Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Alguém me explica...

.. Afinal, para que é que servem exactamente as Secretas?

A parte do espiar já sei, o "beber martinis, conduzir aston martins e engatar agentes duplas russas" do outro cá da 'casa' duvido. Não há aston martins e duvido das lady skills do bigode português no que toca a charme.

Não vou pelo que está escrito no brasão do SIED, "Adivinhar perigos e evitá-los".

Portanto, o meu problema nem é tanto a sua existência, mas sim, desconhecer as suas razões de existência.

publicado por Nuno Moniz às 10:47
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Serviços pouco secretos

 

A notícia de que os serviços de intelligence portugueses puseram sob vigilância um jornalista do jornal “Público” tem sido o escândalo da semana.

Resumidamente, um jornalista tinha acesso a fontes internas do serviço de informações e segurança, informações essas que usava a seu belo prazer.

Ora o procedimento habitual de um serviço secreto passa por distribuir informações erradas aos agentes suspeitos, de modo a conseguir isolar o agente que está a divulgá-las.

Claro que colocar o jornalista sob vigilância é um modo mais fácil, mais eficiente e sem dúvida mais rápido de resolver o problema da fuga de informações. Não será o mais correcto.

No entanto, qual o escândalo em um serviço de informações secretas utilizar este tipo de métodos?
Não são eles pagos pelo contribuinte para espiar?


O jornalista não foi posto sob escuta para atingir objectivos político-partidários, não o foi porque alguém queria saber as notícias do seu jornal um dia antes de saírem. Foi vigiado para acabar com uma falha de segurança dos serviços secretos, que poderia comprometê-los bem como ao Estado Português.

Que se queira fazer disto um caso de polícia política ou de cerceação da liberdade de expressão, não só é lamentável como mostra uma mentalidade demasiado hollywoodesca, para quem os nossos agentes deviam andar a beber martinis, conduzir aston martins e engatar agentes duplas russas.

No fundo, todo este ruído à volta das secretas tem um objectivo: limpar de cima a baixo toda a estrutura directiva dos serviços de informação, colocando lá pessoas próximas às novas cores governamentais.

Tem sido sempre assim, esta é uma das razões da incompetência reinante nos serviços: sempre que muda o governo, há uma alteração da estrutura directiva dos serviços secretos.

 

Ao que consta, desta vez irá para director Viseu Pinheiro: diplomata de carreira e braço direito de Durão Barroso, mais conhecido por ter sido o principal responsável da organização da cimeira das Lajes que levou à tristemente célebre invasão do Iraque. Já tem o aval de Cavaco Silva e integra-se numa estratégia mais ampla de preparar o regresso de Barroso à vida política nacional, mais propriamente, a sua candidatura a Presidente da República.

Resumindo, pode-se questionar a existência de um serviço de intelligence, não se pode questionar se espiam ou não, porque é essa a sua missão: recolher informações.

 

publicado por Francisco da Silva às 10:45
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

O Figueira está a fazer enterismo

A blogosfera dita de esquerda anda muito preocupada com uma das medidas mais atrozes deste governo: a nomeação de um tal de Figueira do blog 5dias para um qualquer cargo de adjunto ou assessor do Relvas.

A suposta esquerda blogueira esgrime-se em batalhas de posts, incluindo um tão pueril "Daniel já não sou teu amigo".

A direita no governo vai vendendo às peças Portugal e destruíndo o futuro dos portugueses com políticas que nos sufocam e empobrecem.

Como (tristemente) se tornou assunto central de debate, deixo também aqui a minha opinião:

 O Figueira está a fazer enterismo!

 

Entryism (or entrism or enterism) is a political tactic by which an organisation or state encourages its members or agents to infiltrate another organisation in an attempt to gain recruits, or take over entirely. In situations where the organisation being "entered" is hostile to entryism, the entryists may engage in a degree of subterfuge to hide the fact that they are, in fact, an organisation in their own right.

Entryism does not involve dissolving the small organisation into the larger one. Entryism is often (but not always) done secretly and often in organisations run on Leninist lines. The strategy of entryism is as old as politics itself

 

 

 

 

publicado por Francisco da Silva às 02:59
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

O capitalismo não está em crise

 

O capitalismo é crise.

 

 

publicado por Francisco da Silva às 13:09
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

O Mário patrocina o BPN e o Alberto João.

