Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Qual é a pressa?

 

Os SoCretinos lançaram um ataque feroz ao Seguro. Aliás, os SoCretinos mais do que um ataque ao Seguro, estão a levar a direita em ombros - daí o sufixo cretinos.

Numa altura em que o governo deveria estar no centro da agenda política, com os cortes e aumentos que tem feito em prol de continuar a pagar à Banca o favor que nos fez a todos em falir, quem está sob ataque cerrado é o inofensivo Seguro. 

O inofensivo Seguro que herdou a miserável bancada que todos conhecemos com Silvas Pereiras, deputados que roubam gravadores, Galambas e afins, tem inexplicavelmente subido nas sondagens.

Aliás, eu próprio estou surpreendido: só pode ser pelo factor de ser o "não Passos", tal como Passos foi o "não Sócrates".

 

No meio desta luta pelo gamelão, aparece o Messias Costa, herói de longa data de uma certa "esquerda", pois é dito como o homem capaz de fazer pontes e unir a esquerda toda.

Pela parte que me toca, Costa nem rotundas sabe construir direito quanto mais pontes. Costa faz parte de um daqueles grupos que acham que são donos de Portugal. Controla a comunicação como poucos, tem financiamento (o chamado "aparelho") e tem o apoio de alguns mercenários que fazem enterismo pela Esquerda.

Costa sonha candidatar-se à Câmara de Lisboa, a Secretário Geral do PS e a Primeiro-Ministro. Nem é uma dobradinha, é logo triplete.

Como diz o povo, e bem, quem tudo quer tudo perde. Como ainda é o povo que vota, Costa podia ponderar bem antes de se lançar nesta deriva que acabará por esfrangalhar o PS e reeleger Passos Coelho.

Na minha opinião o Costa não ganha sequer as eleições internas no partido, quanto mais as legislativas... até ganhar a Câmara de Lisboa se começa a afigurar dificíl depois disto.

Esta situação que muitos querem ver clarificada, já o foi: Costa mostrou bem o que é, e o que o move. Não é o interesse dos portugueses, não é o interesse sequer do seu próprio partido: o que move Costa é o poder, e o poder a qualquer custo. Gente dessa não presta para governar. Presta para governar-se. 

O que o PS deveria estar a discutir neste conselho, seria como potenciar uma aliança de Esquerda, não quem é que vai figurar nos próximos cartazes de campanha. 

 

Quando se diz que o BE e o PCP não querem uma coligação com o PS eu pergunto: Mas como será possível ter esta discussão antes de o PS se coligar consigo próprio? 

 

Enquanto não se decidirem, o Passos e o Relvas vão continuando alegremente a desmontar o Estado Social.

O relógio está a contar, mas não tenham pressa.

 

publicado por Francisco da Silva às 21:36
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Fome - estudo de época

 

Todos os anos, sazonalmente, surgem estudos de época que visam apenas legitimar ou, pelo menos, tirar o peso da consciência de determinados actos. Por exemplo, no Verão, surgem estudos que dizem que uma cerveja por dia faz bem à saúde e que nem sequer engorda. Lá mais para a Páscoa deverá sair outro a dizer que os doces beneficiam os dentes bonitos. Ninguém sabe quem encomenda estes estudos. Mas a impensa noticia-os como verdades.

 

Hoje, surgiu um novo estudo de época, bem mais grave do que todos os que visam acentuar o consumo deste ou daquele produto numa determinada época. Parece que a fome melhora a memória. Fome, que é uma coisa diferente de carências alimentares, segundo os mandamentos da Madre Jonet. O estudo foi feito em moscas. Moscas, sim, mas parece que pode aplicar-se a seres humanos e até será publicado na revista Science. Há um senão: têm de estar sem comer mais de 20 horas, ou o efeito é inverso.

 

Na prática, quem quiser ter uma memória melhor, deverá estar sem comer, pelo menos, 20 horas e 1 segundo. Este também é um estudo de época. Vivemos em tempos de fome e miséria, ainda que alguns teimem em dizer que é tudo normal, ou perguntem apenas "qual é a pressa"? Há cada vez mais fome e cada vez mais miséria, e a tendência é acentuar-se.

