Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O Relatório do FMI não é uma Bíblia, mas o Governo já canta os seus salmos

Dois dos fortes deste Governo são a mentira e a ilusão. Geralmente a ilusão primeiro, seguido da mentira.

Um dos pontos que o famoso Relatório do FMI referia é o aumento de propinas no Ensino Superior. Sendo mais exacto, diz o seguinte:

 

Increase student fees for tertiary education. Higher university fees, taking into account the cost of supplying tertiary education and the market value of the degrees offered, would aid cost recovery and reduce the extent of redistribution to the betteroff. In 2012, the public university system spent about €1.6 billion, of which about €1.0 billion was financed from the education budget, €0.3 billion from enrollment fees, and the remainder from other sources. It seems sensible for the public tertiary education to contribute to the ongoing adjustments in the education system, including through further increases in tuition fees that could help to achieve significant and lasting budgetary savings. However, a stronger emphasis on cost recovery should not come at the expense of access to tertiary education, and may require support for low-income students.

 

Dizia Passos Coelho: "o Relatório do FMI “não é a 'bíblia'", nem o “ponto de chegada” do Governo. Primeiro, a ilusão. Depois, a mentira: Propinas do superior sofrem segundo maior aumento da década (http://economico.sapo.pt/noticias/propinas-do-superior-sofrem-segundo-maior-aumento-da-decada_160141.html). É já a partir de Setembro.

Caso para dizer, se o Relatório do FMI não era um ponto de chegada este Governo está a chegar lá. Ou então, se o Relatório não era para ser uma Bíblia, este Governo já está a cantar os seus salmos.

publicado por Nuno Moniz às 02:30
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

O Crato é rato.

 

O Nuno Crato é tudo menos burro. Ou pelo menos, engana bem.

Percebeu bem como se livrar da batata quente da questão "Acção Social" com uma finesse engraçada.

Como? Simples. Passou a batata quente para os reitores e presidentes das Universidades e Politécnicos.

Talvez não custe lembrar que ainda antes de fazer isso, deu umas dentadas e tirou qualquer coisa como 11% no geral.

Portanto, a questão com que os reitores e presidentes estarão presentes será qualquer coisa como: "Ou tiro na gestão diária, ou tiro na Acção Social.".

Mais à frente, bem pode o Nuno Crato descansar; quando as bolsas atrasarem até Abril e reparar-se que a bolsa média desceu, poderá sempre dizer "falem com as vossas Universidades e Politécnicos".

 

O que para estudantes será uma das tais "lose, lose situation", para o Crato (que saiu cá um belo rato) é certamente uma das "win, win situation".

publicado por Nuno Moniz às 21:05
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

Populismo é isto

Juntando as viagens em classe económica e as gravatas da Cristas, com a mais recente recepção de Nuno Crato no aeroporto aos miúdos das olimpíadas da matemática, temos provavelmente o governo mais populista da nossa trintona democracia.

Ainda não chegámos à Madeira mas pouco falta.

 

"Olhe é como o futebol não é? Nós estamos aqui para os receber como se recebem os futebolistas que são heróis nacionais, e ele é um herói nacional." diz o Ministro da Educação (ver vídeo a partir dos 00.50m aqui ).

 

Penso que sintetiza de forma aterradora aquilo que é a visão deste Ministro sobre o Ministério que tutela, "é como o futebol".

Vamos começar a colocar os miúdos em academias como os clubes, exportamo-los e ganhamos um balúrdio em claúsulas de rescisão.

Pelo caminho compram-se árbitros, financiam-se campanhas políticas e intermedeiam-se negócios com a construção civil.

Se a educação é como o futebol, demita-se o Ministro Nuno Crato e seja feita uma requisição civil ao Dr. Jorge Nuno Pinto da Costa para assumir a pasta da Educação.

 

 

Populism, defined either as an ideology, or (more uncommonly) a politicall philosophy or a type of discourse, i.e., of sociopolitical thought that compares "the people" against "the elite", and urges social and political system changes. It can also be defined as a rhetorical style employed by members of various political or social movements. It is defined by the Cambridge dictionary as "political ideas and activities that are intended to represent ordinary people's needs and wishes". It can be understood as any political discourse that appeals to the general mass of the population, to the "people" as such, regardless of class distinctions and political partisanship—"a folksy appeal to the 'average guy' or some allegedly general will". This is in opposition to statism, which holds that a small group of professional politicians know better than the people and should make decisions on behalf of them. Nevertheless, populist discourse frequently—Especially, but not always, in the Latin American case—buttresses an authoritarian, top-down process of political mobilization in which the leader addresses the masses without the mediation of either parties or institutions.

 

 

publicado por Francisco da Silva às 13:45
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