Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Vamos a Belém - 25 de Maio






publicado por rms às 11:53
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Unicer - Democracia é um conceito estranho

 

A Unicer é uma das empresas líder em Portugal, exporta para vários mercados e tem tudo para continuar no bom caminho. No entanto, a entrada em vigor do novo código laboral, com a simpatia da UGT, colocou os trabalhadores em situação complicada.

 

2012

Em Agosto, aquando da entrada em vigor das alterações ao Código do Trabalho, a empresa preparava-se para adoptar os novos valores de remuneração do trabalho extraordinário. A Comissão de Trabalhadores tomou então a iniciativa de pedir à comissão intersindical que agendasse um plenário para discutir o assunto. Saiu o pedido de reunião urgente à administração da empresa para esse mesmo dia, onde ficou acordado que a Unicer pagaria o trabalho extraordinário pelo mesmo preço até ao fim do ano.

 

Negociação?

Nesse compromisso, a empresa garantia também que iniciaria em Setembro as negociações com os sindicatos com vista à renegociação do Acordo Colectivo de Trabalho, uma vez que os sindicatos pretendiam incluir pontos que menorizassem os efeitos das condições para despedimento com justa causa previstas no código do trabalho. Apesar disso, e dos vários contactos dos sindicatos, a administração nunca se mostrou disponível e só em Dezembro deu a conhecer que pretendia abordar alguns pontos. Assim, os sindicatos reuniram o plenário no início do ano e os trabalhadores decidiram aderir ao pré-aviso de greve decretado pela FESAHT.

 

Laboração contínua

Desde 3 de Janeiro que os trabalhadores estão em greve, não obstante as constantes pressões das chefias sobre os trabalhadores. Entretanto a empresa partiu de forma agressiva com a “proposta” para os trabalhadores em regime de laboração normal aderirem à laboração continua, ameaçando de que quem não aceitasse seria encostado a um canto.

 

Chantagem e ilegalidade
Há duas semanas, em reunião previamente marcada para negociação da tabela salarial para 2013, a empresa limitou-se a informar os sindicatos que suspendia todas as negociações enquanto vigorasse a greve ao trabalho extraordinário, questionando antecipadamente os trabalhadores quem iria fazer greve no fim-de-semana seguinte, tendo contratado trabalhadores precários a uma empresa de trabalho temporário para substituir os trabalhadores em greve.

 

Novo plenário

Realizou-se, então, um novo plenário, onde se condena a atitude da empresa em pressionar os trabalhadores para abandonarem a greve sob ameaça de não haver aumento salarial; a atitude dos responsáveis da empresa em interpelar antecipadamente os trabalhadores acerca da adesão à greve; a pressão no sentido de aderirem ao sistema de laboração contínua sob ameaça de colocação na prateleira. A mesma moção determina mandatar os sindicatos para que a suspensão da greve se verifique apenas se a empresa repuser os pagamentos do trabalho extraordinário nos moldes anteriores e mandata os sindicatos para que, numa situação de inexistência de atitude diferente por parte da empresa, adoptem medidas mais duras de luta que poderão passar pela greve às primeiras e ultimas horas dos turnos.

 

“Alô? É da administração”.

Na sexta-feira passada semana, assistiu-se a um episódio insólito, inédito e ilegal. Altos responsáveis da Unicer telefonaram para os trabalhadores que nem sequer se encontravam nas instalações da empresa dizendo-lhes para trabalharem no sábado seguinte.

 

 

O CEO (estrangeirismo para patrão/administrador) da Unicer é Pires de Lima, presidente do conselho nacional do CDS. CDS que, aproveito a oportunidade, tem procurado passar por entre os pingos de chuva neste Governo desastroso e desastrado que temos à frente do país. Pires de Lima, que anda tão preocupado com as fugas de informação no governo, devia preocupar-se mais com a empresa que gere. Por exemplo, o que já significa para a Unicer o custo com ex-SCUT e com as novas que por aí virão, pela mão do governo do qual o seu partido faz parte.

publicado por rms às 15:10
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O Relatório do FMI não é uma Bíblia, mas o Governo já canta os seus salmos

Dois dos fortes deste Governo são a mentira e a ilusão. Geralmente a ilusão primeiro, seguido da mentira.