As minhas tardes de praia estão assombradas pelas notícias.

 

Gostava de agradecer ao Jürgen por apresentar esta preciosidade:

"O Governo vai proceder à transferência para a esfera do Estado do fundo de pensões dos bancários, de modo a cobrir despesas inesperadas de quase 600 milhões com o BPN e a Madeira."

 

A quantidade de analogias que se poderiam fazer é imensa. Certo.

Por cá, estou preocupado é com o humor de meu pai que vai adorar saber que, além de estar a pagar os favores dos governos do Cavaco a seus amigos, também andou e anda a descontar para tapar os buracos financeiros da autoria dos amigos do Cavaco. E ironia, tudo isto à mão dum boy do Cavaco.

 

Vai ser uma hora de jantar cheia de pérolas linguísticas.

publicado por Nuno Moniz às 17:50
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

uk pay attention!

 

 

"Yes," said the young man. "You wouldn't be talking to me now if we didn't riot, would you?"

"Two months ago we marched to Scotland Yard, more than 2,000 of us, all blacks, and it was peaceful and calm and you know what? Not a word in the press. Last night a bit of rioting and looting and look around you."

Eavesdropping from among the onlookers, I looked around. A dozen TV crews and newspaper reporters interviewing the young men everywhere.


There are communities all over the country that nobody paid attention to unless there had recently been a riot or a murdered child. Well, they’re paying attention now.

 

Sem dúvida a melhor análise que li até agora sobre os motins em Londres.

 

 

 

publicado por Francisco da Silva às 11:25
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Combate de Blogs

Podem ver aqui a minha participação no combate de blogs desta semana com o Rodrigo Moita de Deus e o Tiago Mota Saraiva para debater a venda do BPN e o Plano de Emergência social do Governo. 

publicado por Francisco da Silva às 15:21
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

um novo paradigma para a educação

Esta animação é baseada numa palestra de Sir Ken Robinson sobre educação, na qual ele defende uma mudança de paradigma para um modelo que não seja standartizado como o que temos hoje, resultante da sociedade industrial do séc. XIX.

Pelo meio trata ainda a questão da hiperactividade nas crianças e de como isso pode ser resultado do tédio provocado por um ensino não adaptado aos novos tempos.

 

publicado por Francisco da Silva às 11:56
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

obviamente demite-te!

 

 

 

 

“Mas sou sincero, em qualquer outro país civilizado isto dava imediatamente processo ou demissão de um deputado”

 

Não custa enviar um e-mail à Joana a perguntar se ainda se vai demorar muito tempo para se demitir.

Basta clicar aqui.

publicado por Francisco da Silva às 14:40
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

política de marquise

 

 

O caso BPN divide-se em três pontos:

 

responsabilidade política

responsabilidade jurídica

responsabilidade económica

 

Em relação à económica não sou a pessoa mais indicada para comentar, apenas refiro que faço parte daquela minoria que achava que o risco sistémico de contágio era nulo, o único risco de do BPN falir era o político: poderia expor uma facção que tem (do)minado o nosso país.

 

Quanto à jurídica não me surpreende o rumo que o processo tem tomado.

A Justiça em Portugal é uma miragem, só não é uma piada porque não tem graça nenhuma.

 

Por fim e a parte que "me assiste", temos a responsabilidade política.

Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Rui Machete, entre outros, cresceram política e profissionalmente à sombra da alfarrobeira.

O líder da facção continua impávido e sereno como uma coelha na sua toca.

Cada Dias Loureiro é um offshore desta política de marquise: a política de quem se protege na sua varanda do poder por uma estrutura artificial e legalmente duvidosa.

A criação destes offshores políticos permite à alfarrobeira não ter de sujar as mãos, tem quem o faça por si. Como disse Oliveira e Costa no parlamento: "nunca carreguei numa tecla sequer, tenho pessoas a quem pagava para isso"(cito de memória).

A responsabilidade política é sua, levou os seus delfins para o poder como quem leva os netinhos ao Açores.

No entanto continua como se nada fosse, destilando por todos os poros a mediocridade que lhe assiste.

publicado por Francisco da Silva às 13:15
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

pensamento do dia

Até eu tinha vendido o BPN por mais no eBay.

publicado por Francisco da Silva às 15:38
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