Quinta-feira, 14 de Março de 2013

O PS tem problemas em fazer gráficos

O último tempo de antena do PS traz uma novidade para os estudiosos de estatísticas.

Uma barra para demonstrar o desemprego que tem uma escala que desafia as leis da matemática (e quem sabe, se não for demasiado, da decência). Segundo a "barra do PS", o desemprego em Portugal já passou os 50%.

 

Compreendo os problemas que haverá em assumir a responsabilidade pelo trabalho recente que fizeram enquanto Governo, mas é escusado enganar as pessoas. Continuam os macaquinhos no sótão.
publicado por Nuno Moniz às 02:01
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O Relatório do FMI não é uma Bíblia, mas o Governo já canta os seus salmos

Dois dos fortes deste Governo são a mentira e a ilusão. Geralmente a ilusão primeiro, seguido da mentira.

Um dos pontos que o famoso Relatório do FMI referia é o aumento de propinas no Ensino Superior. Sendo mais exacto, diz o seguinte:

 

Increase student fees for tertiary education. Higher university fees, taking into account the cost of supplying tertiary education and the market value of the degrees offered, would aid cost recovery and reduce the extent of redistribution to the betteroff. In 2012, the public university system spent about €1.6 billion, of which about €1.0 billion was financed from the education budget, €0.3 billion from enrollment fees, and the remainder from other sources. It seems sensible for the public tertiary education to contribute to the ongoing adjustments in the education system, including through further increases in tuition fees that could help to achieve significant and lasting budgetary savings. However, a stronger emphasis on cost recovery should not come at the expense of access to tertiary education, and may require support for low-income students.

 

Dizia Passos Coelho: "o Relatório do FMI “não é a 'bíblia'", nem o “ponto de chegada” do Governo. Primeiro, a ilusão. Depois, a mentira: Propinas do superior sofrem segundo maior aumento da década (http://economico.sapo.pt/noticias/propinas-do-superior-sofrem-segundo-maior-aumento-da-decada_160141.html). É já a partir de Setembro.

Caso para dizer, se o Relatório do FMI não era um ponto de chegada este Governo está a chegar lá. Ou então, se o Relatório não era para ser uma Bíblia, este Governo já está a cantar os seus salmos.

publicado por Nuno Moniz às 02:30
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012

A comunicação obscura do amigo Pedro

O Governo de Passos, Portas e Associados está entusiasmado com a sua cruzada em chegar aos 5% de défice.

Tem sido um bom exercício para se perceber o quanto isso é mais importante do que tudo o resto: não importa como, interessa é lá chegar. Os efeitos? Tratamos disso depois, ou não tratamos simplesmente.

O amigo Pedro foi a Coimbra e segundo a imprensa disse: "O nosso convencimento é que é possível chegar à meta dos cinco por cento".

Primeiro, "convencimento de que é possível" é das coisas mais obscuras e nada certas que o Pedro pode dizer neste assunto. Mas de tanto se enganar, é de esperar essa postura.

Mas vamos à parte interessante: o efeito disso.

 

"Passos Coelho convicto de que Portugal atingirá défice de 5%" (Público)

"Passos Coelho garante que meta do défice de 2012 será alcançada" (Jornal de Negócios)

"'É possível chegar à meta de 5%' no final do ano" (DN)

 

Engraçado né?

No Público há convicção, no Jornal de Negócios há garantia e no DN há possibilidade.

Doces para todos os gostos neste fim de ano.

 

Entendamo-nos, o Pedro falou em convicção de possibilidade. Que em outras palavras quer dizer "espero muito muito muito".

Estaremos cá para ver.

publicado por Nuno Moniz às 18:22
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2012

A utilidade da geometria

O PS descobriu uma nova forma de decidir as suas votações.

Ora aí está. Boa sorte para eles e elas.

 

publicado por Nuno Moniz às 23:53
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Quem não sabe é como quem não vê...

O PS pela voz da Gabriela Canavilhas lembrou-se que chegou à altura do ano para dar algo ao sector cultural.

Então apresentou um projecto de lei que considero ser uma verdadeira nulidade como projecto político.

Para que não caia na qualidade do "só fala mal" gostava de deixar claro porque acho que é uma verdadeira nulidade como projecto político.

