Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

Passos, não sou teu escravo

 

O primeiro-ministro reformista Marquês de Pombal aboliu a escravidão em Portugal e nas colônias da Índia a 12 de Fevereiro de 1761, pelo que Portugal é considerado pioneiro no abolicionismo. Contudo, nas colônias portuguesas da América e África continuou sendo permitida a escravidão. Junto com a Grã-Bretanha, no começo do século XIX proibiu o comércio de escravos e em 1854 por decreto foram libertos todos os escravos do Estado nas colônias. Dois anos mais tarde, também foram libertos todos os escravos da Igreja nas colônias. A 25 de Fevereiro de 1869 produziu-se finalmente a abolição completa da escravidão no império português.

 

Finalmente, as pessoas começam a acordar para a farsa que é este governo. Em nome de sanear as contas provocam miséria, com a política da austeridade. Assim, têm mais razões para implementar mais e mais austeridade, entrando num ciclo vicioso que acaba quando Portugal for um entreposto de escravos. 

Uns dizem que é o karma: tantos escravos vendemos que acabamos a ser vendidos. Eu chamo-lhe engenharia social, ou como disse e bem o Paulo Pereira de Almeida, é o neo-feudalismo. 

 

A ideia é:  através do medo conseguir criar uma vasta população miserável, que esteja desesperada o suficiente para fazer qualquer trabalho a qualquer preço. Como muitos não irão aguentar essa situação sem se revoltarem, vamos ter um estado autoritário e militarizado, como tem a Grécia nos dias que correm. Se houver tentativas de golpe de estado, ou revoluções, melhor ainda: está justificada a lei marcial e a ditadura militar. Quando chegarmos a este ponto, é fácil de conceber que o ser humano voltará a ser vendido como qualquer outra mercadoria. "É o mercado a funcionar, estúpidos."

 

E se cada um de nós, que ainda está empregado, acha que está a salvo, desengane-se. Eles têm um plano no qual eu e tu estamos incluídos. Por muitas cunhas que tenhas, amigos, primos, cartões de partidos, isto só vai chegar para muito poucos. Foi assim na América Latina, foi assim nas ditaduras militares na Ásia, é e continuará a ser assim na China. 

 

Nós, dos vários países escolhidos no ocidente, fomos aquele que melhor tem reagido aos resultados das experiências de laboratório do Gaspar e dos seus amigos importantes na Alemanha. Melhor no sentido em que temos sido a espécie de ratos mais mansa de todo este ensaio. Ou rebentamos agora com as gaiolas, ou vamos acabar a fazer ténis numa fábrica qualquer na China, quando formos vendidos em contentores como força de trabalho. 

Se os chineses fizeram isso aos próprios não o fariam a nós? Desenganem-se, a realidade tem sido sempre mais dura que a ficção.

 

Ou isto pára aqui, pára a curto prazo e pára de vez, ou os nossos filhos irão ser gado. Estou cansado de o dizer, mas lutarei até ao fim para que não aconteça. Tal como os mais velhos esperavam viver até ao dia em que o Salazar morresse e acabasse a ditadura, também o meu sonho é ver chegar o dia em que estes bandidos paguem por toda a violência que nos têm inflingido. Mãos à obra para tornar este sonho realidade.

 

publicado por Francisco da Silva às 21:50
link do post | comentar | favorito
1 comentário:
De mparaujo a 18 de Setembro de 2012 às 14:37
Também fomos dos primeiros povos a abolir a pena de morte.
Acho que nem vou continuar...

Comentar post

.autores

.pesquisar

.posts recentes

. Ainda há esperança?

. Da vergonha alheia

. Vamos a Belém - 25 de Mai...

. Carta a Amélia

. Demissão já

. O PS tem problemas em faz...

. Hasta Siempre Comandante

.arquivos

. Julho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds