Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Os vampiros

Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.
O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.
«As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.

O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.

via @G_L  

Ou seja, temos aqui uma lose-lose situation: perde o estado, perdem os cidadãos, perdem as empresas exportadoras e os residentes do interior. 
Quem ganha: BES (who else), Mota-Engil do omnipresente Jorge Coelho e a Ferrovial. 

Este governo está a vender o recheio de um país que entrou em falência sem os cidadãos repararem, ao exemplo das empresas que retiram as máquinas na calada da noite, deixando os trabalhadores na miséria.

Já com o serviço nacional de saúde tem sido a mesma coisa: contratar um ex quadro dirigente da Médis para descer a qualidade do SNS, subir o preço das taxas mderadoras até ao preço de uma consulta privada integrada num plano de saúde e degradar as condições de trabalho dos médicos para provocar a sua saída para o privado.

Até quando vamos continuar a fingir que não vemos?  

 

publicado por Francisco da Silva às 12:48
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2 comentários:
De Luís a 27 de Dezembro de 2011 às 13:52
Este governo ou o Governo que renegociou as PPP's?
De Francisco da Silva a 27 de Dezembro de 2011 às 14:41
Percebo o que quer dizer, este governo está a continuar uma linha política em tudo semelhante ao anterior. Talvez com um pouco menos de pudor e floreados.
Penso que em vez de "este governo" ter escrito "estas políticas" ficaria mais correcto.
No entanto, como o argumento seguinte visa este governo, penso que faz sentido na mesma.

um abraço.

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