Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Hoje foi assim no Chiado

 

Os profissionais das diversões estão no seu 35º dia de luta e não desistem.

Não desistam, vocês também.

publicado por Francisco da Silva às 16:16
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Grândola nas galerias do Parlamento

Passos ouviu, de cabeça baixa, engasgou-se e passou à frente. O Povo cantou, de cabeça erguida.

 

 

 

Amanhã há luta e continua no dia 2 de Março.





Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!


Esta manhã mais de 40 pessoas intervieram na Assembleia da República, a meio da Sessão Plenária, cantando “Grândola, Vila Morena” durante a intervenção do primeiro-ministro. 

Esta acção de protesto levou para dentro da Assembleia da República o descontentamento generalizado que se sente nas ruas perante a situação inadmissível em que este governo e a troika internacional colocaram este país, em queda livre com o maior desemprego de sempre e com uma recessão acima dos 3%! 

O protesto apela à participação nas próximas manifestações de dia 16 de Fevereiro, assim como a manifestação de dia 2 de Março em todo o país, sob o lema “Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!”.


Com mais de um milhão de desempregados, uma recessão profunda e todas as previsões de governo e troika mais uma vez falhadas, para pior, hoje levou-se ao Parlamento o descontentamento popular. A música de José Afonso foi a escolhida para transportar de volta ao local onde se legisla para todos o sentimento de que é necessário outro caminho, que é necessário que haja uma democracia que corresponda às necessidades do povo e não das instâncias internacionais a comandar os destinos do país.  
A mobilização popular é urgente para mudar o rumo de destruição e de austeridade que foi escolhido por governo e troika. Apelamos à participação nos grandes protestos que se avizinham, quer já amanhã no Príncipe Real, que no próximo dia 2 de Março em todo o país e no estrangeiro. A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas.  


A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

 

publicado por rms às 12:00
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013

Sismo Social

 

Hoje há uma notícia que vai ficar na história do nosso país:

1 em cada dois jovens está desempregado.

Fora os que emigraram e os que não estão inscritos no centro de emprego. 

 

Em termos gerais, atingimos perto dos 17% de desemprego oficial, mais uma vez, fora os que já cá não moram e os que já não têm vontade nem esperança para se inscreverem nos centros de (des)emprego.

Aliás, é doentio continuar a denominar os ditos centros assim, quando o que oferecem é exactamente o contrário.

 

Desta enorme fatia da nossa população, deste exército de desempregados, cerca de 57% não recebem subsídio. 

Aumentam a carga fiscal para quem trabalha e nem quem mais precisa tem apoio?

É para esta sociedade do cada um por si que andamos a pagar impostos? 

Mais vale então assumir de uma vez que isto não é uma sociedade, é uma selva, onde cada um luta pelo seu bocado.

Assuma-se isso, e deixem de nos roubar com mais impostos para financiarem os bancos e os negócios obscuros entre os amigos do partido e os do avental.

 

É aterrador pensar que cada vez que me cruzo com um jovem na rua, provavelmente ele está desempregado, porque ainda tenho a sorte de fazer parte da metade que tem emprego.

Pensem nisto, porra, um em cada dois dos nossos jovens, dos vossos filhos, irmãos, amigos, netos, o que quer que seja, estão desempregados.

Podemos fechar os olhos e fingir que não é connosco. No entanto, se continuamos a tolerar esta política de miséria, brevemente, o desemprego jovem passa de metade a três quartos da população, e um dia é o nosso dia de engrossar as estatísticas.

 

Declare-se o estado de calamidade pública e invoque-se o mesmo para renegociar a dívida e acabar com esta miséria, já.

publicado por Francisco da Silva às 21:51
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013

"António Costa e Pina Moura de costas voltadas"

 

Ou de como os Pina Moura de antigamente são os Antónios Costas de amanhã, e vice versa:

 

Na passada quinta-feira, durante uma reunião do grupo parlamentar o líder da bancada socialista criticou o comportamento ético do deputado. O tom foi duro e a troca de palavras entre António Costa e Pina Moura deixou bem vincada a distância entre a actual direcção e o antigo ministro de António Guterres.

Na reunião do grupo parlamentar socialista e a propósito da discussão sobre um consenso em matéria de consolidação das finanças públicas, o líder parlamentar abriu as hostilidades com referências ao facto de Pina Moura ter participado na redacção do documento, subscrito por 33 personalidades.

Para além disso António Costa criticou o comportamento ético de Pina Moura pelo facto deste ter ponderado usar os dez minutos a que todos os deputados têm direito por sessão legislativa sem ter informado previamente a direcção da bancada.

António Costa soube-o pelo próprio presidente da Assembleia e não gostou. A verdade é que Pina Moura admitiu falar durante o debate de passada quarta-feira no caso de discordar da postura assumida pelos socialistas.

