Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O Relatório do FMI não é uma Bíblia, mas o Governo já canta os seus salmos

Dois dos fortes deste Governo são a mentira e a ilusão. Geralmente a ilusão primeiro, seguido da mentira.

Um dos pontos que o famoso Relatório do FMI referia é o aumento de propinas no Ensino Superior. Sendo mais exacto, diz o seguinte:

 

Increase student fees for tertiary education. Higher university fees, taking into account the cost of supplying tertiary education and the market value of the degrees offered, would aid cost recovery and reduce the extent of redistribution to the betteroff. In 2012, the public university system spent about €1.6 billion, of which about €1.0 billion was financed from the education budget, €0.3 billion from enrollment fees, and the remainder from other sources. It seems sensible for the public tertiary education to contribute to the ongoing adjustments in the education system, including through further increases in tuition fees that could help to achieve significant and lasting budgetary savings. However, a stronger emphasis on cost recovery should not come at the expense of access to tertiary education, and may require support for low-income students.

 

Dizia Passos Coelho: "o Relatório do FMI “não é a 'bíblia'", nem o “ponto de chegada” do Governo. Primeiro, a ilusão. Depois, a mentira: Propinas do superior sofrem segundo maior aumento da década (http://economico.sapo.pt/noticias/propinas-do-superior-sofrem-segundo-maior-aumento-da-decada_160141.html). É já a partir de Setembro.

Caso para dizer, se o Relatório do FMI não era um ponto de chegada este Governo está a chegar lá. Ou então, se o Relatório não era para ser uma Bíblia, este Governo já está a cantar os seus salmos.

publicado por Nuno Moniz às 02:30
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Que se lixe o Passos, quero o meu país de volta

 

"Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal", declarou Pedro Passos Coelho, durante um jantar do grupo parlamentar do PSD para assinalar o fim desta sessão legislativa, na Assembleia da República.

 

Passos Coelho, num jantar com os deputados do PSD, utilizou novamente uma expressão rasca no seu discurso, para dar um toque de populismo.

Não surpreende na forma, nem no conteúdo. Este é um primeiro ministro rasca, de um governo rasca, dirigindo-se a uma das mais rascas bancadas que o PSD teve a infelicidade de eleger para a Assembleia da República.

 

São estes os indigentes que chamam ao investimento na educação, justiça e saúde públicas: "gorduras do estado". Apresentam orgulhosamente esse cortes e dizem "estamos a reduzir a despesa pública". Cortam nos salários dos professores, médicos, enfermeiros e demais funcionários públicos, mas não cortam nas consultorias às sociedades de advogados dos seus correlegionários. Cortam nos nossos direitos para continuar a pagar contratos pornográficos de parcerias público privadas às empresas que sustentam as reformas dos senadores do seu partido.
São capazes de inventar as mais dúbias alterações à legislação para que os "seus" continuem a receber os subsídios que cortaram a todos. Sempre viveram à conta do estado e criam um clima de hostilização dos desempregados que recebem subsídio, para o qual descontaram do seu trabalho. Esta gentalha não presta, é do pior que Portugal produziu, e vêm sem vergonha nenhuma falar no interesse de Portugal? Confudem Portugal com as suas empresas, com os seus negócios e com as suas corrupções. Como disse um dia Sá Carneiro: "Portugal não é isto, nem tem de ser isto."

Primeiro foi a "geração rasca", seguiu-se a "à rasca", culminando tudo num governo rasca e num país enrascado que não sabe para onde se virar. Parem o país que o governo tem de sair.

 

publicado por Francisco da Silva às 22:55
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

o elo mais fraco


 

tweet do @bifeahcasa 

publicado por Francisco da Silva às 22:10
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Menos Passos, Melhor Coelho

O Primeiro-Ministro está a preparar faixas, outdoors e painéis para cada ministério, escola, serviço público e retrete com a sua cara e a sua frase de preferida "é preciso fazer melhor com menos dinheiro".

Eu bem compreendo que para algumas pessoas e para alguns negócios isso realmente funcione.

Foi assim com o BPN, fizeram muito melhor com menos dinheiro.

Foi assim com a Madeira, Alberto João Jardim fez imenso com o "pouco" dinheiro que tinha.

Bem sei que os casos de sucesso que o Passos Coelho se baseia para sustentar a sua teoria e consciência à noite são casos de sucesso.

Infelizmente, não dá para fazer uma corrida à mercearia e dar metade da conta tentando fazer crer o dono que aquela metade é especial e que na verdade vale o dobro.

Para negócios que depois têm de ser salvos pelos impostos, reformas e fundos de pensões (os bancários devem estar contentes) bem sei que funciona.

Para serviços públicos como a Escola Pública, que não são negócios acho eu: "Chefe! ...Não vai dar!".

publicado por Nuno Moniz às 11:48
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Domingo, 4 de Setembro de 2011

Esta gente não é muito coordenada...

Passos Coelho anuncia princípio do fim da crise em 2012

 

Enquanto...

 

Lagarde avisa que está iminente uma recessão da economia mundial

publicado por Nuno Moniz às 21:55
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Os Luís's deste mundo a evoluir

Independentemente das velhas teorias evolucionistas do capitalismo e trá-lá-lá, bom bom é perceber que os assessores de comunicação também evoluem.

Sócrates queria ser o gajo responsável, que dava o peito às balas, o patriota, o espalha-confiança.

Chegou ao fim com a responsabilidade toda, as balas no peito, com uma pátria à venda e com a confiança no chão.

 

Os assessores do Passos Coelho aprenderam.

Não dá a cara por nada, foge a qualquer bala, faz umas visitas de cortesia por aí e confiança guarda no bolso para falar com a Merkel.

