de pedir pareceres à Região tem de acabar", a pérola é certamente "a Metrópole paga, a Metrópole manda."
Um parêntesis, pode parecer ridículo, mas sendo dos Açores já ouvi as melhores pérolas que existem no mercado.
Os Açores têm uma extensão territorial de 600km. Com água no meio. Portanto, resposta a alguns pormenores.
"Porque é que só existem televisões regionais para as regiões autonómas?"
Para as pessoas saberem o que se passa na região. Dá jeito, acho. Antes de se ir para a solução dos jornais: Os jornais no máximo são diários".
Logo a seguir costuma ser: "Tudo bem, integra-se na RTP1 então!".
Eu sempre achei piada ao wishful thinking, mas só me lembro do Faial ser notícia quando teve um sismo de 5,6 na escala de Richter que mandou uma parte bastante considerável do parque habitacional ao chão e matou 8 pessoas.
Vai daí, algumas questões.
Eu não sei o que é que o Miguel Relvas entende como autonomia. Também não tenho certeza sobre o que é que ele quer dizer com Metrópole, mas tenho uma boa ideia.
Sei que a ideia de uma televisão como serviço público não entra nas convicções do Governo da "Metrópole", muito menos permiti-lo para a "colónia" (propositado) lá no meio do Atlântico. São gastos, ergo, corta corta.
Mas a prepotência e a postura "Cristiano-Ronaldo-vou-rematar-este-livr
Acho que ninguém tem de explicar ao Miguel Relvas que a Autonomia é uma daquelas tais "conquistas de Abril" e que a onda do "eu pago, tu mandas" é prévia a isso.
É mais um episódio para confirmar aquilo que é a postura deste Governo: autoridade.
Eu nunca me dei bem com ordens, mas estou quase a sucumbir à tentação. Algo nesta linha: "Miguel, eu pago, eu mando. Põe-te a andar."
Em Portugal este valor é ainda mais baixo: 475€ por mês representam 16€ por dia e menos de 2€ por hora. Este é para o líder da missão da troika na Grécia um entrave à criação de emprego, pois em relação a países na mesma situação económica tem um salário mínimo demasiado elevado.
Olhando para as tarifas da EMEL verificamos que a mais elevada é cerca de 1,60€ por hora, o que fazendo as contas dá um rendimento mensal por 8 horas de trabalho de 384€ por mês (pouco menos que o salário mínimo nacional).
Se tivermos em conta que toda a gente hoje em dia trabalha mais do que as 8 horas por dia sem receber horas extraordinárias, um parquímetro da zona vermelha de Lisboa tem mais ou menos o mesmo salário que alguém que recebe o salário mínimo. No entanto o parquímetro não tem família para sustentar e todos os seus familiares estão empregados, logo sobra-lhe mais dinheiro no final do mês. O parquímetro não tem despesas de saúde (a manutenção é paga pelo patrão) nem de educação. Não paga renda apesar de morar numa zona nobre da capital, não paga transportes ou portagens, nem sequer almoça fora de casa no intervalo do seu emprego.
Concluindo, ser parquímetro é hoje uma profissão de sonho comparado com quem trabalha e ganha o salário mínimo, porque a troika quer baixar as condições de vida até que os trabalhadores europeus possam ser competitivos.
Quem sabe daqui a uns anos haverá uma deslocalização dos campos de trabalho chineses para Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha.
Voltaremos aos saudosos tempos do Vale do Ave em que se despediam os pais para contratar os filhos menores para a indústria, tudo em nome da competitividade. É provável que a nossa indústria assim consiga criar mais empregos, aqui tenho de concordar com a máfia da troika.
No entanto proponho uma solução mais radical que conduzirá ao pleno emprego: o regresso da escravatura.
Pensem nisso.
O Filósofo Esloveno Slavoj Zizek esteve nos protestos em Wall Street para dar o seu apoio aos cidadãos americanos que exigem uma verdadeira mudança:
Podem seguir aqui em directo os protestos em Wall Street.
As one people, united, we acknowledge the reality: that the future of the human race requires the cooperation of its members; that our system must protect our rights, and upon corruption of that system, it is up to the individuals to protect their own rights, and those of their neighbors; that a democratic government derives its just power from the people, but corporations do not seek consent to extract wealth from the people and the Earth; and that no true democracy is attainable when the process is determined by economic power. We come to you at a time when corporations, which place profit over people, self-interest over justice, and oppression over equality, run our governments.
