Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Grândola nas galerias do Parlamento

Passos ouviu, de cabeça baixa, engasgou-se e passou à frente. O Povo cantou, de cabeça erguida.

 

 

 

Amanhã há luta e continua no dia 2 de Março.





Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!


Esta manhã mais de 40 pessoas intervieram na Assembleia da República, a meio da Sessão Plenária, cantando “Grândola, Vila Morena” durante a intervenção do primeiro-ministro. 

Esta acção de protesto levou para dentro da Assembleia da República o descontentamento generalizado que se sente nas ruas perante a situação inadmissível em que este governo e a troika internacional colocaram este país, em queda livre com o maior desemprego de sempre e com uma recessão acima dos 3%! 

O protesto apela à participação nas próximas manifestações de dia 16 de Fevereiro, assim como a manifestação de dia 2 de Março em todo o país, sob o lema “Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!”.


Com mais de um milhão de desempregados, uma recessão profunda e todas as previsões de governo e troika mais uma vez falhadas, para pior, hoje levou-se ao Parlamento o descontentamento popular. A música de José Afonso foi a escolhida para transportar de volta ao local onde se legisla para todos o sentimento de que é necessário outro caminho, que é necessário que haja uma democracia que corresponda às necessidades do povo e não das instâncias internacionais a comandar os destinos do país.  
A mobilização popular é urgente para mudar o rumo de destruição e de austeridade que foi escolhido por governo e troika. Apelamos à participação nos grandes protestos que se avizinham, quer já amanhã no Príncipe Real, que no próximo dia 2 de Março em todo o país e no estrangeiro. A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas.  


A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

 

publicado por rms às 12:00
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2012

Trabalhadores da limpeza ganham demasiado


Os cerca de 70 enfermeiros subcontratados a partir de hoje pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo receberão apenas mais 93 cêntimos à hora do que os empregados da limpeza abrangidos pelo contrato coletivo de trabalho deste setor que prevê, desde 2010, o pagamento do ordenado mínimo nacional.

Aos enfermeiros é proposto 3,96 euros à hora, sete horas por dia, cinco dias por semana, o que dá 554,40 euros por mês, enquanto um empregado da limpeza receberá 3,03 euros à hora, oito horas por dia, nos mesmos cinco dias por semana, ou seja, 485 euros por mês.

já escrevi, aqui, que um parquímetro tem melhor qualidade de vida, do que um trabalhador, que receba apenas o salário mínimo. Por isso, começo por dizer, que o salário que um trabalhador do sector da limpeza, é demasiado baixo.

A comparação entre estes e os enfermeiros é feita, penso eu, porque um é um trabalho indiferenciado e com baixo grau de responsabilidade, enquanto o outro é especializado e envolve risco de vida. 

 

Paulo Macedo está a fazer, a mando do governo, uma limpeza na saúde. Os auxiliares de acção médica, vão ser despedidos e substituídos pelos enfermeiros, reduzindo o salário destes últimos. Os médicos, vão passar a ganhar como enfermeiros, e fazer também algum do trabalho que estaria anteriormente destinado a estes. A ideia é retirar qualidade ao serviço nacional de saúde, e transferir esses profissionais, para o sector privado. Quando a qualidade do serviço nacional de saúde passar a ser miserável, haverá justificação para dizer que não faz qualquer sentido mantê-lo. A ideia é transformar os até agora doentes em clientes: da Médis, Multicare e afins. Aliás, Paulo Macedo tem feito um excelente trabalho neste sentido: encarece o sistema nacional de saúde para os utentes e tira-lhe qualidade. Há que reconhecer que é meio caminho andado para o encerrar. 

Perguntem aos profissionais do sector o que acham... são os primeiros a reconhecer o trabalho notável, que o governo está a fazer, para encerrar de vez este serviço público. Os médicos vão entrar em greve e é curioso que nesta altura, começam a aparecer na comunicação social imensas notícias sobre fraudes ao serviço nacional de saúde. É daquelas coisas que nos faz pensar que há uma agenda bem preparada, até ao nível da comunicação e propaganda... ou então o verão é propício à descoberta de fraudes na saúde. 

Outra coisa que me preocupa nesta notícia é a reacção do governo: vão de certeza propor a renegociação do contrato colectivo de trabalho dos trabalhadores do sector da limpeza, para baixarem o seu salário. Afinal de contas, é inadmissível ganharem o mesmo que um enfermeiro. 

 


publicado por Francisco da Silva às 18:44
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