 

Espertos, o Sócrates deste governo será o Vitor Gaspar, "coitado".

Vai acabar com a cabeça a prémio pelo Zé Povão mas com uns bons lugares para onde voltar.

publicado por Nuno Moniz às 04:50
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

Vende-se Portugal

 

 

Expopriado aqui

publicado por Francisco da Silva às 18:38
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Não somos o vosso gado

Ficámos hoje as saber quais as gordurinhas onde o Estado vai cortar:

 

Segurança Social, Educação e Saúde

 

Desenganem-se os que esperavam ver aqui fundações inúteis e empresas públicas que apenas servem para dar bons empregos aos boys, se é que alguma vez andaram enganados.

Para além de baixarem o nosso nível de vida, a qualidade de vida também vai sofrer um corte.

 

Ao invés de políticas para a sociedade virá a economia planeada ao melhor estilo do Capitalismo de Estado praticado pela China, voltando a uma idade média de direitos em que homens e cabeças de gado são iguais instrumentos de trabalho, valendo apenas a mais-valia que se consegue espremer do seu corpo.

 

Estes vão ser os maiores cortes dos últimos 50 anos, históricos disse Gaspar e faz todo o sentido esta frase:

Há 50 anos Portugal era um país atrasado, cultural, social e económicamente. 

Os portugueses de então viviam tão mal como os animais que criavam para sobreviver, lembro-me de quando Saramago referia que os leitões que o seu avô criava dormiam na cama com eles para que não morressem durante o inverno.

A maioria do povo era analfabeto e a sua quase totalidade não tinha acesso a condições mínimas de higiene e de saúde.

 

É isto a que Gaspar se refere: vamos fazer os cortes necessários para que o português volte a ser analfabeto, volte a viver sem as minimas condições de dignidade.

Assim, o português competirá com as economias de escravatura em pé igualdade, estará disposto a trabalhar por uma taça de arroz por dia, o suficiente para conseguir trabalhar no dia seguinte.

 

Devíamos parar todos um dia: não sair às ruas, a TV mostrar as ruas e praças vazias e nós em casa a pensar se é isto que queremos ou o que é que poderia ser feito em alternativa. A pensar se não queremos isto então como lhe vamos pôr um travão.

 

Zizek diz (no seu livro violência que recomendo vivamente) qualquer coisa como: imaginem o pânico dos políticos, dos banqueiros, etc. quando na rua não houvesse ninguém. Não saberiam lidar com isso pois estão habituados a formais já establecidas de protesto.

Um manifestação funciona como legitimação do poder instítuido: se reclamamos com eles, estamos a dizer que são eles que mandam.

 

Mas não, quem manda somos nós. Somos muitos muitos mais que eles, por cada um dos boys nomeado há um sem número de desempregados.

Ou toda a gente decide parar para pensar nisto a sério ou os nossos filhos, netos e restante prole vão ser marcados à nascença com o ferro da ganadaria Amorim, Azevedo ou Espírito Santo. 

 


publicado por Francisco da Silva às 13:39
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Serviços pouco secretos

 

A notícia de que os serviços de intelligence portugueses puseram sob vigilância um jornalista do jornal “Público” tem sido o escândalo da semana.

Resumidamente, um jornalista tinha acesso a fontes internas do serviço de informações e segurança, informações essas que usava a seu belo prazer.

Ora o procedimento habitual de um serviço secreto passa por distribuir informações erradas aos agentes suspeitos, de modo a conseguir isolar o agente que está a divulgá-las.

Claro que colocar o jornalista sob vigilância é um modo mais fácil, mais eficiente e sem dúvida mais rápido de resolver o problema da fuga de informações. Não será o mais correcto.

No entanto, qual o escândalo em um serviço de informações secretas utilizar este tipo de métodos?
Não são eles pagos pelo contribuinte para espiar?


O jornalista não foi posto sob escuta para atingir objectivos político-partidários, não o foi porque alguém queria saber as notícias do seu jornal um dia antes de saírem. Foi vigiado para acabar com uma falha de segurança dos serviços secretos, que poderia comprometê-los bem como ao Estado Português.

Que se queira fazer disto um caso de polícia política ou de cerceação da liberdade de expressão, não só é lamentável como mostra uma mentalidade demasiado hollywoodesca, para quem os nossos agentes deviam andar a beber martinis, conduzir aston martins e engatar agentes duplas russas.

No fundo, todo este ruído à volta das secretas tem um objectivo: limpar de cima a baixo toda a estrutura directiva dos serviços de informação, colocando lá pessoas próximas às novas cores governamentais.

Tem sido sempre assim, esta é uma das razões da incompetência reinante nos serviços: sempre que muda o governo, há uma alteração da estrutura directiva dos serviços secretos.

 

Ao que consta, desta vez irá para director Viseu Pinheiro: diplomata de carreira e braço direito de Durão Barroso, mais conhecido por ter sido o principal responsável da organização da cimeira das Lajes que levou à tristemente célebre invasão do Iraque. Já tem o aval de Cavaco Silva e integra-se numa estratégia mais ampla de preparar o regresso de Barroso à vida política nacional, mais propriamente, a sua candidatura a Presidente da República.

Resumindo, pode-se questionar a existência de um serviço de intelligence, não se pode questionar se espiam ou não, porque é essa a sua missão: recolher informações.

 

publicado por Francisco da Silva às 10:45
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

no comments

 

http://trendsmap.com/local/portugal

publicado por Francisco da Silva às 13:17
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

PCDS

 

via @ZorGabor

 

 

publicado por Francisco da Silva às 14:10
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

Resumo das eleições

publicado por Francisco da Silva às 00:03
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