Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

Utopia






Sempre que alguém me diz que isto de ser comunista é ser utópico, eu sorrio. 

Não consigo deixar de achar piada, confesso, a alguém que acredita que o Capitalismo é um sistema bonzinho e amiguinho das pessoas, e que se todos nos esforçarmos muito vamos ser todos ricos. Só não são ricos os mandriões, claro, só esses serão pobres para sempre. Uma espécie de castigo do deus "mercado" por trincarem a maçã da preguiça.

 

Estas pessoas acreditam que vivemos numa meritocracia, mas mais grave que isso: vendem essa ilusão aos nossos jovens. Dizem que "se estudares e trabalhares muito, um dia serás rico como o senhor António Borges". Acreditam que há uma divindade, o "mercado", que nos protege de todos os males e de todos os excessos de ganância que possam corromper o sistema. Tal como na pré-história, se isto tudo falhar, a culpa é nossa que de alguma forma atraímos a ira do "mercado" sobre nós. Sim, porque "ele" é perfeito, nós somos as suas criaturas e o resto da história vocês já sabem...

 

Voltando ao início, são estas pessoas que me acusam de querer construir uma Utopia. Estas mesmas pessoas que acreditam que a austeridade abate-se sobre nós porque pecamos, que acreditam que a TSU vai criar emprego, e que reduzir a nossa existência ao conceito de "mão de obra" é solução.

 

Não é com desdém ou escárnio que sorrio para elas, nem sequer de um modo paternalista. Sinceramente sorrio porque penso: "E o utópico aqui sou eu?!"

 

publicado por Francisco da Silva às 22:11
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Que se lixe o Passos, quero o meu país de volta

 

"Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal", declarou Pedro Passos Coelho, durante um jantar do grupo parlamentar do PSD para assinalar o fim desta sessão legislativa, na Assembleia da República.

 

Passos Coelho, num jantar com os deputados do PSD, utilizou novamente uma expressão rasca no seu discurso, para dar um toque de populismo.

Não surpreende na forma, nem no conteúdo. Este é um primeiro ministro rasca, de um governo rasca, dirigindo-se a uma das mais rascas bancadas que o PSD teve a infelicidade de eleger para a Assembleia da República.

 

São estes os indigentes que chamam ao investimento na educação, justiça e saúde públicas: "gorduras do estado". Apresentam orgulhosamente esse cortes e dizem "estamos a reduzir a despesa pública". Cortam nos salários dos professores, médicos, enfermeiros e demais funcionários públicos, mas não cortam nas consultorias às sociedades de advogados dos seus correlegionários. Cortam nos nossos direitos para continuar a pagar contratos pornográficos de parcerias público privadas às empresas que sustentam as reformas dos senadores do seu partido.
São capazes de inventar as mais dúbias alterações à legislação para que os "seus" continuem a receber os subsídios que cortaram a todos. Sempre viveram à conta do estado e criam um clima de hostilização dos desempregados que recebem subsídio, para o qual descontaram do seu trabalho. Esta gentalha não presta, é do pior que Portugal produziu, e vêm sem vergonha nenhuma falar no interesse de Portugal? Confudem Portugal com as suas empresas, com os seus negócios e com as suas corrupções. Como disse um dia Sá Carneiro: "Portugal não é isto, nem tem de ser isto."

Primeiro foi a "geração rasca", seguiu-se a "à rasca", culminando tudo num governo rasca e num país enrascado que não sabe para onde se virar. Parem o país que o governo tem de sair.

 

publicado por Francisco da Silva às 22:55
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