Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Façam as vossas apostas

O Blog Bet and Troika está a aceitar previsões para os resultados eleitorais das legislativas.

Passem por lá e mostrem os vossos dotes de astrólogos políticos.

 

publicado por Francisco da Silva às 14:14
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

RSI e a proposta do trabalho voluntariamente forçado do PSD

publicado por Francisco da Silva às 13:42
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Nacional-Porreirismo

A questão da imagem dos políticos dos partidos PS, PSD e CDS nesta campanha tem sido por um lado uma comédia e por outro uma farsa. Nunca uma campanha foi tão recheada de "bloopers": Catroga e Nobre do lado de Passos Coelho, as tiradas habituais de Lello e Santos Silva do lado de Sócrates e ainda os bonés de Paulo Portas.

 

“The wager of Berlusconi´s indecent vulgarities is, of course, that thepeople will identify with him insofar as he embodies or enacts the mythical image of the average Italian: I´m one of you, a little bit corrupt, in trouble with the law, I fall out with my wife because I´m attracted by other women...”¹

 

A ideia, ao contrário do que se possa pensar, não é perder as eleições mas sim criar uma ilusão de identificação com o português médio, com os seus pequenos pecados e sacanices, com a sua linguagem e costumes.

Também encontramos cabeças de lista que encarnam este espírito Berlusconi: Ricardo Rodrigues nos Açores e Alberto João Jardim na Madeira, sendo que este último um trend setter no que ao populismo se refere.

 

E a farsa onde é que aparece?

 

Pois bem estes "imprevistos" são maquiavelicamente pensados e planeados de modo a passar uma imagem de que os candidatos são pessoas do povo, genuínas e imperfeitas como todos nós.

Ao contrário do que pressupõe o pensamento clássico, acaba-se com a elevação e com a necessidade de elevação e honorabilidade que a representação de um cargo público exige.

Assim, ao confundir a esfera pública com a esfera privada do candidato, legitima-se posteriormente que o governo faça o mesmo, actuando em prol de interesses que não o de todos os cidadãos. É uma maneira de fazer crer que é o povo quem mais ordena e não as elites que financiam todo este circo magnífico através de envelopes entregues em mão pelas secções locais ao “querido líder” quando este as visita em campanha.

Ao desvalorizarmos a inteligência destes políticos devido às suas “gaffes” estamos a fazer o seu jogo e quando nos rimos desta campanha é de todo o sistema democrático que nos estamos a rir; no fundo estamos a rir de nós próprios.

Berlusconi controla os Media públicos e privados, define o que é Justiça conforme o que lhe é favorável e governa para si e para os seus. No entanto aparece como o homem do povo que está governar contra os poderosos afinal de contas um homem das elites não se comporta assim...

Sob esta capa do “gajo porreiro” tem aplicado políticas xenófobas, perseguido adversários políticos, limitado a liberdade de opinião e informação, etc.

No fundo ele nem é mau tipo e assim anula-se a participação de quem poderá representar realmente os cidadãos e não grupos de interesse ou interesses pessoais.

 

"This new kind of president mixes (what appear to be) spontaneously naive outbursts with the most ruthless manipulation"²

 

Esta manipulação serve para que o governo continue na mão da mesma classe apesar do disfarce de "homens do povo” que veste. Assim vemos partidos travestidos de defensores das classes baixas, quando na realidade representam as classes superiores e as suas políticas.

São frentes de massa dos mais diversos lobbies que se movem dissimulados nestes líderes, por isso estas eleições são um verdadeiro teste à democracia portuguesa.

Ver os barões do PSD escondidos atrás do "africanista de Massamá", Paulo Portas nas feiras a beijar os mesmos que segrega e José Sócrates a prometer defender os portugueses depois de tudo o que fez, são as melhores imagens do que é o paradigma pós-moderno da política: a deformação da realidade e dos factos sociais.

 

Em cena até ao final da semana.

 

 


¹ ŽIŽEK Slavoj, First As Tragedy, Then As Farce, Verso, UK 2009, pg. 50

² op. cit. , pg. 49

publicado por Francisco da Silva às 00:13
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011

Ainda a questão dos imigrantes no comício de Évora

Primeiro as virgens ofendidas do PSD deviam pensar duas vezes antes de falar sobre o assunto, todos conhecemos a política do PSD para os bairros Municipais, onde arregimenta Portugueses que estão vulneráveis devido à sua situação sócio-económica para as suas campanhas e até para processos pouco claros de compra de votos. São célebres os relatos de camionetas das juntas de freguesias cheias de “militantes” que tanto lhes dá o partido, interessa-lhes é o almoço e o passeio. Também são célebres as campanhas em que os jovens andam de um lado para o outro movidos a “bares abertos” e festas após um dia inteiro de remunerada militância numa qualquer Jota, muitos são a prole dos dirigentes dos partidos, os barões que aprovam e incentivam este tipo de militância por parte dos seus meninos.

 

Segundo: não percebo o celeuma à volta dos imigrantes, não terão eles o mesmo direito dos Portugueses que enchem carrinhas dos partidos e andam de norte a sul a correr comícios? Ou por outro lado, a direita que acha que os imigrantes andam a roubar o trabalho aos portugueses e está apostada em provar que estes também andam a roubar o lanche aos habituais papa-comícios? Ora acho que só se veio provar que os imigrantes fazem os trabalhos degradantes que os portugueses se recusam a fazer: apoiar o PS neste caso.

