Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Queres feriado? Toma!



O que nos diz a Wikipédia sobre o 5º de Outubro:

A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.


Quando Portugal está subjugado aos interesses coloniais Alemães, os gastos dos Boys continuam a ser mais que muitos, a rotatividade entre dois partidos no poder, a ditadura da Troika, e a incapacidade de o País se adaptar aos novos tempos faz sentido comemorar a Implantação da República? 
Quando "O Aníbal" é o presidente eleito, faz sentido comemorar a Implantação da República? 

Do mesmo modo, vejamos o 1º de Dezembro:

Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe. Os que ali viviam eram obrigados a pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio.

Foi então que um grupo de nobres - cerca de 40 conjurados - se começou a reunir, secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha.


Basta substituir Império Espanhol por Império Franco-Alemão (mais Alemão que Franco diga-se), Filipe IV por Angela Merkel, que ficamos logo sem qualquer razão para continuar a comemorar também esta data.

É uma questão de respeito para com a memória dos homens e mulheres que deixaram estes dois dias na história que não tenhamos o desplante de os comemorar, fingindo que continuamos uma República soberana.
Aqui sou obrigado a concordar com o governo: para quê ofender assim homens e mulheres, que ao contrário de nós não se deixaram subjugar?
Podemos voltar um dia a celebrar estes feriados, mas para isso é preciso que os partidos que fazem de Miguel de Vasconcelos sejam corridos pelos portugueses, de preferência pela porta.

Miguel de Vasconcelos e Brito foi secretário de Estado (primeiro ministro) da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal). Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Foi a primeira vítima da Revolução, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço. Assim como previa a revolução, o povo, que aguardava no Terreiro do Paço, só saberia que a revolução tinha sido bem sucedida quando Miguel Vasconcelos fosse defenestrado.

Cada povo tem os feriados que merece.

publicado por Francisco da Silva às 12:19
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