 

João Ribeiro, aqui, falava de uma "deslealdade nunca vista no PS", esquecendo-se de quando António Costa se queixava do mesmo em relação a Pina Moura: 

 

As relações entre António Costa e Pina Moura azedaram depois do líder parlamentar do PS ter acusado o antigo ministro de Guterres de «deslealdade». Pina Moura foi um dos mentores do documento assinado por vários notáveis.

 

Amanhã, decorre a reunião onde António Costa deixa orfãos os já orfãos de Sócrates que procuravam uma família política de acolhimento.

Costa nunca poderia ser candidato a secretário-geral do PS antes de ganhar, novamente, a Câmara de Lisboa. Há uma coisa que se chama aparelhismo, e que nos diz que há muitas e muitos apoiantes de Costa cuja possibilidade de fazer carreira política e campanha por este, depende do seu emprego nesta Câmara, que é um dos maiores empregadores do país.

 

Como diz o Jorge Coelho: "há falta de memória na política", mas o Google não esquece.

 

 

Actualização: O Rodrigo Saraiva também sabe usar o Google, temos isso em comum.

publicado por Francisco da Silva às 22:02
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

PS - Agência de emprego

Na semana passada, o PS de Matosinhos voltou a ser notícia na comunicação social. Muito por culpa do candidato do PS à autarquia matosinhense, que diz que parece que disse uma coisa, mas não disse, mas afinal disse mesmo, como se vê no vídeo abaixo, disponibilizado pelo blog Aventar.

 

 

 

Mas não é apenas este facto que tem alimentado algumas colunas de jornais. O afastamento de Guilherme Pinto também surge em algumas páginas e o facto é simples: o PS funciona como uma agência de emprego onde políticos profissionais encontram espaços para ganhar a vida. Por isso, José Luís Carneiro, líder da Distrital do PS do Porto, reuniu-se com Guilherme Pinto para convidá-lo a integrar as listas do PS à Assembleia da República ou ao Parlamento Europeu. Assim, à escolha do freguês. Guilherme Pinto não está, para já, inclinado a aceitar o convite, tendo António Parada já manifestado o seu apoio a uma possível migração do actual presidente da CM Matosinhos. Não é difícil perceber: António Parada é - ainda - candidato do PS à CM Matosinhos, com Guilherme Pinto fora do caminho, apenas tem de se preocupar com Narciso Miranda, que adiou para Abril uma posição sobre as autárquicas.

 

Muita gente desconhecia até então António Parada. Mas isso é apenas falta de memória. Parada ficou conhecido depois dos acontecimentos da lota nas eleições Europeias de 2004, que opôs duas facções do PS de Matosinhos, que se confrontaram na lota. Nessas eleições, António Costa era segundo na lista do PS e Manuel Seabra ascendeu a presidente da Câmara, sucedendo a Narciso Miranda, que deixou a autarquia e rumou a uma secretaria de Estado. Avizinhavam-se as autárquicas e o regressado Narciso Miranda disputava a candidatura à CM Matosinhos, pelo PS, com Manuel Seabra, que recusou abandonar o cargo após o regresso de Narciso.

 

Ora, Narciso regressou pouco tempo depois mas já foi tarde. Francisco Assis havia já lançado Manuel Seabra, avisando mesmo sobre o que viria a suceder passados alguns anos: "A concelhia tem um excelente presidente. Mas não é só Matosinhos que tem os olhos postos em ti, é grande parte do PS nacional".

 

Em 2008, quando o processo interno do PS aos acontecimentos da lota estava já no esquecimento, o ex-presidente da CM Matosinhos rumou a Lisboa, para ser chefe de gabinete de António Costa. Sim, o mesmo António Costa que era segundo nas lista do PS às Europeias de 2004.

 

Em 2009, cumpriu-se uma vontade antiga de Assis e Seabra foi candidato à Assembleia da República. Antiga de 2004: "A inclusão de Seabra na lista será uma forma de reabilitação política do vereador, depois das conclusões do inquérito aos incidentes na lota de Matosinhos, que lhe vedaram a candidatura àquela autarquia. A hipótese já terá sido abordada num contacto com Assis".

 

Ainda em 2004, o PS abriu então um inquérito interno aos acontecimentos da lota, a cargo de Almeida Santos, Vera Jardim e Jorge Lacão. Daí concluiu-se, em forma de proposta, que nem Manuel Seabra nem Narciso Miranda poderiam ser candidatos à autarquia, o que veio a verificar-se:

 

"2. Delibere, desde já, em face das conclusões do presente inquérito e ainda que com reconhecimento do diverso grau de responsabilidade e culpa nele evidenciados, que nem Narciso Miranda nem Manuel Seabra estão em condições de poderem integrar as listas de candidatura do PS aos órgãos do Município de Matosinhos, nas próximas eleições autárquicas."