 

Terceira questão, os convites terem sido endereçados pelas embaixadas e supostas promessas de vistos... bem esta questão é a mais grave porque todos sabemos que assim que tiverem papéis não haverá patrão que os empregue. A ideologia por detrás destas promessas faz-me lembrar a antiga “carta de alforria” dada aos escravos por serviços prestados ao seu senhor, fazendo as embaixadas o papel de capatazes. Vi por aí um ou outro xenófobo de sangue latino a perguntar o que é feito do SEF e o que vai acontecer aos imigrantes identificados na TV como se uma caça ao imigrante resolvesse os problemas do País. Não vejo nenhum desses sérios senhores a pedir uma caça aos corruptos, aos burlões, aos que levaram o País para este buraco... isso não, arriscavam-se a ter de fazer o próximo jantar de família na prisão. Nem sequer vejo estes senhores muito preocupados com os direitos dos imigrantes a pedir a sua legalização para que não estejam à mercê de negreiros modernos que os usam como mercadoria.

 

Critico a política baseada nos “currais eleitorais”, acho que é a base do clientelismo e o princípio do fim da Democracia, critico-o no PS no PSD e em todos os partidos que o fazem. Não sou fã de comícios, penso que hoje em dia servem de pouco porque são feitos para a televisão e não para quem lá está o que lhes retira todo o seu efeito, prefiro os contactos pessoa a pessoa, olhos nos olhos e não uma missa campal em que militantes, simpatizantes e imigrantes vão embora com a sensação que só estiveram ali a fazer número para o “chefe” ficar bem na TV. Duvido até do resultado em termos de votos, sejamos pragmáticos, provenientes da realização de um comício. Compreendo que os façam e que recorram a todo o tipo de expedientes para os encher, aliás Ostrogorski e Michels já no sec. XIX descreviam estes fenómenos e na altura os cidadãos iam para os comícios a pé ou no máximo de carroça.

 

Não compreendo é que haja discriminação entre quem pode ir fazer o boneco ou não, ou melhor compreendo: ao aparecerem senhores de turbante no comício do PS meio mundo gritou aqui del Rei porque ficaram com medo que as pessoas questionem como se enchem comícios. Ninguém quer ver o seu segredo descoberto: que é a miséria, a segregação social, a desigualdade e a necessidade que fazem com que as pessoas apoiem apoiem os partidos que os colocaram nessa situação. Ao mesmo tempo percebe-se o porquê de continuarem nessa situação: os partidos precisam deles vulneráveis, precisam de comprar votos com lanches, empregos e casas. Assim cria-se um ciclo vicioso onde os cidadãos nunca vêm a sua situação melhorada, porque a miséria é a base de sustentação dos partidos ditos do “arco do poder”. Quando vendem o seu apoio ou os seus votos estão a legitimar a sua eternização na pobreza e na miséria, esta é a questão que devia ser levantada. Quem ficou espantado com esta realidade acordou agora para a política e os que acham este problema se resume aos imigrantes está a ser xenófobo.

 

By the way, ninguém referiu que o comício estava vazio.

publicado por Francisco da Silva às 15:39
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

BlogConf com Passos Coelho

No Domingo estive presente numa conferência de Bloggers com Pedro Passos Coelho. Só houve tempo para cada um fazer uma pergunta e a minha foi sobre a restruturação que o PSD pretende fazer dos Ministérios e do Parlamento, perguntei ainda se não faria mais sentido restruturar a Justiça.

 

O candidato respondeu que a intenção do PSD é agrupar ministérios sob a alçada de um mesmo ministro devido ás dificuldades em extinguir ministérios e criar outros algo que será feito com mais tempo e ao longo do mandato.

Propõe-se a "dar o exemplo" e "fazer mais com menos" e afirma que a redução do número de deputados será feita com recurso á actual lei que "permite que se reduza para 181 sem necessidade de reforma constitucional, sendo acompanhada por uma redefinição dos círculos eleitorais para "reduzir a influência dos aparelhos dos partidos na escolha dos deputados".

Em relação  à Justiça, concordou que era necessária uma restruturação, até porque teria impactos "a nível económico", mas não disse como. Notei mais à frente, em resposta a outro blogger que Passos Coelho propõe um gestor para cada tribunal, de modo a agilizar o seu funcionamento.

 

Não concordo com a redução do número de deputados, apesar de ser dito que se mantém a proporcionalidade retira representatividade aos partidos mais pequenos. Penso que dificilmente se tirará do aparelho dos partidos a influência que têm na escolha destes e é um pouco inocente pensar que se conseguirá.Também discordo da redução e agrupamento de ministérios, penso que trará um poder desmesurado a secretários de estado e equiparados e uma sobrecarga dos ministros que levará a pastas que ficarão esquecidas.

Para corresponder e fazer um bom trabalho, os ministros terão de viver alimentados a red-bull ou substituidos a cada seis meses, isto se forem pessoas com a noção do trabalho e da responsabilidade que aí vem.

Quanto aos gestores nos tribunais... ia ser bonito de ver os todos poderosos juízes aos mandos de um gestor.

Em resumo: não concordo com as medidas que apresenta, tal como não acredito que esteja preparado para ser primeiro ministro, algo que ficou vincado quando não conseguiu abrir um pdf no seu Ipad. Apreciei a forma objectiva como me respondeu, não ter estado com rodeios ou demagogia foi um ponto a seu favor.

 

Um agradecimento ao Afonso pelo convite e aos demais bloggers presentes pela maneira civilizada como trataram a “oposição”.

publicado por Francisco da Silva às 22:38
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

Catróika no seu melhor

 

através do @miguel_rdp

publicado por Francisco da Silva às 23:49
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