Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Risco sistémico

 

Infelizmente, o assunto não passa do mesmo: Miguel Relvas. Ele está presente no caso das secretas, nas censuras e nas pressões aos jornalistas. A busca de protagonismo está a sair-lhe cara, é esse mesmo protagonismo que leva a que a opinião pública exerça pressão no sentido de o ministro apresentar a sua demissão. Para mim Miguel Relvas não está agarrado ao lugar de nº2 de Passos Coelho, pelo contrário, Passos é que está agarrado a Miguel Relvas. É este quem, alegadamente, representa o lobby Angolano, que, alegadamente terá também interesse em financiar o PSD. 
Como nas autarquias não há obras, consequentemente não há sacos azuis para financiar as eleições internas dos partidos. Assim, os partidos do arco do poder viraram-se para o capital angolano, o que explica a arrogância de Miguel Relvas em relação ao que anteriormente era a base do PSD: os autarcas. 

Há também dentro do PSD oposição interna, embora discreta. Paula Teixeira da Cruz e Miguel Macedo, são alegadamente os inimigos mais sonantes de Relvas e da sua facção e modus operandi. Não que sejam uns santinhos, apenas representam interesses diferentes. Se Miguel Relvas cai, Passos Coelho fica à mercê do aparelho do PSD. Se Relvas deixa de o controlar, imaginem o quão frágil se torna a posição de Passos... Por isso, penso que esta demissão não irá existir, nem se por hipótese, o próprio a quisesse. Ângelo Correia e os seus não vão deixar o partido à mercê da linha do Balsemão, depois de tanto esforço para conquistar o aparelho para o seu lado, não estou a ver uma oferta de mão beijada.

O primeiro-ministro foi eleito por interposta pessoa, sem base da apoio ou financiamento próprios, está a representar dois papéis: o de capataz de Merkel e o de porta voz de Ângelo Correia. Mais depressa sai de cena o Passos Coelho que o Relvas, de qualquer modo, com estes jogos de bastidores quem perde somos nós. Sem dúvida que Relvas deveria ter-se demitido, tal como fez António Vitorino quando houve suspeitas de irregularidades fiscais, que se vieram a provar erradas. Como disse o bifeahcasa no twitter: o Relvas é "too big to fail". Há o risco sistémico de a demissão se alargar aos restantes membros do governo, por isso será difícil que saia da sua cadeira antes de Passos Coelho. 

 

Tudo isto tem um lado positivo: se corrermos com o Relvas vamos correr com o Passos. 

Tentar não custa...

 

 

publicado por Francisco da Silva às 00:53
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1 comentário:
De Anónimo a 31 de Maio de 2012 às 01:15
Que merda de comentario ! nao tens nada para fazer inventas... merdas como tu nao deviam ter net.

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