Terça-feira, 27 de Março de 2012

Trauma de juventude

Nuno Crato promete abrir caminho para que as escolas possam organizar grupos de alunos de acordo com o rendimento escolar e necessidades específicas. A medida terá sempre um carácter “temporário” e servirá para os alunos com dificuldades ou facilidade de aprendizagem não dificultarem o ritmo das aulas.

A ideologia deste governo replica-se agora na na educação: os alunos com mais dificuldades vão ser postos de lado para não incomodar "os outros". 
já os portugueses com mais dificuldades também são postos de lado para não incomodar "os outros". Assim é a direita, parte da desigualdade entre os cidadãos para levar avante o seu projecto de um governo em prol daqueles que na linguagem de Crato são os com menos dificuldades. 
Para isso, fomenta a desigualdade, cava o fosso entre os ricos e os pobres. Facilmente se percebe porquê quando se olha para os nomes de quem está no poder e seus respectivos CV´s: se fosse uma questão de meritocracia nunca lá teriam chegado.

Crato não se preocupa em perguntar-se porque é que existem alunos com mais dificuldades de aprendizagem que outros, para ele a questão não é essa. Crato pergunta-se como é que se pode tornar o ensino elitista como no tempo de Salazar. Corre com os alunos das faculdades, cria turmas diferenciadas e continua com aquele arzinho de sonso como se fôssemos todos estúpidos como ele, a papaguear que é tudo em nome de um ensino público de qualidade.

Crato tem uma questão a resolver com os mais desfavorecidos: sente que perdeu tempo enquanto andou pela esquerda porque a sua militância nunca lhe rendeu o tão almejado tacho. Está numa revanche pessoal, mesquinha e própria de quem tem um trauma de juventude que não consegue esquecer, mas não têm de ser os estudantes a pagar pelos traumas de Crato. 

 

publicado por Francisco da Silva às 12:25
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1 comentário:
De António Coelho a 28 de Março de 2012 às 20:18
Tenho alguma dificuldade em avaliar as políticas de direita ou de esquerda na educação porque considero que será transversal a necessidade de ter as futuras gerações com as competências necessárias para poder tomar, melhor do que nós, conta do país.
Porque lendo o comentário acima quase que entendo que as opções de esquerda são o de nivelar o ensino pelos menos capazes.
Porque os menos capazes, por opção (mandriosos) ou genética sempre existiram.
O que não se deve confundir com os que têm menos possibilidades económicas. Que esses, sim, deverão ser apoiados um adequado esquema de bolsas.

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