 

Novos pobres e novas formas de pobreza. Os pobres que precisam de dizer aos filhos para venderem as senhas de almoço para terem algum dinheiro e os pobres que precisam de comprá-las, porque por meia-dúzia de cêntimos não têm direito a apoios sociais. Depois deste estudo, fiquem descansadas as mais de 10.000 crianças que chegam à escola com fome, porque lhes beneficia a memória. Há aquele detalhe de poderem desmaiar, mas, pelo menos a história e geografia, terão boas notas. E saberão a tabuada. Não tarda, estarão a decorar as linhas férreas das ex-colónias.

 

Não vou ao extremo de dizer que este estudo serve para legitimar opções políticas. Tem pelo menos uma aplicação prática que poderá ser benéfica para todos. Ficar mais de 20 horas sem comer antes de votar. Vamos ver se ajuda mesmo a memória.

publicado por rms às 10:40
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Unicer - Democracia é um conceito estranho

 

A Unicer é uma das empresas líder em Portugal, exporta para vários mercados e tem tudo para continuar no bom caminho. No entanto, a entrada em vigor do novo código laboral, com a simpatia da UGT, colocou os trabalhadores em situação complicada.

 

2012

Em Agosto, aquando da entrada em vigor das alterações ao Código do Trabalho, a empresa preparava-se para adoptar os novos valores de remuneração do trabalho extraordinário. A Comissão de Trabalhadores tomou então a iniciativa de pedir à comissão intersindical que agendasse um plenário para discutir o assunto. Saiu o pedido de reunião urgente à administração da empresa para esse mesmo dia, onde ficou acordado que a Unicer pagaria o trabalho extraordinário pelo mesmo preço até ao fim do ano.

 

Negociação?

Nesse compromisso, a empresa garantia também que iniciaria em Setembro as negociações com os sindicatos com vista à renegociação do Acordo Colectivo de Trabalho, uma vez que os sindicatos pretendiam incluir pontos que menorizassem os efeitos das condições para despedimento com justa causa previstas no código do trabalho. Apesar disso, e dos vários contactos dos sindicatos, a administração nunca se mostrou disponível e só em Dezembro deu a conhecer que pretendia abordar alguns pontos. Assim, os sindicatos reuniram o plenário no início do ano e os trabalhadores decidiram aderir ao pré-aviso de greve decretado pela FESAHT.

 

Laboração contínua

Desde 3 de Janeiro que os trabalhadores estão em greve, não obstante as constantes pressões das chefias sobre os trabalhadores. Entretanto a empresa partiu de forma agressiva com a “proposta” para os trabalhadores em regime de laboração normal aderirem à laboração continua, ameaçando de que quem não aceitasse seria encostado a um canto.

 

Chantagem e ilegalidade
Há duas semanas, em reunião previamente marcada para negociação da tabela salarial para 2013, a empresa limitou-se a informar os sindicatos que suspendia todas as negociações enquanto vigorasse a greve ao trabalho extraordinário, questionando antecipadamente os trabalhadores quem iria fazer greve no fim-de-semana seguinte, tendo contratado trabalhadores precários a uma empresa de trabalho temporário para substituir os trabalhadores em greve.

 

Novo plenário

Realizou-se, então, um novo plenário, onde se condena a atitude da empresa em pressionar os trabalhadores para abandonarem a greve sob ameaça de não haver aumento salarial; a atitude dos responsáveis da empresa em interpelar antecipadamente os trabalhadores acerca da adesão à greve; a pressão no sentido de aderirem ao sistema de laboração contínua sob ameaça de colocação na prateleira. A mesma moção determina mandatar os sindicatos para que a suspensão da greve se verifique apenas se a empresa repuser os pagamentos do trabalho extraordinário nos moldes anteriores e mandata os sindicatos para que, numa situação de inexistência de atitude diferente por parte da empresa, adoptem medidas mais duras de luta que poderão passar pela greve às primeiras e ultimas horas dos turnos.

 

“Alô? É da administração”.

Na sexta-feira passada semana, assistiu-se a um episódio insólito, inédito e ilegal. Altos responsáveis da Unicer telefonaram para os trabalhadores que nem sequer se encontravam nas instalações da empresa dizendo-lhes para trabalharem no sábado seguinte.

 

 

O CEO (estrangeirismo para patrão/administrador) da Unicer é Pires de Lima, presidente do conselho nacional do CDS. CDS que, aproveito a oportunidade, tem procurado passar por entre os pingos de chuva neste Governo desastroso e desastrado que temos à frente do país. Pires de Lima, que anda tão preocupado com as fugas de informação no governo, devia preocupar-se mais com a empresa que gere. Por exemplo, o que já significa para a Unicer o custo com ex-SCUT e com as novas que por aí virão, pela mão do governo do qual o seu partido faz parte.

publicado por rms às 15:10
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

Na refunda

 

 

O Governo decidiu reunir meia dúzia de opinion-makers para fazer aquilo que em política se chama "dar linha política".

