Sábado, 29 de Dezembro de 2012

A comunicação obscura do amigo Pedro

O Governo de Passos, Portas e Associados está entusiasmado com a sua cruzada em chegar aos 5% de défice.

Tem sido um bom exercício para se perceber o quanto isso é mais importante do que tudo o resto: não importa como, interessa é lá chegar. Os efeitos? Tratamos disso depois, ou não tratamos simplesmente.

O amigo Pedro foi a Coimbra e segundo a imprensa disse: "O nosso convencimento é que é possível chegar à meta dos cinco por cento".

Primeiro, "convencimento de que é possível" é das coisas mais obscuras e nada certas que o Pedro pode dizer neste assunto. Mas de tanto se enganar, é de esperar essa postura.

Mas vamos à parte interessante: o efeito disso.

 

"Passos Coelho convicto de que Portugal atingirá défice de 5%" (Público)

"Passos Coelho garante que meta do défice de 2012 será alcançada" (Jornal de Negócios)

"'É possível chegar à meta de 5%' no final do ano" (DN)

 

Engraçado né?

No Público há convicção, no Jornal de Negócios há garantia e no DN há possibilidade.

Doces para todos os gostos neste fim de ano.

 

Entendamo-nos, o Pedro falou em convicção de possibilidade. Que em outras palavras quer dizer "espero muito muito muito".

Estaremos cá para ver.

publicado por Nuno Moniz às 18:22
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

Acabou o estado de graça

 O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai adoptar, apenas este ano, "uma contribuição especial para o ajustamento orçamental" em sede de IRS "equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional". Ou seja, a contribuição só incidirá sobre o valor do vencimento acima do salário mínimo (485 euros). 

 

Francisco Louçã questionou Passos Coelho sobre a forma como ia ser aplicada a contribuição especial em sede de IRS hoje anunciada pelo Governo, e se esta iria incidir também sobre os rendimentos dos pensionistas, mas o primeiro-ministro voltou a remeter para mais tarde mais esclarecimentos.

 

 

Este Sócrates não é muito diferente do anterior...

publicado por Francisco da Silva às 17:26
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

BlogConf com Passos Coelho

No Domingo estive presente numa conferência de Bloggers com Pedro Passos Coelho. Só houve tempo para cada um fazer uma pergunta e a minha foi sobre a restruturação que o PSD pretende fazer dos Ministérios e do Parlamento, perguntei ainda se não faria mais sentido restruturar a Justiça.

 

O candidato respondeu que a intenção do PSD é agrupar ministérios sob a alçada de um mesmo ministro devido ás dificuldades em extinguir ministérios e criar outros algo que será feito com mais tempo e ao longo do mandato.

Propõe-se a "dar o exemplo" e "fazer mais com menos" e afirma que a redução do número de deputados será feita com recurso á actual lei que "permite que se reduza para 181 sem necessidade de reforma constitucional, sendo acompanhada por uma redefinição dos círculos eleitorais para "reduzir a influência dos aparelhos dos partidos na escolha dos deputados".

Em relação  à Justiça, concordou que era necessária uma restruturação, até porque teria impactos "a nível económico", mas não disse como. Notei mais à frente, em resposta a outro blogger que Passos Coelho propõe um gestor para cada tribunal, de modo a agilizar o seu funcionamento.

 

Não concordo com a redução do número de deputados, apesar de ser dito que se mantém a proporcionalidade retira representatividade aos partidos mais pequenos. Penso que dificilmente se tirará do aparelho dos partidos a influência que têm na escolha destes e é um pouco inocente pensar que se conseguirá.Também discordo da redução e agrupamento de ministérios, penso que trará um poder desmesurado a secretários de estado e equiparados e uma sobrecarga dos ministros que levará a pastas que ficarão esquecidas.

Para corresponder e fazer um bom trabalho, os ministros terão de viver alimentados a red-bull ou substituidos a cada seis meses, isto se forem pessoas com a noção do trabalho e da responsabilidade que aí vem.

Quanto aos gestores nos tribunais... ia ser bonito de ver os todos poderosos juízes aos mandos de um gestor.

Em resumo: não concordo com as medidas que apresenta, tal como não acredito que esteja preparado para ser primeiro ministro, algo que ficou vincado quando não conseguiu abrir um pdf no seu Ipad. Apreciei a forma objectiva como me respondeu, não ter estado com rodeios ou demagogia foi um ponto a seu favor.

 

Um agradecimento ao Afonso pelo convite e aos demais bloggers presentes pela maneira civilizada como trataram a “oposição”.

publicado por Francisco da Silva às 22:38
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