 

A Gabriela Canavilhas diz que só há produtos culturais enquanto os autores e produtores desses conteúdos forem remunerados e lembra que "não podem ser só os vários intermediários desses produtos culturais a ter lucros". Também diz "Como pessoa da cultura" (coisa a reforçar claro...) "preocupo-me essencialmente com os direitos de autor, mas admito que um deputado da área da economia pense de outra forma. E por isso há disponibilidade para fazer acertos à proposta de lei no debate da especialidade.".

 

Fora concordar ou não, o problema da deputada são os vários intermediários. Isso torna-se confuso para mim, olhando para a proposta: "O modo concreto de permitir a efectivação de uma compensação equitativa a favor dos titulares de direitos é o de fazer incidir taxas sobre o preço de venda ao público dos equipamentos e suportes que permitem a reprodução de obras protegidas."

 

A Gabriela Canavilhas devia ter conversado com um estudante de Economia, porque isso bastava. Esse teria explicado algo que presumo já saber. O intermediário inclui essa taxa no preço e paga o consumidor final.

 

Então, este projecto representará, a ser aprovado, a subida de preços nos artigos que estão nas últimas páginas do projecto de lei, aliás, a notícia da Exame Informática já faz esses cálculos. Ou seja, tudo fica igual ou pior: o problema da Canavilhas com os lucros dos intermediários não é resolvido e os consumidores finais pagam um preço maior.

 

Para mim esta lei tem um problema de princípio: trata toda gente que compre um dos artigos referenciados como uma pessoa infratora. É um problema já da anterior legislação. Acho que é um castigo colectivo pela incompetência ou falta de interesse de algumas pessoas em pensar novas maneiras de organização e funcionamento do sector cultural (...outra discussão), para adequar-se exactamente ao que está descrito na iniciativa como "evolução tecnológica". Esta proposta mantém e reforça esta discriminação. E não é só Portugal.

A já costumeira "as taxas agora apresentadas não deverão ter impacto na aquisição de equipamentos informáticos pelo consumidor doméstico" não pega porque as contas são francamente simples: um disco externo pode passar de 70€ para 91,48€. Uma diferença de 21€ nestes valores não é propriamente algo residual. E isso é só taxa.

 

Acho que este projecto de lei morre pela boca de quem o apresenta. Mas para quem faz questão de se apresentar como alguém da Cultura, fica bem dizer "quem não sabe é como quem não vê". Show-off para a "Cultura", preços mais elevados para quem compra um disco externo, por exemplo. Boa.

 

... Vai daí: nulidade.

 

edit: outra questão é o efeito nas obras Creative Commons que podem ver aqui

publicado por Nuno Moniz às 01:28
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

A curiosidade é terrível. Pior quando é com dinheiro.

O Tugaleaks publicou a lista dos Portugueses que ficaram com o seu cartão de crédito “leakado” na Internet devido a um ataque pelos Anonymous internacionais à empresa Stratfor.

 

Gosto de pensar que sou uma pessoa curiosa, portanto, os resultados não deixam de ser engraçados quando se tenta averiguar de quem são aqueles nomes que foram "leakados". Visto que não há nenhum número de identificação pessoal, aqui ficam umas hipóteses (hipóteses...), com o único propósito de divertir as mentes deambulantes :)

 

Carlos Manuel Branco..

Poderia ser uma pessoa que tentou ser guarda prisional, mas ficou excluído por ter sido eliminado na 1ª fase do exame psicológico...

Um tal Coronel Carlos Manuel Gervásio Branco (Guarda Nacional Republicana)...

Ou mesmo um Fiscal Municipal de Idanha-a-Nova ou um excelente trabalhador da PT.

Eu achava especial piada o segundo.

 

António Tânger (Corrêa...?)
É o nome de um Embaixador... Por acaso.

 

Paulo Ennes

Bem, poderia ser outro embaixador.

 

Vasco Pessanha

Pode ser um Presidente de Conselho de Administração, para variar?

 

Rui Barreiro

À falta de membros de governos recentes, poderia ser um recente Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural...

 

Paulo Inácio

Faltam as autarquias. Proponho um Presidente de Câmara. Vá, de Alcobaça.

 

José Maria Pedro

O que não faltam são pessoas com este nome. Mas poderia ser um Inspector de Finanças, não?

 

Tudo boa gente, acredito.

Não há nenhum mal (até ver) por estes nomes terem sido publicados, além de providenciarem a um mestrando cansado da sua tese uma hora de distracção. Obrigado a todas as pessoas. Incluíndo as outras que poderiam ser Coordenadores de Associações de Estudantes, Promotores do "Compromisso Portugal", membros aniversariantes da Comunidade Israelita em Portugal, etc. etc.