Assim, ao longo de dois dias, reúnem com uns vaidosos da nossa praça em troca de lhes dar importância, tempo de antena, almoços, jantares e cocktails.

Depois desta conferência, chamemos-lhe assim para não ser deselegante, os apóstolos estão preparados para evangelizar os portugueses na TV, nas rádios, nos jornais e redes sociais.

Entretanto, decidiram exercer o direito a silenciar os jornalistas presentes na sala, para que os nomes não sejam associados às declarações e se possa debater o futuro de Portugal à vontade. 

Como disse, e bem, uma jornalista da SIC da qual não me recordo o nome, a organização vai distribuir cerca de dois minutos de imagens seleccionadas e editadas por si, ou seja, pelo Governo.

 

Resumindo, neste debate da sociedade civil percebem-se 3 coisas:

 

A primeira é que para o Governo nós somos o resto, a sociedade civil está lá, quem está de fora não conta. OK, grande novidade.

 

A segunda é que o Governo está com dificuldades em uniformizar o discurso e a linha política, e precisa de chamar os fantoches de serviço directamente, porque não confia nos intermediários. Ou seja, há uma clivagem enorme entre o que é o Governo e o que é o PSD, o aparelho não está a funcionar e foi preciso realizar um bypass.

 

A terceira, e mais importante, é que o Relvas já não tem os jornalistas na mão. Os despedimentos no Público e na Lusa acordaram esta classe há muito adormecida e aburguesada na vida fácil de assessor de imprensa do Poder instituído, fosse ele qual fosse, salvo raras e honrosas excepções. Faço questão de de me curvar perante essas pessoas, porque sei que ser jornalista a sério não é fácil. Ainda sou do tempo em que o Relvas ia ao ISCSP e dizia aos "jornas" avençados na sua lista de mimos o que podiam ou não publicar. Esses dias acabaram.

 

Não posso deixar de mencionar a Sofia Galvão. Conheço-a há algum tempo, vale a pena verem quem é, ou melhor, o que é que ela representa.

O caríssimo Carlos Moedas, não vá ele sentir-se ostracizado, também merece a minha atenção: Sou só eu que acho que o Moedas e o Nilton são siameses? Tanto no aspecto físico, como na profunda indigência intelectual que pova aqueles dois espíritos? 

 

Desperdiçam dinheiro público com cada idiotice...

 

 

publicado por Francisco da Silva às 22:59
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O Relatório do FMI não é uma Bíblia, mas o Governo já canta os seus salmos

Dois dos fortes deste Governo são a mentira e a ilusão. Geralmente a ilusão primeiro, seguido da mentira.

Um dos pontos que o famoso Relatório do FMI referia é o aumento de propinas no Ensino Superior. Sendo mais exacto, diz o seguinte:

 

Increase student fees for tertiary education. Higher university fees, taking into account the cost of supplying tertiary education and the market value of the degrees offered, would aid cost recovery and reduce the extent of redistribution to the betteroff. In 2012, the public university system spent about €1.6 billion, of which about €1.0 billion was financed from the education budget, €0.3 billion from enrollment fees, and the remainder from other sources. It seems sensible for the public tertiary education to contribute to the ongoing adjustments in the education system, including through further increases in tuition fees that could help to achieve significant and lasting budgetary savings. However, a stronger emphasis on cost recovery should not come at the expense of access to tertiary education, and may require support for low-income students.

 

Dizia Passos Coelho: "o Relatório do FMI “não é a 'bíblia'", nem o “ponto de chegada” do Governo. Primeiro, a ilusão. Depois, a mentira: Propinas do superior sofrem segundo maior aumento da década (http://economico.sapo.pt/noticias/propinas-do-superior-sofrem-segundo-maior-aumento-da-decada_160141.html). É já a partir de Setembro.

Caso para dizer, se o Relatório do FMI não era um ponto de chegada este Governo está a chegar lá. Ou então, se o Relatório não era para ser uma Bíblia, este Governo já está a cantar os seus salmos.

publicado por Nuno Moniz às 02:30
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013

Cortar pelo picotado

Parece simples. Dá-se meia volta à chave e o rádio liga-se, numa espécie de ritual diário que serve para fazer companhia até ao trabalho. Sim, ainda tenho trabalho. A Antena 3 faz-me companhia até à hora das notícias.