Um dos pontos que o famoso Relatório do FMI referia é o aumento de propinas no Ensino Superior. Sendo mais exacto, diz o seguinte:

 

Increase student fees for tertiary education. Higher university fees, taking into account the cost of supplying tertiary education and the market value of the degrees offered, would aid cost recovery and reduce the extent of redistribution to the betteroff. In 2012, the public university system spent about €1.6 billion, of which about €1.0 billion was financed from the education budget, €0.3 billion from enrollment fees, and the remainder from other sources. It seems sensible for the public tertiary education to contribute to the ongoing adjustments in the education system, including through further increases in tuition fees that could help to achieve significant and lasting budgetary savings. However, a stronger emphasis on cost recovery should not come at the expense of access to tertiary education, and may require support for low-income students.

 

Dizia Passos Coelho: "o Relatório do FMI “não é a 'bíblia'", nem o “ponto de chegada” do Governo. Primeiro, a ilusão. Depois, a mentira: Propinas do superior sofrem segundo maior aumento da década (http://economico.sapo.pt/noticias/propinas-do-superior-sofrem-segundo-maior-aumento-da-decada_160141.html). É já a partir de Setembro.

Caso para dizer, se o Relatório do FMI não era um ponto de chegada este Governo está a chegar lá. Ou então, se o Relatório não era para ser uma Bíblia, este Governo já está a cantar os seus salmos.

publicado por Nuno Moniz às 02:30
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012

A comunicação obscura do amigo Pedro

O Governo de Passos, Portas e Associados está entusiasmado com a sua cruzada em chegar aos 5% de défice.

Tem sido um bom exercício para se perceber o quanto isso é mais importante do que tudo o resto: não importa como, interessa é lá chegar. Os efeitos? Tratamos disso depois, ou não tratamos simplesmente.

O amigo Pedro foi a Coimbra e segundo a imprensa disse: "O nosso convencimento é que é possível chegar à meta dos cinco por cento".

Primeiro, "convencimento de que é possível" é das coisas mais obscuras e nada certas que o Pedro pode dizer neste assunto. Mas de tanto se enganar, é de esperar essa postura.

Mas vamos à parte interessante: o efeito disso.

 

"Passos Coelho convicto de que Portugal atingirá défice de 5%" (Público)

"Passos Coelho garante que meta do défice de 2012 será alcançada" (Jornal de Negócios)

"'É possível chegar à meta de 5%' no final do ano" (DN)

 

Engraçado né?

No Público há convicção, no Jornal de Negócios há garantia e no DN há possibilidade.

Doces para todos os gostos neste fim de ano.

 

Entendamo-nos, o Pedro falou em convicção de possibilidade. Que em outras palavras quer dizer "espero muito muito muito".

Estaremos cá para ver.

publicado por Nuno Moniz às 18:22
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Os vampiros

Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.
O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.
«As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.

O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.

via @G_L  

Ou seja, temos aqui uma lose-lose situation: perde o estado, perdem os cidadãos, perdem as empresas exportadoras e os residentes do interior. 
Quem ganha: BES (who else), Mota-Engil do omnipresente Jorge Coelho e a Ferrovial. 

Este governo está a vender o recheio de um país que entrou em falência sem os cidadãos repararem, ao exemplo das empresas que retiram as máquinas na calada da noite, deixando os trabalhadores na miséria.

Já com o serviço nacional de saúde tem sido a mesma coisa: contratar um ex quadro dirigente da Médis para descer a qualidade do SNS, subir o preço das taxas mderadoras até ao preço de uma consulta privada integrada num plano de saúde e degradar as condições de trabalho dos médicos para provocar a sua saída para o privado.

Até quando vamos continuar a fingir que não vemos?  

 

publicado por Francisco da Silva às 12:48
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Convocatória da Troika

Ao que parece que os ministros deverão ser:

 

Agricultura: Sevinate Pinto;

Assuntos Parlamentares: Miguel Relvas;

Justiça: Paula Teixeira da Cruz;

Administração Interna e Defesa: Aguiar Branco;

Educação: Nuno Crato;

Negócios Estrangeiros: Paulo Portas;

Economia: Álvaro Santos Pereira;

Finanças: Vítor Gaspar;

Saúde: Miguel Macedo;

Trabalho e Segurança Social: Assunção Cristas;

Ambiente: Jorge Moreira da Silva; 

 

Espera-se pela confirmação oficial.

publicado por Francisco da Silva às 13:24
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