A única pessoa que tenho certeza é o Francisco da Silva. Isto porque, entre companheiros de blog, não existe segredo bancário.

publicado por Nuno Moniz às 14:52
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

OE2012: Que tal outro ponto de vista?

Segundo a proposta de Orçamento de Estado para 2012, quanto contribuirá por dia uma pessoa que pague 3000€ de impostos (mais ou menos o que pagará uma pessoa que ganhe um salário médio, à volta de 750€) ?

 

0,02€ de Transferências para as Regiões Autónomas

0,01€ para a Cultura

0,15€ para Pensões e Reformas

0,06€ de Contribuições para a União Europeia

4,49€ para os Encargos da Dívida Pública

0,29€ para os Juros da Dívida

0,01€ para os Negócios Estrangeiros

0,07€ para as Forças Armadas

0,06€ para as Forças de Segurança

0,01€ para a Protecção Civil e Luta contra Incêndios

0,02€ para o Sistema Judiciário

0,01€ para o Sistema Prisional, de Reinserção Social e de Menores

0,01€ para o Turismo

0,01€ para a Habitação

0,01€ para a Protecção do Meio Ambiente e Conservação da Natureza

0,04€ para a Agricultura e Pecuária

0,28€ para o Serviço Nacional de Saúde

0,23€ para o Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar

0,12€ para a Ciência e Ensino Superior

0,02€ para a Educação Pré-Escolar

0,25€ para a Segurança e Acção Social

 

Mudavam alguma coisa?

 

Nota: Cálculos feitos com base na informação divulgada na Direcção Geral do Orçamento

publicado por Nuno Moniz às 15:42
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Quando o Miguel entra no Relvado...

... Até assusta. Mas permite algumas piadas.

 

Diz quem viu (e ouviu) que o Miguel Relvas teve ontem um momento inspirador sobre o conceito de autonomia, nomeadamente sobre a dos Açores, quando estava a falar sobre o serviço público de televisão regional, a RTP Açores.

Além de pérolas como "a decisão já está tomada" e "isso de pedir pareceres à Região tem de acabar", a pérola é certamente "a Metrópole paga, a Metrópole manda."

 

Um parêntesis, pode parecer ridículo, mas sendo dos Açores já ouvi as melhores pérolas que existem no mercado.

Os Açores têm uma extensão territorial de 600km. Com água no meio. Portanto, resposta a alguns pormenores.

"Porque é que só existem televisões regionais para as regiões autonómas?"

Para as pessoas saberem o que se passa na região. Dá jeito, acho. Antes de se ir para a solução dos jornais: Os jornais no máximo são diários".

Logo a seguir costuma ser: "Tudo bem, integra-se na RTP1 então!".

Eu sempre achei piada ao wishful thinking, mas só me lembro do Faial ser notícia quando teve um sismo de 5,6 na escala de Richter que mandou uma parte bastante considerável do parque habitacional ao chão e matou 8 pessoas.

 

Vai daí, algumas questões.

Eu não sei o que é que o Miguel Relvas entende como autonomia. Também não tenho certeza sobre o que é que ele quer dizer com Metrópole, mas tenho uma boa ideia.

Sei que a ideia de uma televisão como serviço público não entra nas convicções do Governo da "Metrópole", muito menos permiti-lo para a "colónia" (propositado) lá no meio do Atlântico. São gastos, ergo, corta corta.

Mas a prepotência e a postura "Cristiano-Ronaldo-vou-rematar-este-livre-e-meter-a-bola-lá-dentro" (analogia futebolística, perdão) é tudo menos racional e revela nenhuma preocupação com as pessoas lá do sítio. Aliás, é isso que a austeridade é. Mais coisa menos coisa.

 

Acho que ninguém tem de explicar ao Miguel Relvas que a Autonomia é uma daquelas tais "conquistas de Abril" e que a onda do "eu pago, tu mandas" é prévia a isso.

É mais um episódio para confirmar aquilo que é a postura deste Governo: autoridade.

Eu nunca me dei bem com ordens, mas estou quase a sucumbir à tentação. Algo nesta linha: "Miguel, eu pago, eu mando. Põe-te a andar."

publicado por Nuno Moniz às 14:02
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Menos Passos, Melhor Coelho

O Primeiro-Ministro está a preparar faixas, outdoors e painéis para cada ministério, escola, serviço público e retrete com a sua cara e a sua frase de preferida "é preciso fazer melhor com menos dinheiro".

