Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Quando o Miguel entra no Relvado...

... Até assusta. Mas permite algumas piadas.

 

Diz quem viu (e ouviu) que o Miguel Relvas teve ontem um momento inspirador sobre o conceito de autonomia, nomeadamente sobre a dos Açores, quando estava a falar sobre o serviço público de televisão regional, a RTP Açores.

Além de pérolas como "a decisão já está tomada" e "isso de pedir pareceres à Região tem de acabar", a pérola é certamente "a Metrópole paga, a Metrópole manda."

 

Um parêntesis, pode parecer ridículo, mas sendo dos Açores já ouvi as melhores pérolas que existem no mercado.

Os Açores têm uma extensão territorial de 600km. Com água no meio. Portanto, resposta a alguns pormenores.

"Porque é que só existem televisões regionais para as regiões autonómas?"

Para as pessoas saberem o que se passa na região. Dá jeito, acho. Antes de se ir para a solução dos jornais: Os jornais no máximo são diários".

Logo a seguir costuma ser: "Tudo bem, integra-se na RTP1 então!".

Eu sempre achei piada ao wishful thinking, mas só me lembro do Faial ser notícia quando teve um sismo de 5,6 na escala de Richter que mandou uma parte bastante considerável do parque habitacional ao chão e matou 8 pessoas.

 

Vai daí, algumas questões.

Eu não sei o que é que o Miguel Relvas entende como autonomia. Também não tenho certeza sobre o que é que ele quer dizer com Metrópole, mas tenho uma boa ideia.

Sei que a ideia de uma televisão como serviço público não entra nas convicções do Governo da "Metrópole", muito menos permiti-lo para a "colónia" (propositado) lá no meio do Atlântico. São gastos, ergo, corta corta.

Mas a prepotência e a postura "Cristiano-Ronaldo-vou-rematar-este-livre-e-meter-a-bola-lá-dentro" (analogia futebolística, perdão) é tudo menos racional e revela nenhuma preocupação com as pessoas lá do sítio. Aliás, é isso que a austeridade é. Mais coisa menos coisa.

 

Acho que ninguém tem de explicar ao Miguel Relvas que a Autonomia é uma daquelas tais "conquistas de Abril" e que a onda do "eu pago, tu mandas" é prévia a isso.

É mais um episódio para confirmar aquilo que é a postura deste Governo: autoridade.

Eu nunca me dei bem com ordens, mas estou quase a sucumbir à tentação. Algo nesta linha: "Miguel, eu pago, eu mando. Põe-te a andar."

publicado por Nuno Moniz às 14:02
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

O Figueira está a fazer enterismo

A blogosfera dita de esquerda anda muito preocupada com uma das medidas mais atrozes deste governo: a nomeação de um tal de Figueira do blog 5dias para um qualquer cargo de adjunto ou assessor do Relvas.

A suposta esquerda blogueira esgrime-se em batalhas de posts, incluindo um tão pueril "Daniel já não sou teu amigo".

A direita no governo vai vendendo às peças Portugal e destruíndo o futuro dos portugueses com políticas que nos sufocam e empobrecem.

Como (tristemente) se tornou assunto central de debate, deixo também aqui a minha opinião:

 O Figueira está a fazer enterismo!

 

Entryism (or entrism or enterism) is a political tactic by which an organisation or state encourages its members or agents to infiltrate another organisation in an attempt to gain recruits, or take over entirely. In situations where the organisation being "entered" is hostile to entryism, the entryists may engage in a degree of subterfuge to hide the fact that they are, in fact, an organisation in their own right.

Entryism does not involve dissolving the small organisation into the larger one. Entryism is often (but not always) done secretly and often in organisations run on Leninist lines. The strategy of entryism is as old as politics itself

 

 

 

 

publicado por Francisco da Silva às 02:59
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