Terça-feira, 19 de Março de 2013

Demissão já

 

Porque não sou eu que tenho de emigrar, são eles. Chega desta vergonha, não dá mais para fingir que não sabemos todos para onde nos estão a levar.
Ou nós ou eles. A bem ou a mal. Mais cedo ou mais tarde. 

Rua com estes miseráveis que nos sugam a alegria, a vida, o futuro e o país. 

Já aderiste?  

https://www.facebook.com/demissao

publicado por Francisco da Silva às 00:02
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Quinta-feira, 14 de Março de 2013

O PS tem problemas em fazer gráficos

O último tempo de antena do PS traz uma novidade para os estudiosos de estatísticas.

Uma barra para demonstrar o desemprego que tem uma escala que desafia as leis da matemática (e quem sabe, se não for demasiado, da decência). Segundo a "barra do PS", o desemprego em Portugal já passou os 50%.

 

Compreendo os problemas que haverá em assumir a responsabilidade pelo trabalho recente que fizeram enquanto Governo, mas é escusado enganar as pessoas. Continuam os macaquinhos no sótão.
publicado por Nuno Moniz às 02:01
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

Hasta Siempre Comandante


Obrigado Comandante Chávez pela tua ousadia, pela tua força, exemplo e visão alternativa.
Obrigado por teres tido coragem de ser contrapoder, de referendar as alterações à constituição, e de demonstrar que com vontade é possível fazer o Mundo mudar.

E para todos os haters:

 

 

publicado por Francisco da Silva às 11:35
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Segunda-feira, 4 de Março de 2013

O medo mudou de lado

Estive na manifestação de 2 de Março. Não contem, ao longo deste texto, com guerras de números. O que se sentiu na rua não é mensurável - e é isto que algumas pessoas parecem não perceber, ou não querem mesmo perceber.

 

No Porto, esta foi das maiores manifestações em que estive, juntamente com a anterior, convocada pela CGTP, em Fevereiro. Na primeira reunião do movimento Que Se Lixe a Troika, em que fui convidado a participar, em Lisboa, houve uma coisa que me impressionou: o medo. Toda a gente falava no medo que o povo tinha. Era preciso vencer o medo. Não concordei com as análises, mas respeitei-as. Não acho que o povo estivesse com medo. Acho que o povo estava atordoado e intoxicado. Por aqueles que, mesmo antes da manif, anunciaram o seu fracasso. Que seria mais pequena, que não teria efeitos práticos. Que não teria efeitos políticos. Por aqueles que, diariamente, nas televisões, jornais e rádios dizem que a miséria é inevitável e que o único caminho para lá da miséria é mais miséria. Não é. Não pode ser.

 

Houve gente que li nas redes sociais e blogues em tentativas desesperadas de menorizarem a dimensão da manifestação, que não foi apenas no Porto e em Lisboa. Foi em 40 cidades, portuguesas e não só. Não sei o que os move, e, sinceramente, não me interessa. Quero lá saber o que dizem. Que fiquem, juntamente com o especialista em multidões do Expresso, a contar quadradinhos. E juntem-lhe o jornalista do Público que fez a peça de ontem.

 

O que importa o que eles dizem? Zero. Quem lá esteve sabe bem o que foi. Uma Praça da Batalha à pinha, a abarrotar, com gente de todas as cores e idades. De vários partidos, incluindo militantes do PSD, de partido nenhum e outros que se estrearam numa manifestação.

 

O que nós vimos, pá, eles nunca verão. As lágrimas de emoção de ver a Praça da Liberdade, ao longe, já cheia, quando a cabeça da manifestação estava ainda longe. E a multidãonos passeios que se juntava e engrossava as fileiras.

 

Eles nunca verão os rostos de novos, velhos, empregados, desempregados, precários, pequenos empresários, pá. Aqueles rostos que espelhavam um misto de sentimento de que algo está a acontecer e de uma raiva contida, que ninguém sabe até quando durará. Porque não podemos engolir tudo; quando transborda vem cá para fora. E veio para a rua. E virá de novo.

 

Cada um de nós, que lá esteve, que viu e sentiu a Grândola como nenhuma daquela gente que vê tudo pelo filtro que vai directo dos olhos ao umbigo viu ou sente. E há umbigos maiores do que a manifestação de 2 de Março. E a Grândola, e os cravos, e a Grândola.

 

A Grândola, caramba, que cantámos três vezes, duas delas antes de chegar à Praça. A Grândola, caramba, que devíamos estar a celebrar e estamos, afinal, a defender. A Grândola, porra, que o Zeca nos deu para abrir caminho à liberdade, à educação, à igualdade, ao trabalho com direitos. A Grândola, caramba.

 

E a Grândola das 18h30, que o país cantou. Foi a Grândola mais bonita dos meus 30 anos de vida. Os punhos, os cravos, a raiva que saía de cada verso, o braço dado com a pessoa do lado que nem se sabia quem era. As vozes já roucas, caramba, que a manifestação ia longa, mas era preciso que a Grândola se ouvisse em todo o país, porra. Novos e velhos, pá, com o peso da Grândola nos ombros, que quem a sente sabe o que pesa. A Grândola, caramba!

 

Menorizem, caramba. Desprezem, pá. A próxima será maior. E a seguinte e a outra. Porque vai cair. Este governo e a troika vai cair, porque cai ele ou caímos nós. E um povo que se deixa cair não é um povo, é uma massa que se deforma e deixa de ser aquilo que é. E nós somos o melhor povo do mundo, não somos? Somos, mas não da forma que eles querem. Fazei tudo para nos afrontar ainda mais, que o vosso estrondo, quando vocês caírem, será maior, caramba, e cantaremos a Grândola bem alto, aos vossos ouvidos, que decorareis a letra a bem ou a mal. E o conteúdo. O conteúdo da Grândola, corja de lacaios. Esse, que nem sentis nem sabeis. Vai cair. Ides cair com estrondo, caramba, a bem ou a mal.

 

O que nós vimos, eles não verão.

 

Eles engolem em seco, sabem, mas não dizem: o medo mudou de lado.

 

publicado por rms às 00:36
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