Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Memórias selectivas




Há por aí um grande celeuma que envolve supostamente o PSD com o BPN, Angola e sabe lá Marx o quê mais.
Tanto o Corporações como o Arrastão falam falam falam e acabam por não dizer nada... que envolva o PS.
Ora no meio da empresa Finertec apelidada de tudo e mais alguma coisa por estes tão badalados blogs há um administrador não executivo chamado Marcos Perestrello, líder da distrital de Lisboa do PS.
Será apenas esquecimento?


imagem via MemesGovPt 

publicado por Francisco da Silva às 17:08
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O que é isto?




No dia da greve geral um grupo de cidadãs foi abordado e impedido pela polícia de escrever um cartaz. Sim um cartaz.
Tive de ver o vídeo várias vezes até acreditar.

publicado por Francisco da Silva às 00:41
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Terça-feira, 27 de Março de 2012

Trauma de juventude

Nuno Crato promete abrir caminho para que as escolas possam organizar grupos de alunos de acordo com o rendimento escolar e necessidades específicas. A medida terá sempre um carácter “temporário” e servirá para os alunos com dificuldades ou facilidade de aprendizagem não dificultarem o ritmo das aulas.

A ideologia deste governo replica-se agora na na educação: os alunos com mais dificuldades vão ser postos de lado para não incomodar "os outros". 
já os portugueses com mais dificuldades também são postos de lado para não incomodar "os outros". Assim é a direita, parte da desigualdade entre os cidadãos para levar avante o seu projecto de um governo em prol daqueles que na linguagem de Crato são os com menos dificuldades. 
Para isso, fomenta a desigualdade, cava o fosso entre os ricos e os pobres. Facilmente se percebe porquê quando se olha para os nomes de quem está no poder e seus respectivos CV´s: se fosse uma questão de meritocracia nunca lá teriam chegado.

Crato não se preocupa em perguntar-se porque é que existem alunos com mais dificuldades de aprendizagem que outros, para ele a questão não é essa. Crato pergunta-se como é que se pode tornar o ensino elitista como no tempo de Salazar. Corre com os alunos das faculdades, cria turmas diferenciadas e continua com aquele arzinho de sonso como se fôssemos todos estúpidos como ele, a papaguear que é tudo em nome de um ensino público de qualidade.

Crato tem uma questão a resolver com os mais desfavorecidos: sente que perdeu tempo enquanto andou pela esquerda porque a sua militância nunca lhe rendeu o tão almejado tacho. Está numa revanche pessoal, mesquinha e própria de quem tem um trauma de juventude que não consegue esquecer, mas não têm de ser os estudantes a pagar pelos traumas de Crato. 

 

publicado por Francisco da Silva às 12:25
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Do absurdo

Como disse e bem a @anamatospires isto não pode acontecer.
Nunca mais. 

obrigado @joelysandra

Actualização: entretanto o vídeo já está no youtube
 

publicado por Francisco da Silva às 21:17
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Democracia em greve



foto de Hugo Correia -- Reuters  via @pereirajoaof

O cobarde na foto acima está a agredir a fotojornalista da AFP Patrícia Melo.
Se nem o direito a exercer a sua profissão reconhecem aos jornalistas quanto mais reconhecer o direito à greve por parte dos trabalhadores.
Esperamos pelos inquéritos do costume, pelo encobrimento do costume e pelo arquivamento do costume.
Esperamos também que este cobarde um dia abra os olhos para perceber que estamos todos no mesmo barco.
Entretanto a democracia está suspensa por problemas de ordem técnica. Pedimos desculpa pelo inconveniente.

Queixam-se porque não havia transportes hoje, mas não se queixam por não haver liberdade. Há coisas fantásticas não há? 
 