Podem ler aqui a tradução em Brasileiro do manifesto divulgado pelo movimento Occupy Wall street.
O Primeiro-Ministro está a preparar faixas, outdoors e painéis para cada ministério, escola, serviço público e retrete com a sua cara e a sua frase de preferida "é preciso fazer melhor com menos dinheiro".
Eu bem compreendo que para algumas pessoas e para alguns negócios isso realmente funcione.
Foi assim com o BPN, fizeram muito melhor com menos dinheiro.
Foi assim com a Madeira, Alberto João Jardim fez imenso com o "pouco" dinheiro que tinha.
Bem sei que os casos de sucesso que o Passos Coelho se baseia para sustentar a sua teoria e consciência à noite são casos de sucesso.
Infelizmente, não dá para fazer uma corrida à mercearia e dar metade da conta tentando fazer crer o dono que aquela metade é especial e que na verdade vale o dobro.
Para negócios que depois têm de ser salvos pelos impostos, reformas e fundos de pensões (os bancários devem estar contentes) bem sei que funciona.
Para serviços públicos como a Escola Pública, que não são negócios acho eu: "Chefe! ...Não vai dar!".

O Nuno Crato é tudo menos burro. Ou pelo menos, engana bem.
Percebeu bem como se livrar da batata quente da questão "Acção Social" com uma finesse engraçada.
Como? Simples. Passou a batata quente para os reitores e presidentes das Universidades e Politécnicos.
Talvez não custe lembrar que ainda antes de fazer isso, deu umas dentadas e tirou qualquer coisa como 11% no geral.
Portanto, a questão com que os reitores e presidentes estarão presentes será qualquer coisa como: "Ou tiro na gestão diária, ou tiro na Acção Social.".
Mais à frente, bem pode o Nuno Crato descansar; quando as bolsas atrasarem até Abril e reparar-se que a bolsa média desceu, poderá sempre dizer "falem com as vossas Universidades e Politécnicos".
O que para estudantes será uma das tais "lose, lose situation", para o Crato (que saiu cá um belo rato) é certamente uma das "win, win situation".
via Filipe Caetano
Passos Coelho anuncia princípio do fim da crise em 2012
Enquanto...
Lagarde avisa que está iminente uma recessão da economia mundial
O Advogado José Pedro Aguiar Branco que tem como sócio na sua firma Diogo Feio do CDS-PP decidiu fazer "publicidade" no seu Facebook ao escritório de advogados que detem.
Dito de outra forma: o Ministro da Defesa Nacional não consegue resistir ao apelo de misturar política com negócios, neste caso com os seus negócios.
Tem sido referido por muita gente a promiscuidade entre os escritórios de advocacia e o parlamento, inúmeros advogados dos maiores escritorios portugueses são ou foram deputados, são ou foram ministros, secretários de Estado, etc.
Os negócios intermediados por estes escritórios junto do Estado e as consultorias jurídicas que têm sido adjudicadas custam milhões de euros, milhões esses que saiem dos nossos impostos, que são aumentados mês após mês.
Se este fosse um país diferente, talvez esta história fosse um "caso" político, como estamos em Portugal, ninguém leva a mal.
Em Israel, durante a noite de ontem, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se exigindo justiça social e ameaçam mudar o panorama político neste país:
Independentemente das velhas teorias evolucionistas do capitalismo e trá-lá-lá, bom bom é perceber que os assessores de comunicação também evoluem.
Sócrates queria ser o gajo responsável, que dava o peito às balas, o patriota, o espalha-confiança.
Chegou ao fim com a responsabilidade toda, as balas no peito, com uma pátria à venda e com a confiança no chão.
Os assessores do Passos Coelho aprenderam.
Não dá a cara por nada, foge a qualquer bala, faz umas visitas de cortesia por aí e confiança guarda no bolso para falar com a Merkel.
Espertos, o Sócrates deste governo será o Vitor Gaspar, "coitado".
Vai acabar com a cabeça a prémio pelo Zé Povão mas com uns bons lugares para onde voltar.
Ficámos hoje as saber quais as gordurinhas onde o Estado vai cortar:
Segurança Social, Educação e Saúde
Desenganem-se os que esperavam ver aqui fundações inúteis e empresas públicas que apenas servem para dar bons empregos aos boys, se é que alguma vez andaram enganados.
