Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

Um grande salto em frente






A nova lei das rendas foi promulgada pelo Aníbal.
Doravante estão facilitados os despejos, o que faz todo o sentido. Já se facilitaram os despedimentos, facilitam-se agora os despejos, para que as pessoas se sintam, realmente, à mercê da caridadezinha.

Não me hei-de esquecer do sinistro Relvas, numa conferência no ISCSP, dizer qualquer coisa como isto: "hoje os jovens estão dispostos a aceitar condições de trabalho que há um ano atrás rejeitavam".

 

Não são só os jovens que são as vítimas, o plano desta revolução cultural é extenso e abrangente. Ao facilitar despedimentos e despejos, todos os portugueses, daqui a um ano ou menos, estarão dispostos a trabalhar por condições que não iriam aceitar de outra forma. 

Só o desespero leva a aceitar o que há, o desespero de ter um tecto para a família, de ter comida para lhes dar, de lhes conseguir pagar os transportes e os livros para escola. 

 

Portugal está uma miséria de país. É impossível continuar cada um a tentar safar-se por si, por muito que o instinto de sobrevivência nos leve a tal. É tempo de compreender que todos nós que não somos Dias Loureiros, Oliveiras e Costas, Cavacos Silvas, devemos juntarmo-nos em torno de uma causa comum: a dignidade e o direito a existir. Estes indigentes que governam têm apenas em mente uma ideia: roubar-nos o pouco que ainda temos e entregar-nos à boa vontade dos nossos credores, que já olham para nós como a China da Europa. Portugal vai voltar ao tempo das crianças a trabalhar na indústria, ao tempo do miserável mas honrado, ao tempo de Salazar. 

 

É esta revolução cultural que nos estão a querer impôr. Ou os paramos por aqui, ou isto não vai acabar nada bem.

  

publicado por Francisco da Silva às 23:28
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5 comentários:
De Rui Pinho a 31 de Julho de 2012 às 10:46
Eu gostava de saber em que País, com leis de rendas bem mais liberais se vive pior que em Portugal. Gostava que, sem essa demagogia toda, me dissesse em que País, com rendas reguladas e congeladas, se vive melhor que em Portugal.
Isso é que eu gostava de ver.
De P a 31 de Julho de 2012 às 13:23
e eu gostava de ver um pais onde os atropelos aos trabalhadores, a aglomeração de toda a riqueza numa reduzidíssima minoria, o dar cada vez mais poder a quem já está em posição de poder, leve a uma democracia, a igualdade entre todos e a um pais onde a vida é boa para a maioria da população... isso gostava eu de ver... a revolta não será contra esta medida em concreto, mas sim contra o conjunto de medidas que está a levar a população à miséria... aliás, o dito congelamento das rendas, como aliás, por exemplo, os subsídios de férias e de Natal, surgiram por uma razão concreta: já nessa altura os rendimentos do trabalho não suportavam as despesas consideradas "obrigatórias" para uma vida saudável, daí uma forma de compensar as pessoas... diga-me agora qual é o pensionista que pode considerar manter uma casa alugada com a miséria de reformas que se praticam por cá.. eu trabalho a tempo inteiro e não tenho rendimentos sequer para alugar uma casa, de forma sustentável..
De Agostinho Miguel a 31 de Julho de 2012 às 17:53
Gostava de saber se, a solução do ter ou não ter casa, passa por quem tem uma ou duas casas ( o meu caso e que me foram deixadas pelos meus Pais ) e que servem de complemento de reforma. Tudo somado é igual a 10% da reforma do Aníbal. Que devo fazer? Se o inquilino não me pagar a renda, por desemprego ou qq outra situação, fico a olhar para o Céu e assobio para o lado? Sou " eu " a Segurança Social do meu inquilino? Os meus impostos, servem para que? Os meus filhos saiem da Universidade e o meu inquilino tem um tecto... Boa!
De Agostinho Miguel a 31 de Julho de 2012 às 17:58
Mas o que está mal, é a LEI DAS RENDAS? Quem dera. O que está mal é a falta de respeito que temos pelo ser humano. TODOS NÓS. Houvesse respeito e tudo se resolveria.
De a trabalhar na indústria no tempo de sal a 3 de Agosto de 2012 às 20:56
azar?

merda atão o soares era feitor do salazar

ou aqueles putos e putas de 11 a 14 anos que trabalhavam nas fiações do norte ao tempo do 1º e 2º resgate do FMI eram anões e anonas?

por isso é que pareciam tão velhos quando chegavam aos 16...

a falta de dentes devia-se às greves ou era por não terem dentistas no SNS?

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