 

No entanto, desde há uns anos que se tornou penoso fazê-lo e, se o faço, é só mesmo porque o trabalho assim obriga. Ouço a TSF, normalmente, e não há dia em que não haja uma relvice, uma declaração estúpida de um secretário de Estado, de um ministro ou o anúncio de novos cortes, sejam eles elaborados pelo FMI ou pelo governo.

 

Hoje não foi excepção. E pouco tempo depois de PSD e CDS comprarem o BANIF, à semelhança do que o PS havia feito com o BPN, o Negócios apresenta-nos as propostas do FMI para reduzir a despesa em 4.000.000.000 de euros (peço desculpa por algum zero a mais ou a menos). Estamos a falar do mesmo FMI que, em Outubro do ano passado, chegou à conclusão que a austeridade tem um efeito no PIB mais recessivo que o previsto. E, já agora, do mesmo FMI que, habituado a mandos e desmandos, se esqueceu de que - ainda - há por estas bandas uma Constituição. É com este cuidado que os "especialistas" que têm no actual governo PSD-CDS, com as abstenções violentas do PS, os cães de fila, gerem o país.

 

O que é proposto no mais recente estudo do FMI vai no sentido de continuação da mais violenta agressão de que há memória ao povo português. Para o FMI, o subsídio de desemprego continua a ser demasiado longo e elevado, o despedimento de 50.000 professores e pessoal auxiliar permitiria poupar 710 milhões, é necessário subir (outra vez e ainda mais) as taxas moderadoras, alterar os sistemas de pensões dos militares e polícias, aumentar as propinas no ensino superior, aumentar a idade da reforma, retirar abonos, aumentar o horário de trabalho e diminuir o valor das horas extraordinárias na função pública, diminuição do salário mínimo na função pública, diminuir os subsídios de maternidade e paternidade e acabar com o subsídio de morte.

 

Por partes:

O FMI considera que o subsídio de desemprego é demasiado elevado (máximo de 1.045 euros mensais) e dura demasiado tempo, pelo que o valor máximo deverá ser reduzido e, após 10 meses sem trabalho, o desempregado passaria a ganhar o valor do subsídio social (419,22) euros.

 

O despedimento de 50.000 professores e auxiliares far-se-ia através da sua colocação no regime de mobilidade e, após dois anos nesse regime, o recurso ao despedimento. Ainda na educação, mas no ensino superior, o FMI considera que fica mais barato o estado pagar a privados - e PS e PSD sabem bem como o ensino privado pode ser de excelência. O FMI vai mais longe e alarga a fórmula ao ensino básico e secundário.

 

O FMI conclui também que há margem para subir mais as taxas moderadoras na saúde, por exemplo, dos actuais 20 euros cobrados nas urgência para 33,62 euros.

 

Estes são apenas alguns dos pontos revelados hoje, ao longo de 11 longas e dolorosas páginas do Negócios.

 

O ataque às funções essenciais do Estado está agora num novo patamar. Independentemente de este estudo poder ser apenas para o governo dizer, mais tarde, que não foi tão longe como o FMI queria, a verdade é que estão aqui propostas gravíssimas para um povo que já não vive, sobrevive, num país rasgado pela austeridade cega, pela miséria, pela fome, empurrados para a indignidade por quem vê o país em folhas de excel para depois vir recomendar-nos pão e água.

 

O que está a suceder agora nos países do sul da Europa não é novo, aconteceu no século passado na América Latina, com os resultados desastrosos que são conhecidos. Um fosso astronómico entre ricos e pobres, a desigualdade, as oligarquias. Por lá, os povos demoraram a perceber que têm o poder nas mãos e assistimos a uma viragem à esquerda em muitos dos países. Por cá, ainda estamos na fase de deixar bater no fundo.

 

Veremos o que querem os portugueses. É este povo que terá de escolher o lado da barricada, quer em eleições, quer nas ruas. Não creio que estejamos em tempo de andar a brincar às oposições ou, sequer, de empurrar com a barriga a necessidade de eleições. Este governo tem de sair já. A bem ou a mal.

 

 

Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.


Artigo 22.º
Responsabilidade das entidades públicas

O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.

 

Constituição da República Portuguesa

publicado por rms às 09:38
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