Para além de baixarem o nosso nível de vida, a qualidade de vida também vai sofrer um corte.
Estes vão ser os maiores cortes dos últimos 50 anos, históricos disse Gaspar e faz todo o sentido esta frase:
Há 50 anos Portugal era um país atrasado, cultural, social e económicamente.
Os portugueses de então viviam tão mal como os animais que criavam para sobreviver, lembro-me de quando Saramago referia que os leitões que o seu avô criava dormiam na cama com eles para que não morressem durante o inverno.
A maioria do povo era analfabeto e a sua quase totalidade não tinha acesso a condições mínimas de higiene e de saúde.
É isto a que Gaspar se refere: vamos fazer os cortes necessários para que o português volte a ser analfabeto, volte a viver sem as minimas condições de dignidade.
Assim, o português competirá com as economias de escravatura em pé igualdade, estará disposto a trabalhar por uma taça de arroz por dia, o suficiente para conseguir trabalhar no dia seguinte.
Devíamos parar todos um dia: não sair às ruas, a TV mostrar as ruas e praças vazias e nós em casa a pensar se é isto que queremos ou o que é que poderia ser feito em alternativa. A pensar se não queremos isto então como lhe vamos pôr um travão.
Zizek diz (no seu livro violência que recomendo vivamente) qualquer coisa como: imaginem o pânico dos políticos, dos banqueiros, etc. quando na rua não houvesse ninguém. Não saberiam lidar com isso pois estão habituados a formais já establecidas de protesto.
Um manifestação funciona como legitimação do poder instítuido: se reclamamos com eles, estamos a dizer que são eles que mandam.
Mas não, quem manda somos nós. Somos muitos muitos mais que eles, por cada um dos boys nomeado há um sem número de desempregados.
Ou toda a gente decide parar para pensar nisto a sério ou os nossos filhos, netos e restante prole vão ser marcados à nascença com o ferro da ganadaria Amorim, Azevedo ou Espírito Santo.
Ontem tivemos mais um grande momento televisivo: o sinistro Gaspar apresentou mais um pacote de austeridade.
Ora, supunha-se que desta vez fosse falar sobre contenção de despesa do Estado, eliminar as tais gordurinhas que fazem o Estado parecer o Maniche quando chegou ao Sporting. No entanto, como Agosto está no fim, Vítor Gaspar e a sua trupe de ilusionistas pensaram, e bem diga-se, que acabado o verão, esta preocupação de emagrecer desaparece: Portugal já não vai aparecer de bikini aos olhos dos seus companheiros europeus, logo, a barriguinha e a celulite não se vão notar.
Assim, resumindo o discurso de ontem do primo de Louçã, sabemos que podemos contar com uma redução do salário indirecto e um aumento da carga fiscal. Menos educação, menos saúde, menos segurança social. Mais impostos, mais impostos e mais impostos. O liberalismo é isto: menos Estado de graça, mais Estado a pagar. No meio disto, e pelos intervalos da chuva, as famílias do PSD e CDS já têm os seus filhotes empregados no meio das centenas de nomeações que este (des)governo fez em meia dúzia de dias de trabalho.
Gaspar pede um esforço colectivo, rumo ao futuro glorioso e aos amanhãs que cantam.
Veio defender o seu plano quinquenal à boa maneira soviética: "passamos fome em prol de uma imagem que queremos transmitir para fora", tudo em nome do Capitalismo.
A direita europeia, quais gamelas dos banqueiros, tem o sonho de transformar toda a europa numa Albânia. Se o Enver Hoxha fosse vivo ficaria de cara à banda.
Há milhões para a banca, para as fundações, parcerias, consultorias e motoristas. Não os há para a segurança social, para a saúde e para a educação.
o @hugocardoso sintetiza bem a ideologia deste governo:
.. Afinal, para que é que servem exactamente as Secretas?
A parte do espiar já sei, o "beber martinis, conduzir aston martins e engatar agentes duplas russas" do outro cá da 'casa' duvido. Não há aston martins e duvido das lady skills do bigode português no que toca a charme.
Não vou pelo que está escrito no brasão do SIED, "Adivinhar perigos e evitá-los".
Portanto, o meu problema nem é tanto a sua existência, mas sim, desconhecer as suas razões de existência.
. O governo está a obter re...
. Quem tem medo da democrac...