Eu bem compreendo que para algumas pessoas e para alguns negócios isso realmente funcione.

Foi assim com o BPN, fizeram muito melhor com menos dinheiro.

Foi assim com a Madeira, Alberto João Jardim fez imenso com o "pouco" dinheiro que tinha.

Bem sei que os casos de sucesso que o Passos Coelho se baseia para sustentar a sua teoria e consciência à noite são casos de sucesso.

Infelizmente, não dá para fazer uma corrida à mercearia e dar metade da conta tentando fazer crer o dono que aquela metade é especial e que na verdade vale o dobro.

Para negócios que depois têm de ser salvos pelos impostos, reformas e fundos de pensões (os bancários devem estar contentes) bem sei que funciona.

Para serviços públicos como a Escola Pública, que não são negócios acho eu: "Chefe! ...Não vai dar!".

publicado por Nuno Moniz às 11:48
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

O Crato é rato.

 

O Nuno Crato é tudo menos burro. Ou pelo menos, engana bem.

Percebeu bem como se livrar da batata quente da questão "Acção Social" com uma finesse engraçada.

Como? Simples. Passou a batata quente para os reitores e presidentes das Universidades e Politécnicos.

Talvez não custe lembrar que ainda antes de fazer isso, deu umas dentadas e tirou qualquer coisa como 11% no geral.

Portanto, a questão com que os reitores e presidentes estarão presentes será qualquer coisa como: "Ou tiro na gestão diária, ou tiro na Acção Social.".

Mais à frente, bem pode o Nuno Crato descansar; quando as bolsas atrasarem até Abril e reparar-se que a bolsa média desceu, poderá sempre dizer "falem com as vossas Universidades e Politécnicos".

 

O que para estudantes será uma das tais "lose, lose situation", para o Crato (que saiu cá um belo rato) é certamente uma das "win, win situation".

publicado por Nuno Moniz às 21:05
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Domingo, 4 de Setembro de 2011

Esta gente não é muito coordenada...

Passos Coelho anuncia princípio do fim da crise em 2012

 

Enquanto...

 

Lagarde avisa que está iminente uma recessão da economia mundial

publicado por Nuno Moniz às 21:55
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Os Luís's deste mundo a evoluir

Independentemente das velhas teorias evolucionistas do capitalismo e trá-lá-lá, bom bom é perceber que os assessores de comunicação também evoluem.

Sócrates queria ser o gajo responsável, que dava o peito às balas, o patriota, o espalha-confiança.

Chegou ao fim com a responsabilidade toda, as balas no peito, com uma pátria à venda e com a confiança no chão.

 

Os assessores do Passos Coelho aprenderam.

Não dá a cara por nada, foge a qualquer bala, faz umas visitas de cortesia por aí e confiança guarda no bolso para falar com a Merkel.

 

Espertos, o Sócrates deste governo será o Vitor Gaspar, "coitado".

Vai acabar com a cabeça a prémio pelo Zé Povão mas com uns bons lugares para onde voltar.

publicado por Nuno Moniz às 04:50
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Alguém me explica...

.. Afinal, para que é que servem exactamente as Secretas?

A parte do espiar já sei, o "beber martinis, conduzir aston martins e engatar agentes duplas russas" do outro cá da 'casa' duvido. Não há aston martins e duvido das lady skills do bigode português no que toca a charme.

Não vou pelo que está escrito no brasão do SIED, "Adivinhar perigos e evitá-los".

Portanto, o meu problema nem é tanto a sua existência, mas sim, desconhecer as suas razões de existência.

publicado por Nuno Moniz às 10:47
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

O Mário patrocina o BPN e o Alberto João.

As minhas tardes de praia estão assombradas pelas notícias.

 

Gostava de agradecer ao Jürgen por apresentar esta preciosidade:

"O Governo vai proceder à transferência para a esfera do Estado do fundo de pensões dos bancários, de modo a cobrir despesas inesperadas de quase 600 milhões com o BPN e a Madeira."

 

A quantidade de analogias que se poderiam fazer é imensa. Certo.

Por cá, estou preocupado é com o humor de meu pai que vai adorar saber que, além de estar a pagar os favores dos governos do Cavaco a seus amigos, também andou e anda a descontar para tapar os buracos financeiros da autoria dos amigos do Cavaco. E ironia, tudo isto à mão dum boy do Cavaco.

 

Vai ser uma hora de jantar cheia de pérolas linguísticas.

publicado por Nuno Moniz às 17:50
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