 

publicado por Francisco da Silva às 18:36
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greve geral




 

Hoje é dia de greve geral e como tal muitos dos habituais transportes, empresas e serviços não estarão a funcionar como nos outros dias. Para muitos será um incómodo, sem dúvida. Faz sentido que assim seja. Todos temos noção que na maior parte das indústrias o stock é suficiente para aguentar um dia sem produção, uma coisa era a greve durante a revolução industrial outra coisa é hoje em dia, o resultado é muito menos palpável do que então.
Também sabemos que em todas as outras àreas não é um dia de greve com serviços mínimos garantidos que irá trazer a queda do capitalismo até porque na maior parte das empresas, as pessoas têm medo de fazer greve. Têm medo porque os sucessivos governos criaram um exército de desempregados cada vez mais pobres dispostos a substituir alguém no seu posto de trabalho por metade do salário e dos direitos laborais. As pessoas sabem que na primeira oportunidade serão eles a receber a temida chamada dos recursos humanos e rumar ao desemprego por tempo indeterminado.

Resumindo, a greve é apenas uma birra de uns meninos mimados que querem ter mais direitos que os outros. Direitos esses que nem os deviam ter, porque isto está tão mau que todos devíamos estar no mesmo barco da miséria.
A isto chama-se manipular os remediados contra os pobres, criar inveja social. É um velho método usado pela elite para conseguir manipular as massas e continuar no topo da pirâmide social.

Porque é que se faz greve, perguntaram-me ontem várias vezes e bem.

Greve faz-se para mim, por uma simples razão: as massas perceberem que são elas que fazem o país funcionar. Quando paramos todos o País pára e essa é a ideia que alimenta a consciência de que na realidade somos nós que escolhemos o nosso caminho.
Não é a Troika, não é o Passos nem o Aníbal, ou o Relvas e o Seguro, somos nós. Se paramos mostramos aos que ainda não acreditam que é imaginária a corrente que nos prende à miséria e a uma vida sem dignidade. Se paramos hoje, amanhã mais vão dizer para consigo: "Mas porra se eu faço a diferença porque é que continuo vergado a isto?".
Fazer a greve é fazer a diferença, é consciencializar, é educar socialmente sem formatar sem outra ideologia que a da liberdade.

Perguntaram-me também se paralelamente ao direito à greve, não existe também o direito a não a fazer.

Mais uma vez, na minha opinião cada qual é livre de aderir ou não. Não acredito em ideias impostas mas em ideias aceites porque foram compreendidas. Nunca fui de rebanhos e carneiradas e não é o meu objectivo substituir ovelhas laranjas por ovelhas vermelhas.
No entanto, espero que cada uma dessas pessoas que não possa ou legitimamente não queira aderir à greve tenha plena consciência que está a ser conivente, cúmplice e capataz de um sistema que mais cedo ou mais tarde acabará por a engolir também. 
Se hoje o mercado dá valor ao que fazes, logo logo vai haver alguém algures do outro lado do mundo a fazer o mesmo por 1/10 do custo.
A luta por melhores salários e mais direitos laborais tem de ser global para acabar com a escravidão que resulta da deslocalização da produção para o mercado Asiático. Mas para ser global, tem de primeiro ser local. Hoje um vídeo chega ao outro lado do mundo em menos de nada, pode ser que um dia as lutas também e resultem numa globalização de direitos laborais e salários justos.
Tenham consciência que os que não fazem greve estão a fazer pressão sobre os grevistas, como o exército de desempregados faz sobre os trabalhadores. Ao não fazerem greve estão a entalar os vossos colegas que estão a lutar pelos vossos direitos. Têm toda a legitimidade para o fazerem, mas façam-no conscientemente. 


Obrigado ao @ManuelCastro. O tweet dele diz tudo. 

 

publicado por Francisco da Silva às 05:10
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012

I will work for food em plena europa do sec.XXI

O projeto arrancou neste ano letivo e, para já, conta com a adesão de 20 estudantes, que ganham dois euros à hora. Cada um pode trabalhar quatro horas por dia, duas ao almoço e duas ao jantar. Ao mesmo tempo têm direito a 44 refeições gratuitas por mês.
Elsa Justino, administradora dos Serviços de Acção Social da UTAD (SASUTAD), explicou à agência Lusa que estes estudantes ajudam nas cantinas e salas de informática, numa altura em que a universidade não está a contratar pessoal. "Para nós é uma ajuda e eles ganham um complemento para pagarem as suas despesas", salientou.