 

A comissão de inquérito interna não tem poder deliberativo, mas sim propositivo, ficando as possíveis sanções a cargo dos órgãos jurisdicionais do PS, que acabaram por apreciar apenas a suspensão de um funcionário do PS, no caso, Domingos Ferreira. De resto, para além do bom senso que prevaleceu ao impedir as candidaturas de Narciso e Seabra, não houve mais consequências.

 

E assim surge Guilherme Pinto, delfim de Narciso Miranda, cuja ambição era maior do que pensava o seu mentor. Narciso acreditou que Guilherme Pinto cumpriria apenas um mandato e sairia de cena. Mas não foi assim. Guilherme Pinto quis manter-se como candidato, em 2009, e Narciso avançou como independente.

 

Voltando a António Parada, são várias as referências que merece no inquérito interno, de que se extraem alguns excertos:

 

"8. Logo nos primeiros momentos da chegada à lota, pouco depois das 8.30 h. (XXI, 97; XXX, 134), teve lugar um primeiro impacto com o candidato, com destaque para o comportamento de um dos principais responsáveis da recepção, o coordenador da secção do PS de Matosinhos, António Parada, o qual, em atitude de envolvimento impetuoso, de imediato pretendeu afastar o Professor Sousa Franco de Narciso Miranda, dado que aquele se encontrava agarrado a este para melhor poder ser conduzido".

"Vários desses depoimentos avultam ainda no sentido de considerar que essa manifestação de hostilidade foi especialmente encorajada ou até orquestrada pelo principal agente coordenador da acção da visita à lota, o Presidente da secção de Matosinhos do PS, António Parada, que aliás trabalha para uma empresa de segurança que presta serviços à lota de Matosinhos."

"(...) os ânimos voltaram a recrudescer com os gritos de "Seabra, Seabra" e, menos, de "Narciso, Narciso", mais uma vez, com um grupo de mulheres, que vários e impressivos testemunhos dizem ter visto ser orientadas por António Parada, em atitude expressivamente hostil e injuriosa para Narciso Miranda."

"Do conteúdo revelador das declarações então prestadas vale a pena reter, da parte de António Parada, da secção de Matosinhos, em relação a Narciso Miranda: "Há mais de 20 anos que andei a fazer esse trabalho para o Narciso Miranda. As mobilizações aconteceram graças a mim, mas agora ele nada está a fazer, pelo menos em articulação com a concelhia de Matosinhos do partido"

"4.3.- Que as movimentações de António Parada, coordenador da secção de Matosinhos, muito auxiliado por outros militantes (...) particularmente junto do grupo de vendedeiras externas (aquelas que mantêm um conflito arrastado com a Câmara Municipal e o Presidente Narciso Miranda); e, com especial destaque, para o já descrito comportamento impetuoso"

"Ao abrigo do Artigo 100.º, n.º1 dos Estatutos, proceda à suspensão preventiva, com efeitos imediatos, de António Parada, da sua condição de militante do PS e, consequentemente, de Secretário Coordenador da Secção do PS de Matosinhos. Com base nas responsabilidades que lhe são imputadas, submeta de imediato a deliberação da suspensão do militante António Parada à ratificação da Comissão Nacional de Jurisdição bem como para efeitos de abertura do competente processo disciplinar com vista à determinação da sanção definitiva susceptível de aplicação, incluindo a possibilidade da sua exclusão do PS."

 

O tempo passou e, desde então, muita coisa mudou:

  • Narciso Miranda foi expulso do PS após a candidatura "independente" à CM Matosinhos;
  • Guilherme Pinto é presidente da CM Matosinhos e, não sendo o candidato oficial do PS, se não avançar como "independente", tem à espera a cadeira que preferir, seja no Parlamento Europeu ou na Assembleia da República;
  • António Parada é o presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos desde 2005 e candidato do PS à CM Matosinhos;
  • Francisco Assis é deputado foi líder parlamentar do PS na era Sócrates;
  • Manuel Seabra foi chefe de gabinete de António Costa na CM Lisboa e é actualmente deputado na AR.

 

 

Com o previsível avanço de António Costa para a liderança do PS, mais cedo ou mais tarde, caso este ocorra antes das Autárquicas de Outubro, é previsível que as lutas internas se reacendam em vários concelhos do país, com especial relevo para Matosinhos. Com estas novelas, lutas de poleiros e sede de poder dentro do PS, o concelho Matosinhos perdeu peso político, estrutural, identidade, submeteu-se a interesses particulares e o progresso ficou esquecido. O concelho merece mais e melhor.

publicado por rms às 17:16
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