Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

Quando o governo te insulta...

 

 


 

Hoje, o Álvaro foi à Covilhã insultar a democracia. Digo insultar porque o pastel tentou, por portas e travessas, escapar ao confronto com os cidadãos que desesperam com as políticas do seu governo. Este gusano depois de não ter resposta para dar, fugiu dos cidadãos que o confrontavam e entrou no carro rapidamente, como um bandido a fugir da lei. A democracia não se esgota no voto. Quando somos representantes políticos e estamos num cargo de natureza política, temos o dever de prestar todo e qualquer esclarecimento, que o mais humilde do cidadão nos peça. É duro? Seguramente, não é fácil; chama-se servir os cidadãos. Há quem veja esta questão ao contrário, como é o caso do Álvaro: um cargo político é para se servir dele, usando e abusando da oportunidade que lhe é dada por milhares e milhares de pessoas com o seu voto. 

É bom andar de falcon e mercedes, e de outra forma nunca teria na vida hipótese de o fazer. É mau passar 10 minutos a ouvir as reclamações das pessoas a quem tem destruido a vida, uma maçada. 

 

Depois de se meter no carro, há uma mulher que se põe à frente do mesmo. O que acontece é vergonhoso: o motorista continua a avançar, empurrando a mulher com o pára-choques do carro. A dada altura, um homem põe-se também à frente do carro. A história repete-se, um carro pago pelos contribuintes, com um motorista pago pelos contribuintes, com um ministro lá dentro, pago adivinhem lá por quem, avança sobre... isso mesmo: um contribuinte. Contribuinte esse que é arrancado de cima do carro por um polícia à paisana, escusado será dizer quem lhe paga o salário. 

 

É a imagem perfeita deste governo: um governo disposto a atropelar os cidadãos, um governo cobarde, excepto quando está protegido pela blindagem dos seus carros e pelos seus esbirros. Um governo que não quer nem saber quantos portugueses vão ficar pelo caminho, com estas políticas de miséria, de fome e de destruição.

Os manifestantes tentaram fazer-se ouvir de forma pacífica! Para a próxima, o pastel pode não ter essa sorte. Se é com violência cobarde que responde a um protesto pacífico, arrisca-se a ter o troco na mesma moeda.

 

Pensa nisso, Álvaro.

 

publicado por Francisco da Silva às 18:54
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1 comentário:
De Dalaiama Street Art a 29 de Junho de 2012 às 20:23
Muito bom o texto! Só chamo a atenção para o seguinte: quando se diz «Há quem veja esta questão ao contrário, como é o caso do Álvaro: um cargo político é para se servir dele, usando e abusando da oportunidade que lhe é dada por milhares e milhares de pessoas com o seu voto» estás a ser benevolente Francisco, porque esse pulha nunca recebeu voto dos portugueses, certamente nem se aguentava em campanha eleitoral, é um trolha!!! Abraço

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