2 euros à hora ganham os nossos estudantes porque o governo cortou nas bolsas?
Isto não é acção social isto é esmola. Pior isto é empurrar os nossos jovens para a miséria, é ensinar-lhes que quando acabarem os cursos irão trabalhar já não por 2 euros por hora mas apenas pelas refeições.

Estamos a educar na ideologia da miséria, do capitalismo de valores asiáticos. O trabalhador apenas recebe o suficiente para no outro dia aparecer ao trabalho em condições mínimas.
É uma vergonha o que este governo está a fazer aos portugueses, e é uma vergonha maior que os media não relatem estes casos como casos de miséria mas sim como casos em que são criadas oportunidades para os jovens.
Quanto aos jovens que a isso se prestam eu digo-vos sinceramente: repensem a vossa vida. Não têm o direito de estarem a fazer isto a vocês próprios. Merecem muito mais.
Esta senhora Elsa Justino devia demitir-se ontem e as cantinas deviam ser gratuitas para estes jovens pela humilhação que os já fizeram passar. 
Aliás, humilhação que nos fazem passar, porque este é um caso que envergonha todos nós.

Temo muito pelo futuro do meu país quando temos estes alarves no governo e este povo que se sujeita a tudo.

publicado por Francisco da Silva às 01:26
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Sexta-feira, 9 de Março de 2012

O idiota útil




 via @PauloAbreu4

publicado por Francisco da Silva às 16:25
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Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Escolha múltipla


As bases de concessão da Lusponte, assinadas entre o Estado e a concessionária em 1994, estabelecem a exclusividade da concessionária para explorar qualquer travessia rodoviária sobre o rio Tejo, a jusante de Vila Franca de Xira.

O diploma foi assinado por Ferreira do Amaral, então ministro das Obras Públicas, que hoje preside ao conselho de administração da Lusoponte.

O contrato foi revisto em 2000, quando era ministro Jorge Coelho, que actualmente lidera a Mota-Engil, mas a exclusividade manteve-se.


Em poucas palavras explica-se o caso Lusoponte, escolha a opção correcta:


a) Ferreira do Amaral e Jorge Coelho

b) PSD e PS

 

c) Corrupção e Financiamento Partidário

 

d) Todas as anteriores.

publicado por Francisco da Silva às 16:09
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Speechless


Pedro Passos Coelho acusou António José Seguro de "iniciar um caminho de demagogia fácil" durante o debate quinzenal que está a realizar-se esta quarta-feira na Assembleia da República, ao que o secretário-geral do PS ripostou com o desafio para um "debate público" a realizar numa rádio ou numa televisão.

O líder(?) da oposição(?) considera a rádio ou a televisão o espaço do debate público por excelência... Sugiro melhor: um "último a sair" com os membros do governo e os deputados do PS.
Afinal, o que o Seguro quer é o mesmo que a Carla Matadinho: aparecer na TV e nas revistas não importa o motivo. O que interessa é aparecer.

Marx seja louvado, isto começa a ser demais.

 

publicado por Francisco da Silva às 16:16
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Bloco central de empregos


O Câmara Corporativa é um blog muito bem informado, e notíciou aqui a ligação do BPN+Capitais Angolanos+Sporting+Miguel Relvas+FINERTEC.
Já na altura se tinham esquecido de noticiar que o socialista Marcos Perestrello era membro da comissão de honra da candidatura deste grupo à liderança do sporting.

Diz o Miguel Abrantes sobre a empresa FINERTEC o seguinte:

Sabe-se pouco ou nada acerca da Finertec, assim como acerca de José Braz da Silva. A única pista é a que é dada na notícia do Expresso: “A Finertec, que tem como administrador Miguel Relvas (o poderoso braço-direito de Passos Coelho no PSD), é considerada uma plataforma de interesses angolanos em Portugal.”

Ora outra coisa que se sabe, é que a Finertec tem ligações à Fomentinvest do Dr. Ângelo Correia (aqui e aqui).

