Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

política de marquise

 

 

O caso BPN divide-se em três pontos:

 

responsabilidade política

responsabilidade jurídica

responsabilidade económica

 

Em relação à económica não sou a pessoa mais indicada para comentar, apenas refiro que faço parte daquela minoria que achava que o risco sistémico de contágio era nulo, o único risco de do BPN falir era o político: poderia expor uma facção que tem (do)minado o nosso país.

 

Quanto à jurídica não me surpreende o rumo que o processo tem tomado.

A Justiça em Portugal é uma miragem, só não é uma piada porque não tem graça nenhuma.

 

Por fim e a parte que "me assiste", temos a responsabilidade política.

Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Rui Machete, entre outros, cresceram política e profissionalmente à sombra da alfarrobeira.

O líder da facção continua impávido e sereno como uma coelha na sua toca.

Cada Dias Loureiro é um offshore desta política de marquise: a política de quem se protege na sua varanda do poder por uma estrutura artificial e legalmente duvidosa.

A criação destes offshores políticos permite à alfarrobeira não ter de sujar as mãos, tem quem o faça por si. Como disse Oliveira e Costa no parlamento: "nunca carreguei numa tecla sequer, tenho pessoas a quem pagava para isso"(cito de memória).

A responsabilidade política é sua, levou os seus delfins para o poder como quem leva os netinhos ao Açores.

No entanto continua como se nada fosse, destilando por todos os poros a mediocridade que lhe assiste.

publicado por Francisco da Silva às 13:15
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