Não é que há agora também outra coisa que se sabe: o líder da distrital de Lisboa do PS Marcos Perestrello, ex Secretário de Estado da Defesa e actual deputado do PS, vai para passar a ser administrador da empresa Finertec:
 

A Comissão Parlamentar de Ética deu parecer favorável para que o deputado do PS Marcos Perestrello possa ser administrador da empresa Finertec, grupo ligado ao sector energético por onde passou Miguel Relvas.

Uma empresa com estreitas relações com o poder político de Angola, de cujo Conselho de Administração fizeram parte nomes de relevo do PSD. É o caso de Miguel Relvas, actual ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que foi, até tomar posse no Governo, administrador executivo da empresa. Pelo Conselho de Administração da Finerte passou outro social- democrata conhecido, António Nogueira Leite, agora vice- presidente da Caixa Geral de Depósitos.

O líder da distrital de Lisboa do Partido Socialista vai trabalhar para o Ângelo Correia e ainda há quem diga que a solução para a Esquerda nacional passa por uma maior abertura do Bloco de Esquerda e do PCP a coligações com o Partido Socialista?
Esquecem-se de dizer é que essa abertura não é só com o PS. É também com a Troika, com o Ângelo Correia, com o Miguel Relvas, com Angola...

Bitch please.


publicado por Francisco da Silva às 13:31
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

I´ve got a feeling

"In the definition of Fascism, the first point to grasp is the comprehensive, or as Fascists say, the "totalitarian" scope of its doctrine, wich concerns itself not only with political organization and political tendency, but with the whole will and tought and feeling of the nation."¹


Um vício que tenho é o de analisar o discurso de quem governa em busca da ideologia que este representa porque a meu ver, mais do que a imagem do poder ou a sua forma, a ideologia indica para onde sopram os ventos e para onde se dirige a nau do poder.
A crise económica tem servido para muito: cortar direitos cívicos e laborais, serviços públicos, substituir governos sem recurso a eleições colocando a democracia em pausa... um sem rol de enormidades têm sido cometidas em nome da crise e da única resposta que a direita apresenta -- a austeridade.

Estas medidas receitadas pela maioria dos governos europeus que fazem parte da mesma família política, estão efectivamente a criar recessão económica. Ora esta grave recessão só pode ser ultrapassada dizem eles, com uma vontade geral dos povos em contribuir todos para a salvação da economia.
Todos somos chamados para dar o seu contributo, uma espécie de desígnio nacional.
Este sentimento tem sido incutido aos cidadãos de uma maneira contínua, acompanhada de propaganda diversa: os painéis de comentadores dos media são unanimistas, as reportagens tendenciosas e as vozes que falam em políticas alternativas são silenciadas. Note-se também a quantidade de assessores que o governo colocou que são da área da comunicação, para que nada falhe na hora de moldar a opinião pública nesta grande mobilização contra a crise.
Analisando as notícias que surgem, temos a crise como grande factor de união e de fé cega no governo e nas suas opções. Quantas vezes ouvimos ministros, outros políticos e comentadores repetirem até à exaustão que não há outra saída, o caminho é único e inquestionável, que todos temos de dar o nosso contributo... São palavras como estas que me levam a concluir que por trás destas vocalizações de pensamentos está presente uma ideologia totalitária. Uma espécie de verdade absoluta só atingida pelos eleitos, pelos iluminados como Merkel e Gaspar. 

Quer a nível europeu, quer a nível nacional, temos um presidente, um governo e uma maioria que pertencem à mesma família política. Temos também uma gigantesca máquina bem oleada que promove este desígnio de ultrapassar a grande crise de um modo totalitário na teoria e na prática, à revelia dos cidadãos ou até mesmo contra eles.
Temos à partida boas condições, segundo Geovanni Gentile, para que o Fascismo se implante e tome conta da política nacional e europeia.

___________________

¹ GENTILLE, Giovanni. 1928. "The Philosophic Basis of Fascism", Foreign Affairs, volume 91, nº1, January/February 2012, pp. 17-18 

publicado por Francisco da Silva às 18:26
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